O DESPERTAR DA SERPENTE

1098 Palavras
O sol de Nova York nasceu entre os arranha-céus como uma lâmina de ouro cortando o aço, mas para Zion e Maya, a claridade não trazia paz, apenas uma nova forma de vigilância. O SUV blindado deslizou pela Quinta Avenida, cruzando a cidade que Zion agora dominava com um punho ainda mais fechado. O silêncio dentro do carro era diferente do silêncio da ida; não havia mais o abismo da desconfiança, mas o peso de uma verdade que ambos ainda estavam aprendendo a carregar. Maya olhava para as próprias mãos. O diário de sua mãe estava guardado, mas as palavras de Elena Solano ecoavam em sua mente. Zion é o seu protetor por direito de sangue espiritual. Ela sentia o peso desse destino. Ao lado dela, Zion dirigia com uma calma gélida, mas seus olhos escaneavam cada esquina, cada veículo que se aproximava demais. — Você está pensando no que ela disse sobre Arthur Black — Zion comentou, sem desviar os olhos da estrada. — Sobre ele ser um Lancaster renegado. — Isso muda tudo, não muda? — Maya perguntou, voltando o rosto para ele. — Se ele era um Lancaster, então a Black Industries não é apenas uma empresa que você criou do nada. Ela é a herança que eles tentaram apagar. — Exatamente. E isso significa que eu não sou apenas um rival comercial para eles. Eu sou o fantasma que voltou para reclamar o trono que eles mancharam com sangue — a voz de Zion era sombria. — Isabella era apenas a ponta da lança. O verdadeiro perigo está em quem a financiou quando ela perdeu tudo. Ao chegarem à sede da empresa, a recepção foi glacial. Os funcionários baixavam a cabeça quando Zion passava, mas Maya percebia os olhares furtivos. A notícia do ataque à cobertura já havia se espalhado, e a aura de invencibilidade de Zion Black fora testada. Ao entrarem na sala da diretoria, Marcus, o braço direito e chefe de segurança de Zion, já os esperava. Ele parecia não dormir há dias. — Zion, temos um problema — Marcus disse, colocando um tablet sobre a mesa. — O vírus destruiu os ativos de Isabella, como planejado. Ela está oficialmente falida e foragida. Mas, há uma hora, uma transferência massiva de fundos foi detectada de uma conta nas Ilhas Cayman. — Para quem? — Zion perguntou, sentando-se em sua cadeira de couro e puxando Maya para perto dele, uma mão possessiva descansando em sua coxa. — Para a Lancaster Heritage Fund. Mas não é isso que preocupa. O remetente da transferência é um nome que não ouvíamos há trinta anos. Viktor Volkov. Zion ficou imóvel. O nome Volkov pareceu congelar o ar na sala. Maya sentiu a tensão emanando do corpo dele, os músculos de sua perna ficando rígidos sob a mão dele. — Volkov era o sócio silencioso de Arthur Black — Zion explicou para Maya, a voz baixa. — O homem que supostamente morreu no mesmo "acidente" que meu pai. Se ele está vivo, ele é o único que sabe onde estão as provas de que Arthur foi assassinado pela própria família. — E ele está vindo para cá — Marcus completou. — Ele comprou a cobertura vizinha à sua através de uma empresa de fachada. Ele não quer apenas o seu dinheiro, Zion. Ele quer o que Arthur deixou para você. O que está no diário. Marcus saiu para organizar a contra-ofensiva, deixando Zion e Maya sozinhos na vastidão do escritório. A pressão externa parecia apenas alimentar o fogo que queimava entre eles. Zion levantou-se e caminhou até a janela, observando o prédio vizinho com um ódio palpável. — Eu não vou deixar que ele chegue perto de você, Maya — ele disse, virando-se para ela. Maya caminhou até ele, desabotoando os primeiros botões da camisa dele. — Você não pode lutar essa guerra sozinho, Zion. Eu não sou mais apenas uma assistente. Eu sou a razão pela qual você está lutando. Zion a puxou pela cintura com uma força brusca, colando seus corpos. A necessidade de reafirmar seu domínio e sua proteção transformou-se em uma urgência carnal. Ele a levantou, sentando-a sobre a mesa de carvalho da diretoria, espalhando relatórios e contratos pelo chão com um movimento impaciente. Ele abriu o zíper do vestido dela, expondo seus s***s à luz forte do escritório. Zion não foi gentil; ele a desejava com a fome de um homem que sabia que o tempo era um luxo que ele talvez não tivesse. Ele se livrou da própria calça, e quando se revelou, Maya soltou um suspiro profundo. O órgão dele estava ainda mais imponente, pulsando com a adrenalina da guerra iminente. Era massivo, uma peça de mármore vivo que prometia tanto prazer quanto dor. — Olhe para mim — ele ordenou, as mãos segurando as coxas de Maya e abrindo-as totalmente. — Eu quero que você sinta quem é o seu dono antes que o mundo tente nos separar. Quando ele entrou nela, foi como um golpe de misericórdia. Ele mergulhou fundo, o tamanho de seu m****o preenchendo-a com uma brutalidade que a fez arquear as costas e gritar contra o vidro da janela. Cada estocada era um lembrete de sua força, de sua posse absoluta. Ele entrava nela com uma cadência feroz, ignorando o luxo ao redor, focado apenas na sensação de estar dentro da única mulher que o via de verdade. Maya sentia-se completa, cada polegada de sua i********e ocupada por ele. O prazer era tão intenso que beirava o insuportável. Zion a possuía como se estivesse tentando gravar seu nome nas paredes internas dela, garantindo que nenhum Volkov ou Lancaster pudesse jamais apagá-lo. No ápice, ele a apertou contra si, rugindo seu triunfo no pescoço dela enquanto se derramava profundamente. Lentamente, ele se retirou. Maya sentiu a humidade quente escorrendo, o rastro da semente de Zion brilhando intensamente em sua pele. Ele estava coberto pelo gosto dela, úmido e viril, exalando o perfume de sexo e poder. Ele a olhou com uma adoração sombria enquanto se limpava. — Volkov pode ter o prédio ao lado — Zion sussurrou, ajeitando a roupa de Maya com mãos agora trêmulas. — Mas ele nunca terá o que está dentro deste escritório. Você é o meu império, Maya. E eu vou queimar Nova York antes de deixar alguém te tocar. O telefone de Zion tocou. Era uma mensagem de um número desconhecido. "O diário de Elena tem duas chaves, Zion. Você tem a de papel. Eu tenho a de sangue. Encontre-me nas docas à meia-noite. Sozinho." A serpente deu seu primeiro bote.
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