— Esse aqui não é o meu lugar, eu não me sinto preparado… — comecei o discurso — Não digo só para esse discurso, mas para a formatura em si. Eu passei os melhores anos da minha vida nessa escola, mesmo naqueles dias em que eu tinha raiva de vir estudar. Nos esforçamos muito para chegar até aqui, alguns nem tanto, mas houve esforço. E a pergunta que fica é… O que vamos fazer depois daqui? Nossa cabeça muda diariamente, um dia queremos ser piloto de carro e no outro um advogado, nada parece certo. Eu não quero entrar numa faculdade e fazer o que eu não quero. Talvez eu queira viver pelado como meus pais e agradar ao Deus Sol, ou talvez eu queria beijar pessoas e curtir festas. Nada é muito certo. Mas eu quero ser feliz. Eu quero levar as amizades que construí aqui para toda minha vida, criar mais laços… — os pais dos alunos estavam emocionados, enquanto os formandos reviravam os olhos, mas certo que aquilo estava passando em suas mentes também. Por um segundo eu hesitei, pensei em desistir, mas então eu o vi, entrando em um terno elegante e sentando em seu lugar. Ele olhou para mim e eu engoli em seco, seguindo o discurso. — Mais amores. Eu não quero ser um i****a novamente. Não quero perder a pessoa que eu mais amo no mundo por um capricho. Eu prometo sair desse auditório com um novo objetivo. Prometo sair daqui e conquistar o mundo, seguir meus sonhos e amar sem medo, espero que estejam comigo nessa jornada. — ouvi as palmas de todos no auditório e fiz uma pequena reverência antes de descer e voltar ao meu lugar.
Baekhyun me olhou nos olhos, ele estava chorando. Desci do palco correndo, atravessei a multidão de pessoas que vinham me dar os parabéns e quando finalmente cheguei até Baekhyun, parei a sua frente, sem saber o que dizer. Baekhyun levantou seu rosto e me encarou.
— Podemos conversar? — perguntei e ele apenas se levantou e saiu do auditório. Sem saber ao certo o que fazer, eu o segui.
Ele não escaparia de novo. Eu não permitiria que ele me deixasse novamente.
Nós entramos em uma sala qualquer e Baekhyun se sentou em uma das mesas.
— O seu discurso foi muito lindo. Parabéns. — falou olhando para o próprio colo. Eu queria que ele me olhasse. Queria que ele visse nos meus olhos o quanto eu o amava e o quanto ele era especial para mim, o quanto eu sofri por não tê-lo.
— Fiz pensando em você. Em tudo que passamos juntos nesses anos. — Baekhyun me olhou com um mistura de surpresa e alegria.
Cheguei mais perto de seu corpo, ficando entre suas pernas, tocando suas coxas que sempre foram lindas aos meus olhos, mas agora tudo parecia tão diferente.
— Vai me beijar? — perguntou rindo.
— Eu deveria? Você pode ser meu melhor amigo, as coisas podem ficar estranhas depois disso.
— Sabe, eu uma frase em um filme uma vez que se encaixa muito agora. f********o sempre é melhor para fortalecer os laços de amizade.
— Que filme é esse?
— A chance da minha vida. — sorri, realmente se encaixa muito naquele momento.
Me aproximei ainda mais de Baekhyun, tocando seus lábios em um beijo simples, sentindo a maciez de sua boca, antes de sentir sua língua. Baekhyun beijava bem pra caramba. O tipo de beijo que faz o p*u subir rápido demais, que dá vontade de beijar eternamente. Eu não queria mais parar depois que começamos.
Envolvido no beijo foi como se todos os meus medos e pudores desaparecessem. Eu desejava Baekhyun, mais do que tudo. Eu o queria para mim, assim como eu sabia que ele me queria para si.
Segurei seu rosto entre as mão e aprofundei ainda mais o beijo, o que eu não entendi foi quando Baekhyun se afastou.
— O que foi? — perguntei ofegante. Ele sorriu e encostou a cabeça no meu peitoral.
— Nada, eu apenas estou aproveitando. Quando isso acabar eu quero ter memórias boas.
— Isso não vai acabar, Baekhyun. Não agora. Eu decidi dar uma chance para a gente.
Baekhyun se afastou e levantou os olhos, me encarando sério.
Certo. Não era o que eu esperava. Eu esperava um ”Nossa! Jura? Como eu te amo!” beijos e sorrisos. Mas não era assim que ele estava me olhando e aquilo estava me assustando. Talvez fosse tarde demais. Talvez ele já tivesse desistido da gente.
— Por que “você decidiu”? E eu, Chanyeol? E se eu não quisesse mais?
— Você não quer? — perguntei com certo desespero. Baekhyun continuou me encarando sério antes de sorrir.
— É claro que eu quero. Eu te amo. — eu percebi certa hesitação em seu olhar.
— Você me ama, mas…?
— Mas eu tenho medo. Chanyeol, você passou a vida toda sendo hétero, agora você está se declarando para mim, mas e se depois…
— Agora é agora. E agora eu quero ficar com você, eu te amo. Vamos tentar, sim? Se não der certo a gente vai continuar amigo. Eu te amo e esse tempo que eu passei longe de você me mostrou que eu não posso mais ficar longe de você.
— Tem certeza que é isso que quer? — Baekhyun perguntou ainda hesitante.
— Eu tenho. Mas tudo bem… eu sei que fui um i****a e não mereço você. Eu… eu entendi que você não quer ficar comigo agora. — me afastei um pouco mais, arrumando minha roupa de formatura.
— Mas eu já disse que quero.
— Você está com medo, Baekkie, eu sinceramente entendo. Eu fui muito burro e cego e o que eu mais quero é te ver feliz, então não se preocupe, eu vou ser sempre seu amigo. — tentei dar o meu melhor sorriso.
— Mas como Baekkie vai conseguir ser amigo do Channie depois de ter beijos. Baekkie quer mais beijos.
— Baekkie quer mais beijos do Channie?
— Baekkie quer mais tudo do Channie. — Baekhyun me puxou pela gravata e novamente me trouxe para o meio de suas pernas, me envolvendo em um beijo ainda mais quente que o primeiro.
Apertei suas coxas e o ajudei a entrelaçar as pernas na minha cintura enquanto coloca minha mão dentro de sua blusa.
— Não, Channie, a gente não pode… — ele falou num tom manhoso, deixando o pescoço livre para que eu desse ainda mais beijos.
— Por que? Agora está parecendo um momento ótimo.
— É minha primeira vez tem que ser especial. — Baekhyun fez um bico tão fofo que não aguentei e comecei a beijar ainda mais, o abraçando com força.
— Não disse, a gente podia estar lá na festa, eles vão se comer. — ao ouvir a voz de Sehun paramos os beijos e olhamos para a porta, vendo Sehun e Sungjin parados ali.
— Mas que pouca vergonha! — falou Sungjin tentando conter o sorriso. — A gente preocupados e vocês se agarrando. Eu achei que você não viesse para a formatura, Baekhyun? Por que não me contou?
— Porque você contaria para o Sehun que assim que visse o Chanyeol triste contaria para ele. Era para ser uma surpresa. — explicou com um sorriso.
— Te odeio. Vem, vamos para a festa. Ou vocês vão ficar se comendo no meio da sala?
— Pra festa, claro. Vocês acham que só porque eu esperei oito anos por isso eu vou ficar aqui beijando o Chanyeol? Não. Que isso. — Baekhyun puxou-me para mais um beijo antes de descer da mesa e ir até Sungjin.
Baekhyun POV
— Chanyeol, tinha que ser especial… — falei para ele.
Mas a verdade era que bem eu estava colaborando para aquilo, eu queria tanto Chanyeol que só o fato de ser ele era especial.
Voltamos para a festa de formatura, mas não ficamos muito, já que eu queria me agarrar com Chanyeol e ele não queria fazer isso na frente dos outros. E pode até me doer, mas eu respeito, ele sempre foi o machão daquela bosta e do nada pega garotos, ia ficar estranho.
Mas o importante era que estávamos sozinho na minha casa, já que meus pais ainda estavam no Japão, e eu estava sentando em seu colo. O calor nos fez tirar nossas blusas enquanto trocamos beijos quentes.
— Eu sei… mas Baek… p***a, você é tão gostoso, eu não consigo parar. — Chanyeol quase gemeu rente ao meu ouvido e colocou sua mão dentro da minha calça, apertando minhas nádegas e me fazendo arfar.
— Tá, tá… vamos para o meu quarto. — levantei de seu colo e comecei a subir as escadas rápido, Chanyeol e eu nem precisamos falar nada para entrar em um acordo mútuo de nos livrarmos das roupas antes de chegar ao quarto.
Quando chegamos em minha cama apenas as boxers restavam em nosso corpo.
Chanyeol deitou seu corpo sobre o meu, entre minhas pernas. Seus beijos eram intenso, me fazendo fechar os olhos e passar as mãos por sua pele, querendo sentir tudo que eu podia de si.
Chanyeol passou a beijar meu pescoço, passando suas mãos por minha cintura com firmeza, subindo elas em direção aos meus m*****s enquanto descia seus beijos em direção ao meu umbigo.
Senti seus dedos parecem de tocar meus m*****s e descerem por meu abdômen, trazendo um arrepio gostoso, até parar no cós da minha cueca, a puxando vagarosamente para baixo.
— Tudo bem? — ele perguntou ao jogar o tecido no chão.
Apenas acenei com a cabeça, sentindo seus beijos em minhas coxas, logo depois em minha virilha e subindo novamente, até que chegasse aos meus lábios.
Desci minhas mãos por seu corpo durante o beijo e puxei sua boxer para baixo, deixando Chanyeol enfim nu. Seu corpo estava tão quente quanto o meu, cada beijo era ainda mais envolvente. Ele esfregava seu corpo sobre o meu num ritmo de vai e vem, fazendo nossos membros se friccionar e deixar tudo ainda mais gostoso.
Chanyeol esfregou sua glande em minha entrada, mas antes que ele a penetrasse o parei.
— O-o que foi? Você não quer mais? — perguntou um tanto temeroso.
— Não é isso. Eu quero… muito. Mas não pode ser assim sabe. — ri com o ponto de interrogação que ele esboçava no olhar. — Espera só um pouco.
Levante da cama e fui até o guarda-roupa pegar o lubrificante. Apesar de nunca ter tido vergonha de ficar nu em frente a Chanyeol, naquele momento era diferente, era como se eu não estivesse apenas despido de minhas roupas, mas de tudo que eu sou, apenas entregue para ele. Transparente e límpido, isso me deixava temeroso, por anos eu esperei esse momento, por anos eu esperei fazer isso com ele, mas agora que eu estava aqui minhas mãos tremiam, eu quase poderia hesitar, mas eu sabia que eu queria aquilo mais que tudo.
Voltei para cama com o tubo em mãos e Chanyeol tocava seu m****o discretamente, e eu me sentia feliz por ter lhe provocado uma ereção tão dolorida.
— Antes disso… eu quero fazer uma coisa. — tomei seus lábios com o mesmo desejo inicial, jogando Chanyeol, que estava de joelhos, sobre o colchão e me deitando sobre seu corpo, voltando a rebolar sobre sua ereção.
Mas dessa vez repeti a suas ações, descendo meus beijos por seu abdômen até chegar ao baixo ventre, mas ao contrário de Chanyeol que ignorou meu p*u necessitado de sua atenção, eu coloquei sua glande na boca, chupando com vontade, sentindo o gosto amargo em minha língua. Eu nunca tinha feito, mas sempre tive vontade de ver Chanyeol ser tomado por prazer dessa forma, e não foi diferente.
Passei a língua por todo seu m****o antes de voltar a dar atenção apenas a glande, esfregando minha língua em seu freio. Chanyeol arqueou a coluna gemendo meu nome e eu sorri, consegui exatamente o que queria, Chanyeol atingiu seu ponto máximo de t***o. Seu corpo estava quente, orvalhado de suor, seu pênis estava cada vez mais duro em minha mão, suas veias saltadas e o pré-g**o saindo cada vez mais.
Dei uma última sugada forte, ouvindo Chanyeol gemer alto e rouco e voltei a sentar sobre si, deixando seu m****o entre minhas nádegas enquanto ficava olhando seu sorriso e respiração ofegante antes mesmo dele atingir o o*****o.
— t*****r com um homem exige uma coisa a mais, você precisa me preparar, ainda mais que é grosso assim, Channie… — falei manhoso, esfregando minha b***a em seu pênis.
— E eu posso fazer isso logo? Baekhyun você está me matando. Se eu morrer hoje você vai aparecer no jornal por ter matado o melhor amigo de t***o. Isso não se faz. — fez um bico e segurou minha cintura, me fazendo rebolar mais sobre seu m****o, fazendo nós dois arfar com o ato.
Sorri e peguei sua mão colocando seu dedo médio em minha boca e chupando de olhos fechados, Chanyeol gemia com isso, pela forma que senti seu m****o pulsar com certeza ele estava imaginando como se fosse minha boca em seu pênis.
Peguei novamente o lubrificante e passei em três de seus dedos, levando até minha entrada.
— Coloca só dois, bem devagar.
Chanyeol colocou dois de seus dedos em meu interior, me fazendo morder os lábios enquanto sentia ele entrando.
— p***a, é tão quente… e apertado…Baek eu quero colocar meu p*u aqui… Por favor… — falou manhoso e mexeu seus dedos.
— Calma, já vamos fazer, depois disso podemos fazer a noite toda. — rebolei sobre os dedos de Chanyeol, me acostumando com a invasão, sentindo minha entrada dilatar aos poucos com nossos movimentos conjuntos. — C-coloca o outro… Hm…
O terceiro foi um pouco mais difícil, mas o ritmo que estávamos estava bom. Chanyeol apesar de tudo tinha muita paciência e principalmente autocontrole para esperar o momento certo. Depois de alguns minutos eu finalmente senti que estava completamente preparado para lhe receber, então apenas saí de seu colo e deitei ao seu lado na cama.
— Pronto, agora já pode.
Chanyeol concordou com a cabeça e pôs seu corpo novamente sobre o meu, tomando meus lábios em um beijo calmo, mas intenso. Ficamos assim por minutos antes dele espalhar o lubrificante em seu m****o e começar a me adentrar.
Chanyeol não era grande, mas era grosso, e eu nunca tinha sentindo nada – além dos meus dedos – entrar ali, então de início foi desconfortável. Mas seus beijos e carinhos faziam aquilo ser o de menos, minha mente estava nublada e eu queria o máximo possível dele.
Quando estava completamente dentro de mim, Chanyeol novamente parou para beijar meus lábios daquela forma intensa e logo as estocadas começaram, me fazendo revirar os olhos e ver baixinho com a sensação gostosa.
— Se eu soubesse que era tão bom estar assim com você eu tinha acordado antes. — sussurrou em meu ouvido, aumentando a velocidade das estocadas.
— E eu não me arrependo nem um pouco por ter esperado por você todo esse tempo. — cravei minhas unhas em suas costas ao sentir minha próstata ser acertada. — É muito bom, Channie.
Voltei a beijar seu lábios e troquei de posição, ficando sobre seu corpo, beijando seus lábios e rebolando lentamente, sentindo Chanyeol me preencher da melhor forma possível, eu não podia explicar como aquilo era gostoso.
— Você rebolando, meu Deus, Baek… a gente não vai sair dessa cama nunca mais. — falou ofegante, segurando minha cintura enquanto eu me apoiava em seu peito para ir com mais velocidade.
Joguei minha cabeça para trás e me apoiei em suas coxas, sentindo minha próstata ser acertada, eu já tinha ouvido pessoas falar, mas não achei que fosse assim… eu gozei. Sem nem me tocar, somente com minha próstata sendo acertada e com certeza com aquele clima gostoso eu acabei gozando.
Chanyeol sorriu e novamente me virou na cama, me estocando com rapidez até gemer longamente, então eu soube que ele tinha gozado. Ele ficou me estocando lentamente antes de tirar seu m****o de dentro de mim. Senri o sêmen escorrer por minhas nádegas e suspirei.
— Ainda bem que você não engravida, porque nem usamos c*******a. — disse Chanyeol, este que estava ofegante ao meu lado.
— c*******a não previne só a gravidez, muitas vezes ela falha nisso. Só a lubrificação do pênis pode ser suficiente pra uma mulher engravidar, é mais pelas doenças venéreas.
— Mas eu não tenho nenhuma.
— Eu sei, por isso não entrei em pânico e não recusei t*****r com você, eu conheço você e sei que se cuida, mas isso não é o certo de se fazer.
— Ok, desculpa, na próxima eu uso.
— Uhum. — sorri e me agarrei ao seu peito, dando um selinho em seus lábios antes de deitar minha cabeça em seu peito e puxar o cobertor. — A gente tem que tomar banho. — disse me ajeitando em seu peito, como se ele fosse meu ursinho de dormir.
— Você quer mesmo tomar banho? Está tão bom assim. — falou abraçando minha cintura.
— Eu sei, mas ainda vamos ficar assim depois do banho. — eu tentei me afastar, mas Chanyeol me abraçou ainda mais forte.
— Channie não quer, Baekkie. — disse de forma manhosa.
— Channie não tem querer, Baekkie tá mandando tomar banho!
— Channie só vai se Baekkie tomar banho com ele. — eu olhei desconfiado para Chanyeol e sorri.
Não sabia de onde havia vindo tanta mudança, mas eu havia gostado, e muito.
[...]
— Baekhyun, e agora? — perguntou-me quando eu peguei os pratos para levar até a pia.
— Como assim, Chan? — perguntei franzindo o cenho.
— Eu e você. O que vai acontecer agora?
— Eu e você? Eu pretendo ir para uma universidade. — fiz-me de desentendido.
Sendo bem sincero, aquele era o último assunto que eu queria conversar naquele momento.
Chanyeol estava diferente, mas eu ainda não sabia o quanto. Será que Chanyeol estava pronto para ter um relacionamento com outro homem?
Afinal, desde quando Chanyeol gostava de homens?
— Chanyeol? Desde quando você gosta de mim? — eu percebi que ele hesitou, mas eu não voltei atrás, mesmo que aquilo trouxesse uma discussão, eu tinha que me manter firme.
— Eu não sei ao certo. Depois que você foi embora, eu não sei ao certo o que aconteceu. Eu fiquei tão desesperado. Eu não sei imaginar minha vida sem você, Baekhyun.
— Sim. Isso quer dizer que você gosta de mim de outra forma? Sério? — eu sentia o desconforto crescer.
— Não… Eu estou confuso, Baekhyun. Eu só sei que eu te amo.
— Isso até eu sabia. Você não viveria anos comigo se não me amasse. O que eu quero saber é se você me ama como eu te amo. Eu quero saber se você me ama apenas como um amigo ou se você me quer como um homem também.
— Eu não sei, Baek. Eu só sei que eu te desejo, que eu te amo e que eu não consigo mais ficar longe de você. Eu quero dar uma chance para nós.
— Chanyeol, por muitos anos eu nunca achei que fosse existir um “nós”. Eu tenho medo da gente tentar e não dê certo. O que nós vamos fazer? Eu te amei por anos e só de estar ao seu lado eu já estava feliz, mas e se depois você simplesmente representar dor e tristeza? Eu não quero fazer isso com a gente. Eu te amo demais.
— Eu também te amo. Foi você quem disse que s**o fortalece a amizade. — lembrou-me de minhas próprias palavras.
— Eu disse. Mas você está me propondo apenas s**o? Não foi isso que eu entendi.
— Não. Eu quero ter uma relação de verdade com você. Eu quero tentar de verdade. Eu e você. — Chanyeol se levantou e caminhou até mim a passos lentos, eu olhei em seus olhos e notei a incerteza. Ele não sabia ao certo o que iria fazer a seguir.
Quando Chanyeol se ajoelhou na minha frente eu paralisei.
Paralisei não. Eu quase caí de tanto que as minhas pernas tremiam de nervoso.
— Baekhyun… — falou respirando fundo.
— Chanyeol…
Se eu caísse duro estava completamente justificado! Ele falou que eu quase matei ele de t***o, mas eu estava a um passo de ter um ataque do coração ali mesmo.
— Baekkie quer namorar o Channie? — perguntou de forma infantil. — Channie ama Baekkie demais. Mais do que tudo. Baekkie é o mundo do Channie. Channie promete proteger e amar Baekkie para sempre. E então? Baekkie quer?
— Baekkie pode bater no Channie por fazer essa pergunta tosca? É claro que eu quero.
Chanyeol sorriu para mim e se levantou, abraçando-me com força.
Iriamos tentar de verdade. O que eu mais queria era que desse realmente certo. Eu queria ter Chanyeol ao meu lado.
Eu me afastei dele, apenas para poder unir nossas bocas. Chanyeol pressionou seu corpo contra o meu, fazendo-me recuar alguns passo até encostar na bancada da pia.
— Vamos brincar de novo? — perguntou com uma voz arrastada. Não consegui conter o riso.
— O senhor tomou apreço pela coisa. — brinquei.
— f***r sempre foi bom, Baekhyun. Mas f***r com você é outro nível.
Rimos juntos antes de Chanyeol voltar a tomar meus lábios em um beijo excitante.
Eu poderia passar o resto da minha vida com ele.
[...]
— Eu não vou usar isso! — falou Sehun de braços cruzados.
— Sim! Você vai! — Sungjin jogou a blusa cor de rosa para o namorado que a deixou cair no chão. — Sehun!
— Jin, eu nunca concordei com essa coisa ridícula. Não vai rolar!
— EI! Não é ridículo! — eu e Chanyeol falamos juntos olhando para as nossas blusas de casais.
— É sim. — afirmou. — Eu não vou usar isso.
— Não? — Sungjin arqueou uma sobrancelha.
— Não, Sungjin. Nada que você faça vai me fazer usar essa roupa.
— Não? Nem o… — ela ficou na ponta dos pés para poder sussurrar no ouvido do namorado. Eu olhei para Chanyeol que tentava conter o sorriso. Nós dois sabíamos qual era a arma secreta que Sungjin usava para conseguir o que queria de Sehun.
Ao vermos nosso amigo arregalar os olhos e ficar constrangido, olhando para os lados, para ter certeza que ninguém estava ouvindo, tivemos certeza.
Sehun pegou a blusa e entrou no provador, todo vermelho.
— Sungjin, como você consegue deixar um homão desse constrangido? — perguntei rindo.
— Ah, Baek, coisas da vida. — ela deu um sorriso sugestivo e eu neguei com a cabeça.
Chanyeol pegou a minha mão e encostou a cabeça no meu ombro.
— Tô com fome. — choramingou.
— Relaxa. Deixa o Sehun sair que a gente vai comer. — falei e ele concordou com a cabeça.
Minha relação com Chanyeol estava indo tão bem. Nós continuamos sendo amigos, porém com um toque mais picante. Melhor ainda, Chanyeol deixou de sair com meninas e passou a dedicar suas sextas a noite a mim.
Eu não era o único que ganhava com isso.
[...]
Estavamos sentados na praça de alimentação, Chanyeol estava tão cheio que precisou desabotoar a calça.
— Acho que eu estou passando m*l. — reclamou.
— Eu avisei para você não comer tanto. — Chanyeol tampou a boca e fez uma cara de desespero. Eu me afastei dele, só para o caso dele vomitar.
Mas ao invés disso, ele soltou um arroto tão alto que chamou a atenção de algumas pessoas nas mesas ao redor.
Eu olhei para Sungjin e para Sehun, que concordaram com a cabeça. Apenas nos levantamos e saímos de fininho.
— Ei, voltem aqui! — chamou Chanyeol, abotoando a calça.
— Vocês conhecem? — perguntei par aos meus amigos.
— Nunca vi mais gordo, Baek. — brincou Sungjin.
Nós rimos e olhamos para frente, nos deparando com Hyemin de mãos dadas com um garoto que me pareceu familiar.
— Hoseok. — cumprimentou Sehun.
— Oi, Sehun. — o menino olhou para os pés, constrangido.
— Vamos embora, Sehun. — falou Sungjin ao olhar com raiva para Hyemin. Ao contrário do que eu esperava dela, ela não olhou com desprezo. Hyemin parecia, não sei… Menos cobra? Não é a expressão certa, mas ela parecia menos nojenta. Eu consegui ver isso nos olhos dela.
— Ei! Vocês não podem fingir que não… — Chanyeol chegou até nós e parou de falar assim que viu Hyemin.
Seu sorriso morreu e ele segurou minha mão.
— Podemos ir. — falou meio sério.
— Espera, Chan. Eu tenho que falar com você. — pediu Hyemin com a voz dócil. Eu olhei para Chanyeol, que parecia imparcial. Sungjin e Sehun olharam para mim e eu fiz sinal para que eles saíssem. Meus amigos desceram as escadas rolantes que não estava muito longe.
Eu me virei para a cena que Chanyeol e Hyemin protagonizavam na minha frente.
— Eu não tenho nada para falar com você. Seja lá qual for o motivo, nós não temos mais nada para conversar. — falou seco ao me puxar pelo braço.
— Espera. — chamou. — Eu sei que eu agi errado, mas…
Ela olhou para o Hoseok que lhe deu um sorriso encorajador e apertou sua mão.
— Eu já entendi… Você gosta dele de verdade.
— Claro que ela não gosta de mim! — falou Chanyeol.
— De você não, paspalho. — revirei meus olhos. — Do Hoseok. Você quer se desculpar? Tudo bem.
— Sabe, Baekhyun, eu não te suporto por muitos motivos e o fato de você ser o único a me entender apenas me dá mais ódio. Eu odeio o fato de você ser tão perfeitinho.
— Então é esse o motivo? Inveja? — arqueei uma sobrancelha. Quer dizer, então, que todos esses anos pegando no meu pé, inventando mentiras e me fazendo surtar de raiva, tudo isso, era por conta de inveja?
Por alguma razão, eu senti pena. Pessoas como ela me dão pena. Pessoas pequenas.
Eu desejei, verdadeiramente, que Hoseok a ajudasse a crescer. Que com aquele sentimento ela se tornasse alguém melhor.
— Eu não sinto inveja de você. Não mesmo. Eu tenho mais o que fazer da minha vida! Eu apenas queria me desculpar com o Chanyeol, o que eu fiz com ele não foi certo. Não devia ter brincado com os sentimentos dele assim.
— Tudo bem, Hyemin. A sua brincadeira me fez abrir os olhos, da pior forma, mas fez. No final, eu descobri quem eu realmente amo. — Hyemin olhou para as nossas mãos e sorriu.
— Vocês sempre fizeram um bom casal. Eu espero que vocês sejam felizes. — desejou com um sorriso.
De certa forma eu entendi aquilo como um “Me desculpem.”.
— Também desejamos que vocês sejam felizes.
Ela sorriu para o namorado que se despediu de nós e eles foram embora.
Chanyeol soltou o ar pela boca e relaxou.
— Quem diria, não é? — perguntou.
— Pois é. Eu espero que ela seja realmente feliz. Espero que ela aprenda a ser uma pessoa, pelo menos, amigável.
— Ela já me pareceu bem melhor. — eu concordei. — Vem, vamos encontrar os meninos.
— Vamos. Eles devem estar tomando um sorvete.
— Nem fala em comida. Eu tô com vontade de vomitar.
— Ninguém mandou comer tanto! — ele riu e beijou o topo da minha cabeça.
Chanyeol continuou agindo de mesma forma que sempre agiu, mas para mim era diferente, já que agora eu não precisava mais limitar o meu amor. Ele era, finalmente, meu namorado!