Capítulo 10 – Entre Rosas e Tiros

1364 Palavras

O som da tesoura podando as folhas secas era o único ruído na pequena estufa aos fundos da floricultura. Rosa mantinha os olhos fixos no caule da rosa branca, mas sua mente vagava longe. Desde a noite anterior, algo dentro dela se remexia como terra revolvida depois de uma tempestade. Mentir nunca fora seu plano. Mas ela lembrou do conselho da tia Célia, a única figura maternal que teve por perto durante a infância instável. “Nunca diga a verdade pra quem você ainda não sabe se pode confiar. Às vezes, o que você fala é a arma que alguém usará pra te ferir.” E agora... ali estava ela, mentindo para alguém que a fazia tremer sem tocá-la, que a fazia sorrir com um olhar e chorar com o silêncio. Rosa sentia — no fundo do estômago, na pele, nos olhos — que Caio não era um homem comum. E tal

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