O vidro temperado da cobertura, projetado para resistir a furacões, estilhaçou-se em um milhão de diamantes mortais sob o impacto da primeira granada de efeito moral. O som foi ensurdecedor, um vácuo que sugou o oxigênio da sala e o substituiu pelo cheiro acre de pólvora e ozônio. Zion Black não hesitou. Em um movimento fluido, ele envolveu o corpo de Maya, usando seu próprio peso para derrubá-la atrás do sofá de couro reforçado, protegendo-a com seu corpo enquanto os primeiros estilhaços choviam sobre eles.
— Fique embaixo de mim! Não levante a cabeça por nada! — o rugido de Zion foi abafado por uma rajada de submetralhadora que varreu o bar de mármore, transformando garrafas de uísque de dez mil dólares em chuva de cristal.
Zion sacou uma pistola HK preta de sua cintura. Ele não parecia mais o CEO que discutia ações na bolsa; ele era o soldado que Isabella temia, o homem que aprendera a matar antes mesmo de aprender a amar. Ele disparou três vezes, tiros precisos que derrubaram o primeiro invasor que cruzava a janela quebrada.
— Zion, eles vão nos matar! — Maya gritou, as mãos cobrindo os ouvidos, o corpo tremendo violentamente contra o dele.
Zion virou-se para ela por um segundo. Seus olhos, antes nublados pela dúvida do incesto semeada por Isabella, agora brilhavam com uma clareza assassina. Ele agarrou o rosto de Maya, forçando-a a olhar para ele em meio ao caos.
— Ninguém morre hoje, Maya. Eu sou o dono desta cidade, e esses ratos cometeram o erro de invadir o meu castelo.
Ele a puxou, rastejando em direção ao corredor dos quartos. Os tiros continuavam a perfurar as paredes, destruindo as obras de arte e o luxo que Maya agora via como uma prisão. Zion chutou uma das placas de carvalho no corredor, revelando um painel de leitura de íris. Assim que o laser escaneou seus olhos, uma seção da parede deslizou sem ruído, revelando um elevador de serviço blindado.
Eles despencaram para o subsolo, o elevador movendo-se em uma velocidade que fazia o estômago de Maya revirar. Quando as portas se abriram, eles estavam em um bunker de alta tecnologia, um labirinto de servidores piscando em azul e telas gigantes que monitoravam cada centímetro da Black Industries.
— O vírus... — Maya arquejou, encostando-se na parede de metal frio. — Isabella disse que ele apagaria tudo.
Zion caminhou até o console principal. Seus dedos voaram pelo teclado.
— O vírus completou 98%. Em dois minutos, a fortuna dos Lancaster será um mar de zeros e os segredos criminosos de Isabella estarão nos e-mails da Interpol. Ela tentou nos atingir com a mentira do sangue porque sabia que este bunker é impenetrável digitalmente. Ela precisava que eu me rendesse antes do fim da contagem.
Ele parou e olhou para a tela. Um mapa de calor mostrava os homens dela recuando da cobertura, percebendo que o prêmio havia escapado. Zion soltou um suspiro pesado e jogou a arma sobre a mesa. A adrenalina começou a baixar, sendo substituída por uma tensão de natureza muito diferente.
Ele se virou para Maya. Ela ainda usava o vestido de seda, agora rasgado e sujo de poeira, mas que ainda deixava seus ombros e pernas expostos. O medo nos olhos dela estava dando lugar a uma percepção avassaladora: eles estavam sozinhos, seguros, e a dúvida que Isabella plantara fora esmagada pela lógica fria de Zion.
Zion caminhou até ela. A iluminação azul do bunker acentuava cada linha de seu rosto, tornando-o quase sobrenatural.
— Você ainda está com medo? — ele perguntou, sua voz soando como um veludo perigoso no silêncio da sala de máquinas.
— Eu não sei o que sentir, Zion. Tudo aconteceu tão rápido... a mentira dela, o ataque... o jeito que você...
Zion a calou, pressionando-a contra a porta de aço do bunker. Ele não precisava de palavras. Ele precisava reafirmar que ela era dele, que o vínculo entre eles era real e não um erro da natureza. Ele puxou a alça do vestido dela, expondo novamente a lingerie preta que fora testemunha de sua luxúria no elevador e no museu.
Desta vez, no silêncio do bunker, Zion não teve pressa. Ele queria que ela sentisse a escala do seu desejo. Quando ele se livrou de suas roupas, a visão de seu m****o despertou em Maya um arquejo profundo. Ele estava completamente ereto, uma coluna de carne firme e latejante que parecia ainda maior sob as luzes frias do servidor.
Zion a segurou pelos quadris, elevando-a ligeiramente para que o ângulo fosse perfeito.
— Sinta isso, Maya — ele murmurou, a voz vibrando contra os lábios dela. — Sinta o que Isabella tentou me fazer acreditar que era pecado.
Quando ele entrou nela, foi um movimento deliberado, lento e devastador. Maya sentiu a cabeça do m****o dele forçando a entrada, esticando-a milímetro por milímetro até que ele estivesse totalmente submerso nela. O tamanho dele era um desafio para o corpo dela, uma plenitude que a fazia sentir-se pequena e protegida ao mesmo tempo. Era um preenchimento absoluto, uma sensação de que ele estava tocando não apenas o fundo de seu ventre, mas o âmago de sua existência.
Zion soltou um rosnado baixo, a testa encostada na dela enquanto ele começava a se mover. A fricção era intensa, o calor gerado pelos corpos em movimento contrastando com o frio do aço atrás de Maya. Cada estocada era profunda, visceral; Zion entrava nela com uma força que fazia as telas de monitoramento tremerem. Ele a possuía com a gratidão de um homem que fora absolvido de um crime terrível.
— Você... é... minha... — ele dizia a cada investida, a voz carregada de uma possessividade que agora Maya não apenas aceitava, mas ansiava.
O prazer subiu como uma onda de choque, cegando-os para o resto do mundo. No auge, Zion enterrou-se nela até que não houvesse mais espaço entre suas peles, liberando seu sêmen com uma urgência que parecia querer selar o destino de ambos para sempre.
Lentamente, ele começou a se retirar. Maya sentiu o vazio gélido do ar do bunker atingindo sua i********e no momento em que ele saiu. Zion estava úmido, brilhando sob o brilho azul dos servidores, coberto pelo gosto doce e salgado dela, um rastro de humidade que escorria por sua coxa. Ele exalava o cheiro de sexo e vitória.
Ele a colocou no chão e, com um lenço de seda que tirou do bolso, limpou-a com uma delicadeza que quase a fez chorar.
— Acabou, Maya — ele disse, olhando para o monitor principal. A barra de progresso atingira 100%. — Isabella não existe mais no mundo dos negócios. E sua mãe... ela acaba de ser transferida para a minha conta pessoal permanente. Ela está segura.
Mas no canto da tela, uma luz vermelha começou a piscar. Um sinal de satélite vindo de uma localização remota: o orfanato onde tudo começara.
— O que é aquilo? — Maya perguntou, apontando para o monitor.
Zion estreitou os olhos. — Isabella fugiu. Mas ela não foi para a Europa. Ela foi para o orfanato St. Jude. Ela deixou um rastro de propósito. Ela quer terminar isso onde tudo começou.
A guerra estava entrando em sua fase final. Onde o sangue fora derramado pela primeira vez, ele seria derramado pela última.