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Como (não) ajudar o crush a namorar uma falsiane

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Sinopse

Eu sempre fui apaixonado por Chanyeol, eu sempre o ajudei a ficar com outras meninas, mas namorar a minha inimiga eu não podia aceitar, por isso aqui vão cinco passos de Como (não) Ajudar o Crush a Namorar uma Falsiane.

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Começo do Inferno
 nos bolsos do casaco. Se fosse no começo do ano eu até ficaria nervoso, correria e faria mundos e fundos para chegar na hora, mas àquela altura, no final do terceiro ano, acostumado era pouco. Após chegar atrasado 365 dias do ano por três anos seguidos, você se acostuma. Eu me sentei no banco e o zelador passou com a sacola de lixo, como o habitual de toda manhã. Os alunos eram uns porcos mesmo. Sete da manhã e o bichinho já tinha coisa para limpar. — Baekhyun, o Sr. Kim teve um imprevisto, ele ainda não chegou. — falou, enquanto passava por mim. Levantei-me em um sobressalto e saí correndo. — OBRIGADO, SENHOR CHOI! — gritei ao longe. Entrei no prédio aos tropeços e subi as escadas pulando alguns degraus. A muvuca no corredor da minha sala comprovou o que o Sr. Choi havia me dito. Meu professor de cálculo, o Sr. Kim, realmente ainda não havia chegado. Sorte? Talvez. Entrei na sala e me sentei no meu lugar, no canto da sala. Olhei para o lugar vazio ao meu lado e revirei os olhos. Sempre atrasado. Não podia falar nada, mas Chanyeol era, sem duvidas, pior do que eu. O imprestável ainda se recusou a responder as minhas mensagens. Senti-me obrigado a ligar para ele. Chanyeol não demorou um pouco para me atender, ele demorou muito! — Alô? — atendeu. Eu senti vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. Eu não acreditei no que eu estava ouvindo. — Você estava dormindo, Chanyeol? —  perguntei, incrédulo. — O que tem? É sábado! — É SEXTA, SEU IMPRESTÁVEL! — berrei, atraindo os olhares das pessoas que estavam na sala de aula. — Chanyeol, eu não acredito que você foi na festa de ontem! Diz que você não foi! — Eu não fui. — concordou. — Você foi. — fechei meus olhos, cansado das criancices do meu melhor amigo. — Se você já sabe a resposta, então por que pergunta? — Porque eu sou um i****a que ainda tem esperanças de você criar juízo. — Não fica bravo comigo, Byun. — falou meu sobrenome com voz de criança. Chanyeol jogava baixo. Ele sabia que eu era incapaz de ficar com raiva dele por muito tempo, e ainda fazia-se de pobre coitado pro meu lado. — Eu chego aí no segundo horário. Eu te amo. — Uma p***a que ama! Eu desliguei o telefone antes que ele respondesse, mas mesmo assim eu consegui ouvir um pouco da sua risada no outro lado da linha. — Era o Channie? — ao ouvir aquela voz de taquara rachada de Hyemin, meu dia foi todo por água abaixo. — Ei garoto, me responde! Era o Channie? — exigiu saber. Eu não iria responder aquelazinha. Eu não era, nem sou, obrigado. Eu não gostava dela e ela não gostava de mim, isso já era mais do que óbvio. Porém, ela parecia ter gosto em me irritar. E ela não precisava fazer muito, só o fato dela respirar já era irritante o suficiente. — Baekhyun! — gritou o meu nome. — O QUE É INFERNO?! Que saco! Fica irritando as pessoas com essa tua voz irritante do c*****o! — A minha voz não é irritante! — defendeu-se. Muito m*l, se posso dizer. — É sim, e você sabe disso. Vai irritar o teu avô e me deixa em paz. — Eu não fico irritando o meu avô, ele adora a minha companhia. — O seu avô, provavelmente, tem problemas auditivos.  — eu peguei o meu fone de ouvido e os coloquei, ligando a música no volume máximo. Eu conseguia ver sua imagem irritada, pelo canto dos olhos, mas eu nem liguei. Estava pouco me fodendo. Para mim, ela poderia morrer e explodir de tanto gritar. Eu notei que os alunos começaram a entrar na sala de maneira desesperada e sentaram-se de maneira organizada. O Sr. Kim havia chegado. Tirei meus fones e me endireitei na cadeira. Assim que ele entrou pousou seu olhar sobre mim e deu um sorriso de canto. — A única forma do Sr. Byun assistir minhas aulas de sexta do começo é quando eu chego atrasado. — levou seu olhar até a mesa vazia de Chanyeol. — Pelo visto seu amigo não tem tamanha sorte. A noite de ontem foi demais para ele? — Infelizmente. — Você não estava lá, estava? — neguei. — Imaginei. Você não estava no grupo que eu tive que buscar na delegacia. — pousou seu olhar de reprovação sobre a Hyemin. — O seu amigo estava. Faça ele te ouvir mais. Ele precisa filtrar melhor com quem anda, assim como o senhor faz. — É o que eu digo todos os dias! E realmente era verdade. Eu falava isso todos os dias para Chanyeol. Eu avisei, mais de uma vez, que as amizades que ele estava fazendo estavam muito longe de serem boas, não que as minhas fossem. Mas eu sabia estabelecer um limite. Eram amizades de festa, só isso. Chanyeol tinha o péssimo hábito de misturar as coisas. Ele era do tipo que, conhecia a pessoa em um dia, no dia seguinte já estava contando até o nome do primeiro cachorro que teve na vida. Isso não era r**m, não mesmo. Chanyeol era uma pessoa extremamente amigável e muito fácil de se fazer amizade, o único problema é que ele ficava amigo de quem não prestava. Algumas pessoas têm dedo podre para o amor, outras para amizade, o Chanyeol tinha dedo podre para os dois. — Queria que ele estivesse aqui para ouvir o senhor. Queria mesmo. — Ele não precisa, falei tudo isso e um pouco mais para todos ontem. Acho que eles entenderam. Vamos deixar isso para depois, já perdemos muito tempo. Exercícios! Eu peguei o meu caderno de exercícios e o abri. Olhei uma última vez para a porta, antes de começar a resolver os exercícios. Minha mente estava tudo, menos concentrada nos exercícios. A palavra delegacia vagava pela minha mente e eu fiquei cada vez mais curioso para saber o que havia acontecido naquela festa. Foi então que uma coisa me chamou atenção, algo que eu não havia percebido. Desde quando a Hyemin chamava o Chanyeol de Channie? ઇઉઇઉઇઉ Chanyeol estava muito mudado nos últimos tempos. Certo que nós sempre fomos melhores amigos e íamos a todas as festas juntos. Mas antes Chanyeol não me largava, se eu não fosse ele também não ia, ele escutava meus conselhos e opiniões. Agora ele não se importa mais com a escola e já nem tem mais certeza se quer ir para faculdade, virou o típico badboy que acha legal ser um perdedor fodido. Junto com o professor do segundo período Chanyeol entrou na sala. Mas ao invés de vir até mim como sempre, ele primeiro cumprimentou Hyemin e deu-lhe uma piscadinha antes de sentar do meu lado. — E aí, tudo bem? — Não. Não está tudo bem. Você está um lixo. Não acredito que foi na festa ontem, eu disse pra não ir. — falei baixo, mas irritado. — Baek, relaxa é o último ano, a gente tem que aproveitar. — falou com aquele sorriso cínico. Sentia meu rosto ferver de raiva. — O que foi aquilo na entrada? Por que foi falar com aquela nojenta? — A Hyemin? — concordei. — A gente ficou ontem. Eu não podia acreditar, eu sei que Chanyeol adora pegar todo mundo, mas até ela?! — Ficaram de estar no mesmo ambiente, né? — Não. A gente se beijou e umas coisas mais. Mas o que tem isso agora, Baek? — perguntou com um sorriso confuso enquanto mascava o chiclete que eu nem percebi que estava na sua boca. Eu não entendi essa risada e nem porquê ele estava rindo. Não tinha nenhum palhaço ali. Ou essa garota realmente mexeu com a mente dele. — Você está irritado, Baek? — perguntou, cutucando meu rosto. — Você tá passando os limites, Chanyeol, fala sério, delegacia por causa de uma festa e uma garota? Quando você vai criar maturidade? — Fala sério, você é muito careta, garoto. Deveria curtir mais festas, pegar umas garotas. Ser mais como nos velhos tempos. — Curtir festas? Pegar garotas? — indaguei, tentando me manter controlado, mas eu sentia o choro parar na minha garganta. — Chanyeol, eu vou para as festas e me divirto, mas eu sei separar as coisas! — me levantei da cadeira. — Coisa que você, obviamente não sabe! E sobre eu ficar com as pessoas... — respirei fundo e fechei meus olhos. Baekhyun, você não vai chorar! Não vai! Eu repeti para mim mesmo, não costumava chorar na frente de Chanyeol, mas todo mundo atinge o seu limite e eu já tinha atingido o meu há tempos. — Você está bem? Nunca para no meio de um sermão. — observou e se aproximou de mim. Ele estendeu a mão, mas eu desviei do seu toque. As pessoas da sala, incluindo o professor, já tinham parado tudo que estavam fazendo e estavam olhando para nós. Todos, incluía a cobra da Hyemin. O sorriso de satisfação no rosto daquela vaca fez o meu estômago embrulhar. — Chanyeol, se afasta de mim. — pedi. Meu amigo franziu o cenho, sem entender os fundamentos do meu pedido. — Eu disse para se afastar, Chanyeol. Venha falar comigo quando estiver melhor, de preferência, sem feder a bebida e a perfume de rapariga. Os alunos começaram a gritar e a bater nas mesas, o professor tentava, inutilmente, controlar a turma. Mas nenhum deles  me importava mais. Chanyeol estava à minha frente, com a boca aberta, chocado. Ele nunca esperou ouvir isso de mim e eu nunca achei que chegaria ao ponto de falar aquilo para ele. Eu posso garantir que doeu muito mais em mim dizê-las, do que nele ao ouvi-las. Chanyeol não entendia o sentido de minhas palavras, ele não as enxergava como deveria. Se o fizesse, saberia o que todo mundo já sabia há tempos. Se ele pelo menos prestasse mais atenção em mim, perceberia o quanto eu o amava. — Sr. Byun... — ouvi o professor me chamar. — Por favor, se retire com o Sr. Park. Tenham essa conversa do lado de fora. Eu não olhei para o meu professor, apenas fechei o meu caderno e saí da sala sem olhar na cara de nenhum deles. Chanyeol me seguiu e me seguiu corredor a fora, alcançando-me e segurando meu pulso ao conseguirmos sair do prédio. — Baekhyun, espera. — pediu. Eu parei. Eu já não sentia mais a vontade de chorar, eu queria bater nele. — Eu sabia que você não gostaria da minha relação com a Hyemin, mas... Eu me virei para ele me desvencilhei do seu toque. — Você tem razão, eu não gostei. Eu detestei! Chanyeol, de todas as raparigas e ordinárias que você já ficou ela é a pior delas! — Ela não é puta... — disse com uma voz profunda demais, ele estava bravo comigo. Se você acha que a situação vai melhorar, engana-se. — Eu sei, p**a é uma profissão honesta, ela é pior! Ela é rapariga! Quenga mesmo! Chanyeol, eu não duvido ela estar com você e mais cinco ao mesmo tempo! Acorda! — estalei os dedos em frente aos seu olhos. — Eu estou acordado. Tenho consciência disso, não será uma relação monogâmica. Ela fica com quem quiser e eu também. — eu neguei com a cabeça, sem acreditar nas palavras que eu estava ouvindo. — Chanyeol, quando você crescer a gente conversa. Quando você se der o respeito você me liga, okay? — eu me virei, mas ele segurou meu braço novamente. — O que você quer dizer com isso? — ele realmente não entendia. — Eu estou falando, Chanyeol, que quando você quiser ter uma relação de verdade, dar valor e respeitar o seu próprio corpo, a gente conversa. Você é um rapaz tão lindo, talentoso e inteligente! Chanyeol, você m*l assiste às aulas e ainda passa com umas das maiores notas! Chanyeol, você é muito mais do que um rosto bonito. Você precisa encontrar alguém que enxergue o você de verdade, e você é muito mais do que um rosto. — disse um tanto exasperado. — E quem veria isso, Baekhyun? Fala sério. Hoje em dia ninguém quer essas coisas. O negócio é ficar e se divertir. — Quando você pegar uma doença venérea não venha chorar no meu ouvido. — puxei o meu braço e saí andando. — Volta aqui, Baekhyun! Simplesmente não lhe dei ouvidos. Eu precisava ficar longe de Chanyeol por um tempo. ઇઉઇઉઇઉ Eu gostava de ficar no refeitório, era legal. Eu era o tipo popularzinho, principalmente entre as meninas. Assim como Chanyeol, eu atraia muita atenção, mas eu não comia todo mundo que abria as pernas à minha frente. Isso se dava por muitas razões, as principais eram: eu me dava o respeito e a segunda era que eu amava Chanyeol. E não, não era uma paixonite qualquer. Era amor. Se eu não o amava, simplesmente não sei o que é o amor. Foi muito difícil para eu admitir isso. Eu lidei com a minha sexualidade sozinho, nunca conversei com ninguém sobre isso. É difícil para um menino de treze anos admitir para si mesmo que ama o melhor amigo, quando todos à sua volta falam que ele tem que gostar de garotas. Eu era tão fissurado nisso, lembro-me com exatidão quando eu tive a minha primeira fantasia com Chanyeol. Eu deveria ter por volta dos doze anos, sonhei que nós dois passávamos a noite juntos, acordei ofegante e com uma enorme ereção, que não era de xixi. Martubei-me aos prantos, envergonhado demais. Nem sequer consegui gozar, lembro que doeu. Fiz com tanta força que meu pênis doeu por horas. Mas isso foi apenas uma fase. Eu tentei ficar com garotas, muitas vezes, mas nunca conseguir realmente gostar de nenhuma delas. Todas as vezes que meus lábios se encontraram com os de outra pessoa, eu imaginava se não poderia ser Chanyeol ali. No final, eu fui forte e sincero comigo mesmo. Se eu gostava de Chanyeol, para mim tudo bem. Percebi que não era algo que eu poderia mudar. — Baekhyun, eu achei que você namorava o Chanyeol. — comentou uma das meninas que estava sentada à mesa comigo e mais uns amigos. — O quê? — perguntei, saindo de meus devaneios. — Eu disse, que achava que você e o Chanyeol estavam namorando. — repetiu. — Por quê? — fiz-me de desentendido. — Porque ChanBaek é o casal da nação! Até os professores comentam sobre isso! — Não seja ridícula. — revirei meus olhos. — Somos apenas amigos. — Sim, agora eu sei disso. Na noite passada, eu cheguei até a duvidar da amizade de vocês. Todo mundo sabe o quanto você odeia a Hyemin, foi uma facada nas costas! — eu me remexi na cadeira, desconfortável com a conversa. — Sungjin! Cala essa boca! — mandou, Sehun. — Que saco, garota! Fica falando e falando! Ninguém quer saber. Fofoqueira! — Tudo bem, Sehun. Eu vou me retirar. — afastei a bandeja do meu almoço e me levantei. — Vejo vocês na aula. Eu forcei um sorriso para os meus amigos e me retirei do refeitório, indo na direção dos banheiros. Respirei fundo, tocando minha testa quente. Eu estava com muita dor de cabeça. Embora, tudo o que Sungjin disse, seja verdade, e eu tivesse consciência disso, nem por isso doía menos. Eu não costumava pensar muito nisso, mas o Chanyeol era mesmo um i****a. Como se já não fosse r**m o suficiente ele me tratar apenas como um amigo, eu ainda tinha que aturar ele no meu ouvido pedindo para arrumar as piriguetes para ele. "Baekhyun, vocês não conversaram no final do semestre passado? Pergunta se ela ficaria comigo."; "Baekhyun, ela não é a tua parceira em química? Vai falar com ela sobre mim!" Uma bosta! Ser apenas melhor amigo amigo da pessoa que você gosta já não é r**m o suficiente, tem que ser a ponte entre ela e seu mais novo objeto de desejo s****l. Isso era o que eu odiava nele. A infantilidade eu até conseguia conviver, mas o que eu mais odiava no Chanyeol era, sem dúvidas, o fato de ele tratar as mulheres ao seu redor como um objeto. Do tipo transa e esquece. Todas sabiam que ele era assim, porém nenhuma negava quando ele se aproximava. Eu amava muito Chanyeol, não apenas como amigo, eu o desejava como um homem completo. Mas eu jamais me submeteria a ser apenas mais um que ele pegou em uma de suas noitadas. Se era para ter Chanyeol para mim, que fosse como um homem por completo. Eu entrei no banheiro masculino e eu o encontrei lá. Ainda bem, sozinho. — Baekhyun, você ainda está chateado comigo? — me perguntou. Eu não respondi, apenas arregacei as mangas do meu uniforme e me pus de frente a pia, ligando-a para lavar as minhas mãos. Chanyeol me abraçou por trás e beijou minha nuca, fazendo um arrepio percorrer o meu corpo. — Não fique com raiva do seu Channie, Baek. — falou com voz de criança. — Chanyeol, eu estou com dor de cabeça. — falei baixo, com uma voz arrastada. — Channie cuida do Baek. — Para de falar de si mesmo na terceira pessoa. — pedi, rindo de leve. — Channie fez Baek ficar triste, Channie se arrepende de ter deixado Baek irritado. Eu me virei para ele, fazendo com que nossos rostos ficassem próximos, muito próximos. Eu senti o seu hálito e percebi que ele já não tinha mais aquele odor de bebida alcoólica. Chanyeol pressionava meu corpo contra a pia, eu salivei um pouco ao sentir o calor que Chanyeol emanava. Era algo tão surreal. Quando tínhamos cinco anos dormimos juntos, agarrados, como se fossemos o ursinho de pelúcia um do outro, mas, naquele momento, eu não conseguia nem abraçá-lo sem pensar no quanto eu o desejava. — Baekkie, não fica bravo com o Channie, senão Channie chora. — ele encostou a testa na curva do meu pescoço. — Perdoa Channie, perdoa? Eu fechei meus olhos e mordi meu lábio inferior, em um dilema interno de porquê eu deveria  perdoá-lo. Não me pareceu ter nenhum motivo realmente bom para tal ato, mas eu era um bobo apaixonado e queria ter sempre Chanyeol por perto. — Tudo bem, Chanyeol. Mas você vai ter que me prometer uma coisa. — ele ergueu a cabeça e me olhou nos olhos. — Channie faz qualquer coisa. — Você pode ficar com todo mundo, menos com a Hyemin. Qualquer pessoa, Chanyeol, menos ela. — Não entendo porque você a odeia tanto. — suspirou alto e voltou a falar normalmente. — Chanyeol, ela é uma vaca. Você concordava comigo até ontem. Não sei que m***a ela fez para você... — Baekhyun, ela é gostosa. Eu fiquei com ela uma vez. — Chanyeol, seu sentido de ficar é t*****r com a pessoa até o sol raiar. Por favor, Chanyeol... — eles virou o rosto, quebrando o contato visual. Eu segurei seu rosto e o fiz olhar para mim novamente. — Ei, olha para mim. Chanyeol, você sabe que eu não concordo com as suas atitudes. — Você é um careta, Baekhyun. Passou a vida todinha esperando a pessoa perfeita e ela nunca apareceu, você vai ser virgem até o fim da sua vida! Não existe mulher perfeita! Ele se afastou e foi para o outro lado do banheiro. E lá íamos nós discutindo novamente. — Eu não estou a espera da mulher perfeita, Chanyeol! Eu apenas respeito a mim mesmo. — Você está insinuando que eu não me respeito? — Eu não estou insinuando nada, eu estou afirmando! Você não se respeita, Chanyeol! Às vezes eu considero a hipótese de você ter achado esse p*u, que você tanto ostenta, no lixo! Não sei como ainda não caiu! — Cale a boca, Baekhyun! — Eu não calo! Você vai ter que me escutar! Você anda por aí, comendo todo mundo, mas na verdade você não gosta de nenhuma delas! Você não gosta nem de si mesmo, quanto mais delas! — Eu gosto de mim, sim! Não fale sobre o que não sabe! — Não sei? Eu te conheço melhor do que todo mundo, Chanyeol! E você não gosta de si mesmo! Se gostasse, respeitava-se! Você faz tudo isso, mas nem olha ao seu redor. Se olhasse perceberia que existem pessoas que te amam de verdade. — E quem seriam? Quem é? Você é a única pessoa que me aguenta. Ele virou de costas. — Você é um cego. — eu me aproximei dele e toquei suas costas. — Chanyeol, eu estou aqui com você. Do seu lado. Eu te amo. Ele se virou para mim e me abraçou com força. — Fala daquele jeito. Do jeito que você falava quando éramos crianças. — pediu. Eu sorri e concordei. — Baek ama muito Channie, mais do que a própria vida! — repeti a frase que eu falara tantas vezes quando criança, mas que só naquele momento eu percebi o quão poderosas elas eram. Elas também nunca foram tão verdadeiras. — Eu te amo, Baek... — Eu também. Eu respirei fundo, pensando em quantas vezes já havia dito aquilo para ele, mas ele nunca entendeu o verdadeiro sentido das minhas palavras. Ele nunca entendeu que o amor citado ia muito além de uma amor fraternal. ઇઉઇઉઇઉ — Baekhyun! — ouvi Sungjin me chamar. Eu me virei para ela, que respirava ofegante, por conta da corrida. — O que foi, menina? — perguntei preocupado. — Espera... — pediu, respirando fundo. — Desculpa pelas burradas que eu falei. Eu não penso muito no que eu falo. — Não, tudo bem, amiga. Relaxa. — Certo, mas você quer conversar? — neguei. — Sim, você quer. — Eu quero conversar ou você quer saber de tudo? — Os dois. Eu estou curiosa e você precisa desabafar, vamos juntar o útil ao agradável. — O que você quer saber? — perguntei, apressando o rumo da conversa. — Eu quero saber tudo, mas me contento com o que você contar. O Sehun disse que você e o Chanyeol brigaram no banheiro, é verdade? — É sim, mas já está tudo bem. Já nos resolvemos. — E ele vai deixar de ver a Hyemin? Eu hesitei em responder, não tínhamos parado para falar sobre isso. Na verdade paramos, mas acabamos indo para outro caminho. — Eu não sei o que ele vai fazer. Eu nunca achei que o Chanyeol fosse descer tão baixo. — Realmente, ele estando tão bem servido foi comer lavagem! — O Chanyeol sempre comeu lavagem, foram poucas as meninas com quem ele se relacionou que realmente prestavam. — observei. — Eu não me referia à elas, me referia a você. — arregalei meus olhos. — Qual é, Byun. Sou sua amiga. Eu sei que você tem uma queda, melhor dizendo, um precipício pelo Chanyeol. Eu respirei fundo e pisquei os olhos, depois que o choque passou. — É realmente tão óbvio? — perguntei, desapontado. Sempre achei que guardasse bem meus sentimentos. — Não, relaxa. Eu falo para todo mundo, mas apenas o Sehun pensa igual a mim. Sabemos o que você sente e sabemos que o Chanyeol é um i****a. — Ele é um i****a legal e eu não consigo ficar com raiva dele. — Você é um anjo, Baekhyun. Você aguenta o Chanyeol pedido para aproximá-lo de meninas há três anos, calado. Nunca se pronunciou nem negou. Se você não for para o céu, ninguém vai. — Você fala isso porque não está em meus pensamentos. — comentei, rindo. — Não estou, mas já fiquei interessada. Ela riu um pouco e seu olhar ficou distante, como se estivesse imaginando as coisas. Ela saiu de seus devaneios por causa de uma certa pessoa incomoda, com uma voz irritante. — Baekhyun! — me chamou. Eu fechei meus olhos e praguejei em minha mente. Eu me virei para ela que me perguntou diretamente: — Onde está o Chanyeol? Eu olhei no bolso do meu casaco e das minhas calças, para logo em seguida olhar nos bolsos da Sungjin. — Comigo ele não está, nem com ela. — avisei, debochado. — Desculpa, achei que você poderia tê-lo enfiado no cu! — Sério? Hyemin, você já foi melhor. 'Tá decaindo. t*****r fez seu minúsculo cérebro sair do lugar? — Pelo menos eu transo. — contra argumentou. Mas eu nem sequer me abalei. Ser virgem não era uma vergonha, não para mim. — Prefiro não t*****r e me manter sensato. — Eu discordo. t*****r é uma das maravilhas da vida! — eu levantei a mão, fazendo sinal para que ela esperasse um pouco. Peguei meu celular e desbloqueei, entregando-o a ela. — O que é isso? — É para você ligar para alguém que se importe com a sua opinião, certamente não sou eu. — como ela não pegou o aparelho eu o guardei novamente e me virei para Sungjin, que permanecia parada, assistindo minha "conversa" com a Hyemin como se fosse um jogo de pingue e pongue. — Vamos embora? Está começando a feder. Vou pedir para o Sr. Choi recolher o lixo dos corredores, está cada vez pior! Sungjin segurou o riso e concordou com a cabeça, virando-se de costas. Eu a acompanhei pelo corredor, imaginando a cara de raiva que a Hyemin deve ter ficado por não ter conseguido me responder. Ela estava realmente decaindo. Ou talvez eu estivesse melhorando. Não sei dizer, mas ser o último a falar era muito bom. Melhor ainda era saber que ela ficava sem resposta. ઇઉઇઉઇઉ Cheguei em casa e joguei minha mochila no chão antes de ir para um relaxante banho quente e demorado. Eu estava com minha cabeça latejando, eu ainda não entendia como Chanyeol podia ter aguentado aquela nojenta por uma noite inteira. Se a voz dela era uma taquara rachada, imagina os gemidos?! Que pensamento h******l. Desliguei o chuveiro e me enrolei em uma toalha antes de ir para o quarto, mas assim que entrei vi Chanyeol deitado na minha cama. — O que está fazendo aqui? — perguntei enquanto desenrolava a toalha e procurava algo para vestir. Ele é meu melhor amigo, só fiz isso por ele estar totalmente acostumado comigo, nada a ver com tentativas falhas de sedução. — Como sua b***a cresce tanto? — ele perguntou assim que terminei de me vestir e cheguei mais perto de si. — Está me chamando de gordo? — Não... você sempre entende tudo errado. Enfim. Eu vim aqui porque preciso da sua ajuda. — Hm. — coloquei a mão na cintura enquanto o ouvia. — Eu encontrei a Hyemin na saída Baek e... eu quero namorar com ela. Você precisa me ajudar a conquistar ela. — O quê? Nem pensar! — Sim, Baek, eu preciso de você. — Jamais! — Por favor... — Eu te odeio, Park Chanyeol.

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