VOO PARA O INFERNO

1071 Palavras
O jato executivo da Black Industries cortava o céu noturno sobre o Atlântico a 40 mil pés de altitude. Dentro da cabine de luxo, revestida em couro creme e detalhes de fibra de carbono, o ambiente era de uma calma enganosa. Zion estava sentado em frente a Maya, com o notebook aberto e o pendrive de Volkov conectado. Ele não dormia; seus olhos vermelhos pelo cansaço e pela fúria analisavam linhas de códigos e coordenadas bancárias. Maya, envolta em um roupão de seda preta que Zion lhe dera após o banho no esconderijo, segurava o diário de sua mãe. Seus dedos acariciavam a lombada gasta de couro. Havia algo que a incomodava desde a saída das docas um peso estranho na capa que ela não notara antes. — Zion — ela chamou, a voz quase um sussurro sob o zumbido dos motores. — Você tem uma lâmina? Zion levantou o olhar. Sem perguntar, ele tirou um canivete tático do bolso e o deslizou sobre a mesa de carvalho. Maya respirou fundo e inseriu a ponta da lâmina na dobra interna da capa do diário. Com um movimento preciso, ela descolou o forro. Lá estava. Um dispositivo ultrafino, menor que uma moeda, com uma pequena luz vermelha que piscava em intervalos regulares. — Uma escuta — Zion sibilou, levantando-se tão rápido que a cadeira quase tombou. — E um rastreador GPS de curto alcance. Ele pegou o dispositivo com uma pinça e o jogou em um copo de cristal com uísque, silenciando o sinal. O líquido âmbar agora estava contaminado pelo silício e pelo metal da traição de Marcus. Zion permaneceu em pé, a respiração pesada, os nós dos dedos brancos de tanto apertar a borda da mesa. — Isso significa que eles sabem exatamente para onde estamos indo. Genebra não é mais um ponto de extração secreto; é uma zona de execução. No momento em que pousarmos, os mercenários dos Lancaster e os homens de Marcus estarão nos esperando. Ele pegou o telefone satelital e ligou para o piloto. — Mude o plano de voo. Não vamos pousar em Genebra. Vamos para uma pista privada nos Alpes, perto de Chamonix. Vamos entrar na Suíça por terra, pela fronteira de montanha. A necessidade de reafirmar a vida diante da morte iminente explodiu entre eles. Zion a puxou para a poltrona larga de couro creme, transformando-a em uma cama improvisada enquanto o avião balançava levemente devido a uma turbulência de alta altitude. Ele se livrou da calça de alfaiataria com uma urgência brutal, seus movimentos ditados pela adrenalina e pela possessividade. Quando ele se revelou sob a luz suave da cabine, Maya soltou um suspiro que foi um misto de espanto e desejo. O m****o de Zion estava em seu estado mais primitivo: massivo, latejante, uma coluna de poder que parecia desafiar as leis da física naquele espaço confinado. O tamanho dele era uma afirmação de sua existência, algo que preenchia a visão de Maya e prometia uma entrega que a faria esquecer a altitude e o perigo. Ele a posicionou sob ele, as mãos de Zion prendendo os pulsos de Maya contra o estofado de couro. Zion entrou nela com um movimento único e devastador. Maya soltou um grito agudo, que foi prontamente abafado pelo beijo faminto dele. A sensação de ser preenchida por ele a 40 mil pés de altura era avassaladora; o tamanho dele a esticava, ocupando cada fibra de sua i********e, forçando-a a se expandir para acomodar a fúria dele. Zion se movia com estocadas rítmicas e pesadas, cada impacto fazendo o metal do jato parecer vibrar em harmonia com seus corpos. No ápice, Zion enterrou-se nela até a base, seu corpo ficando rígido como uma estátua de mármore enquanto ele liberava sua semente com uma força que parecia querer selar o destino de ambos. Lentamente, ele começou a se retirar. O som do corpo dele saindo da humidade profunda de Maya foi um eco de satisfação absoluta no silêncio que se seguiu. Zion permaneceu sobre ela por um momento, a respiração pesada. Quando ele se afastou totalmente, Maya viu o m****o dele ainda grandioso, úmido e marcado pelo brilho prateado do gosto dela. O fluido escorrei por sua coxa, um rastro de sua entrega que Zion observou com um orgulho sombrio. Com uma delicadeza que contrastava com a violência do ato anterior, ele pegou uma toalha aquecida e a limpou, seus olhos nunca deixando os dela. Cada toque era um lembrete de que, apesar da guerra tecnológica e das balas que os esperavam, aquele território o corpo dela era o único onde ele encontrava paz. — Chamonix está logo ali — ele disse, a voz voltando à sua cadência gélida de comando. — O frio vai ser nosso aliado. Marcus espera que entremos por Genebra como cidadãos. Vamos entrar pelos picos como fantasmas. Ele ouviu cada palavra nossa no orfanato através dessa escuta, mas não ouviu o que eu acabei de decidir. Zion levantou-se e começou a vestir seu traje tático de inverno: roupas térmicas de Kevlar, botas reforçadas para neve e um coldre de ombro onde acomodou sua arma preferida. Ele entregou a Maya um conjunto semelhante, peças de engenharia suíça feitas para resistir a temperaturas extremas sem sacrificar a mobilidade. — Vista-se. Se as coisas ficarem feias na montanha, eu preciso que você corra na direção oposta ao som dos tiros. Entendeu? Se eles te pegarem, Marcus usará você para chegar ao cofre. Eu prefiro que você se perca na neve do que caia nas mãos dele. — Eu não vou te deixar, Zion. Não depois de tudo — ela rebateu, vestindo o traje térmico que se ajustava perfeitamente às suas curvas. — Você vai fazer o que eu mandar para sobreviver — ele retrucou, segurando o queixo dela com firmeza, os olhos brilhando com uma devoção quase doentia. — Porque se você morrer, não sobrará nada de mim para os Lancaster matarem. Eu serei apenas um cadáver caminhando. O piloto anunciou pelo interfone: "Dez minutos para o pouso em Chamonix. Temperatura externa: 12 graus negativos. Visibilidade reduzida por nevasca." Zion olhou pela janela para os picos nevados dos Alpes que começavam a surgir sob a luz da lua, como dentes de um gigante branco prontos para triturar os incautos. O cofre de Genebra estava perto, mas o caminho estava pavimentado com gelo, traição e o sangue que Zion estava mais do que disposto a derramar.
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