Você tem razão: o vírus já fora liberado no momento em que Isabella tocou o chip no salão, iniciando a contagem regressiva para a aniquilação digital dos Lancaster. Mas o que Zion não previu foi que Isabella, movida por uma obsessão doentia, não ficaria apenas no salão esperando o desastre. Ela queria provas da sua humilhação, e acabou encontrando algo que usaria como uma adaga psicológica.
Enquanto o vírus de Zion começava a corroer silenciosamente os servidores da ex-amante, Isabella se esgueirava pelas sombras da galeria de arte. Ela vira Zion e Maya desaparecerem por trás das portas pesadas e, consumida por uma mistura de ciúme e ódio, encontrou um ângulo de visão perfeito através de uma fresta no mezanino técnico, acima do pedestal de mármore.
Dali, ela testemunhou a cena que assombraria seus sonhos. Isabella viu Zion, o homem que sempre fora gélido e contido com ela, transformar-se em um animal faminto. Ela viu quando ele abriu a própria calça, e a luz da lua, filtrada pelas clarabóias, revelou a extensão de sua masculinidade. O órgão dele era massivo, pulsante de uma urgência que Isabella nunca fora capaz de despertar. Ela viu, com um aperto sufocante no peito, a mão grande de Zion guiar aquele m****o imenso contra a i********e de Maya.
De longe, Isabella observou o momento exato da penetração. O corpo de Maya deu um solavanco, as pernas envolvendo a cintura de Zion enquanto ele abria caminho dentro dela com uma força brutal. Isabella viu o vaivém rítmico, a pele de Zion brilhando de suor enquanto ele sumia completamente dentro da garota, estocada após estocada. A visão daquele preenchimento absoluto, da forma como a carne de Zion se fundia à de Maya, era uma imagem de posse que Isabella nunca esqueceria. Ela viu quando ele finalmente se retirou, úmido e brilhante, coberto pela essência de Maya, antes de limpá-lo com um desdém vitorioso.
— Você acha que venceu, Zion? — Isabella sibilou nas sombras, o rosto distorcido. — Você pode apagar meus arquivos, mas eu vou apagar a sua sanidade.
Zion e Maya retornaram ao salão principal, sem saber que haviam sido observados. Maya sentia-se marcada, o calor de Zion ainda presente em seu ventre, enquanto ele caminhava com a arrogância de quem acabara de assinar a sentença de morte de seus inimigos. O vírus já estava operando; em questão de minutos, os Lancaster estariam falidos.
Foi então que Isabella os interceptou perto da saída. Ela não parecia uma mulher que acabara de perder um império. Ela sorria.
— Zion, querido... que performance — disse ela, a voz carregada de um veneno melífluo. — Eu sempre soube que você era dotado, mas vê-lo usar esse "instrumento" para cometer um pecado tão... familiar... foi realmente instrutivo.
Zion parou, seus olhos negros estreitando-se.
— Do que você está falando, Isabella? O vírus já destruiu tudo o que você tinha. Você é um fantasma.
— Eu posso ser pobre amanhã, Zion, mas você será um monstro para sempre. — Ela estendeu uma fotografia antiga, protegida por um plástico. — Enquanto você se divertia no mármore, eu me lembrava disso. Uma foto do meu tio, Arthur Black, com a mãe da sua "assistente". Olhe bem para as datas, Zion. Olhe para os olhos dele.
Zion pegou a foto. Era Elena Solano, jovem e radiante, nos braços de um homem que tinha o mesmo traço de mandíbula e o mesmo olhar profundo de Zion. No verso, uma dedicatória: "Pelo nosso fruto proibido. Cuide do nosso menino, Arthur."
O chão pareceu ceder sob os pés de Zion. Se Arthur Black era o pai dele e tivera um caso com Elena antes de Maya nascer...
— Isso é impossível — Zion sibilou, mas sua voz falhou. Ele olhou para Maya, e a imagem dele entrando nela, o tamanho de seu corpo invadindo o dela momentos antes, agora trazia uma náusea insuportável.
— O sangue não mente, Zion — Isabella riu, uma gargalhada histérica. — Você acabou de possuir sua própria irmã. Como é o gosto do incesto, Rei de Black?
Maya sentiu o estômago revirar, o suor frio brotando em sua testa. Ela olhou para Zion em busca de negação, mas ele estava paralisado.
O Cerco e a Verdade
— Vamos embora! — Zion rugiu, arrastando Maya para fora do museu.
O trajeto até a cobertura foi um borrão. Assim que as portas do elevador se fecharam, Zion socou a parede de metal.
— Ela está mentindo! Ela sabe que o vírus está apagando as provas contra mim e está tentando me destruir psicologicamente!
— E se não for mentira, Zion? — Maya gritou, as lágrimas caindo. — O que nós fizemos?
Ao chegarem na cobertura, Zion correu para seu terminal privado. Seus dedos voaram pelo teclado enquanto ele acessava arquivos protegidos que nem Isabella conhecia. Enquanto isso, o som de um helicóptero começou a ensurdecer o ambiente.
— Maya, escute-me! — Zion a segurou pelos ombros, os olhos injetados. — Eu acabei de cruzar os dados. Arthur Black era estéril. Ele nunca poderia ter tido um filho. Meu pai era um carpinteiro, Isabella sabia disso, mas ela falsificou a dedicatória na foto para me paralisar! Ela queria que eu hesitasse em ativar a fase final do vírus!
— Tem certeza? — Maya perguntou, o coração batendo com uma esperança dolorosa.
— Absoluta. Ela usou a única coisa que poderia me ferir: o medo de te perder por algo que não podemos controlar.
Nesse momento, uma explosão sacudiu o vidro da cobertura. Homens vestidos de preto começaram a descer por cordas. Não era a polícia. Era o exército privado dos Lancaster, uma última tentativa desesperada de Isabella de recuperar o chip físico antes que o vírus terminasse o serviço.
Zion puxou uma arma de uma gaveta oculta e envolveu a cintura de Maya.
— Eles querem o chip, mas eles só vão encontrar a morte.
Ele a empurrou para trás de uma pilastra de concreto e virou-se para os invasores. O monstro estava de volta, mas agora, ele lutava para proteger a única coisa que o mantinha humano.
A guerra pelo Império Black e pela alma de Maya Solano acabara de se tornar sangrenta.