O BAILE DE MÁSCARAS E A REDENÇÃO DA CARNE

1035 Palavras
O Baile de Máscaras da Prefeitura de Nova York não era apenas um evento; era um campo de batalha adornado com ouro e seda. O Metropolitan Museum of Art fora transformado em um labirinto de mistério, onde a elite da cidade se escondia sob máscaras venezianas de porcelana, penas e pedrarias. Para Maya, o ar parecia rarefeito, saturado pelo perfume pesado das gardênias e pelo som insistente de uma orquestra que tocava valsas menores, aumentando a sensação de presságio. Zion a observava do outro lado do grande salão. Ele usava uma máscara de ônix polido que cobria apenas a metade superior de seu rosto, deixando sua mandíbula angular e seus lábios firmes à mostra. Ele parecia uma divindade sombria, um predador observando sua presa mais valiosa. — Você tem o chip? — A voz de Isabella surgiu como um sussurro de serpente ao lado do ouvido de Maya. A ex-amante estava deslumbrante em um vestido de renda vermelha, sua máscara de rubis brilhando sob os lustres de cristal. Maya sentiu um frio na espinha ao tocar o pequeno objeto metálico escondido na palma de sua mão. — Eu tenho — Maya respondeu, a voz mais firme do que se sentia. — Onde está a garantia de que o hospital não será tocado? — O meu silêncio é a sua única garantia, querida. Dê-me o chip agora. Maya estendeu a mão. O objeto passou de uma palma para a outra em um segundo de traição planejado por Zion. Isabella sorriu, um brilho de vitória c***l em seus olhos gélidos. Ela não sabia que estava segurando o Cavalo de Troia que destruiria seu próprio legado. — Aproveite seus últimos momentos como a favorita do rei — Isabella debochou, desaparecendo na multidão. Zion aproximou-se de Maya segundos depois. Ele não disse uma palavra. Ele apenas a pegou pelo braço e a conduziu para fora do salão principal, através de portas de serviço ocultas, até uma galeria de arte privada, longe dos olhares curiosos. A galeria estava vazia, mergulhada na penumbra. O silêncio ali era tão absoluto que o som da respiração de Zion parecia preencher todo o espaço. Ele a empurrou contra uma parede de mármore, as mãos prendendo-a com uma possessividade que beirava a fúria. — Ela pegou? — ele perguntou, sua voz rouca, vibrando no peito de Maya. — Sim. Zion, eu estou com medo... se o vírus falhar... — Ele não vai falhar — ele a calou com um beijo devastador. — Mas o que eu sinto agora não é sobre Isabella. É sobre você. Sobre o que você fez por mim hoje. Zion não esperou por mais palavras. Ele a ergueu, sentando-a em um pedestal de mármore onde repousava uma escultura clássica. Ele rasgou a máscara de Maya e a sua própria, revelando olhos que queimavam com uma luxúria que ele não conseguia mais conter. Ele abriu o zíper lateral do vestido dela com uma urgência brutal. A lingerie n***a que ela usava era a mesma que ele vira no elevador, e o contraste da renda contra a pele pálida sob a luz da lua parecia enlouquecê-lo. Zion desabotoou sua calça, e quando ele se libertou, Maya soltou um arquejo. O órgão dele era massivo, uma extensão de sua própria natureza dominante, pulsando com a necessidade de reivindicá-la. Zion a posicionou, as mãos grandes segurando as coxas de Maya e abrindo-as para recebê-lo. — Olhe para mim, Maya — ele ordenou, a voz descendo para um rosnado animal. — Eu quero que você sinta cada centímetro de quem eu sou. Quando ele entrou nela, foi como se o tempo parasse. Maya soltou um grito abafado no ombro dele, a sensação de ser preenchida de forma tão completa e profunda era avassaladora. O tamanho dele parecia ocupar cada espaço de sua consciência, uma presença vasta e dura que a esticava, reivindicando seu corpo como território conquistado. Era uma invasão física que espelhava a invasão emocional que ele fizera em sua vida. Zion começou a se mover com uma força rítmica e impiedosa. Cada estocada era um choque elétrico que percorria a espinha de Maya. Ele a preenchia totalmente, o calor interno dela abraçando o m****o dele enquanto ele a levava ao limite do prazer e da dor. O som da carne contra a carne ecoava na galeria silenciosa, misturado aos gemidos de Maya e à respiração gutural de Zion. Ele a possuía como se estivesse tentando fundir seus DNAs, como se através daquele ato pudesse apagar todas as mentiras e crimes do passado. Maya agarrou-se aos ombros dele, suas unhas cravando-se na pele de Zion, as pernas envolvendo sua cintura para trazê-lo ainda mais fundo, se é que era possível. — Você é minha... — ele sussurrava contra os lábios dela, cada palavra pontuada por uma investida profunda. — Minha redentora. Minha perdição. O prazer subiu como uma maré incontrolável. Maya sentiu o mundo girar, as cores da galeria borrando enquanto ela se perdia na imensidão de Zion. No ápice, o corpo dele ficou tenso como uma corda de aço, e ele se enterrou nela uma última vez, liberando-se com um grito contido que ecoou nas paredes de mármore. Eles ficaram ali por minutos, unidos pelo suor e pela exaustão. Lentamente, Zion começou a se retirar. Ao sair de dentro dela, Maya soltou um suspiro de perda imediata. Ele estava úmido, brilhando sob a luz fraca, coberto pelo gosto e pela essência dela. O líquido que os unia escorria devagar, um rastro de sua entrega absoluta. Zion a observou, os olhos ainda nublados pela paixão, enquanto ele limpava-se e ajustava sua roupa. Ele se aproximou e beijou a testa de Maya, um gesto de uma ternura inesperada que contrastava com a brutalidade do que acabara de acontecer. — Agora — ele disse, a voz voltando à sua frieza habitual, vamos assistir à queda de Isabella. Zion pegou seu telefone e enviou um único comando. A quilômetros dali, no escritório de Isabella, os servidores começaram a piscar em vermelho. O Cavalo de Troia fora ativado. Mas, enquanto Maya se recompunha, ela percebeu que a guerra estava longe de terminar. Zion Black acabara de ganhar uma batalha, mas o passado de um homem como ele nunca dormia.
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