Devagar

800 Palavras
Gabriel. O último aviso foi dado e, quando Maya disse que não tinha medo, a comporta da minha sanidade simplesmente ruiu. A água espalhou-se, levando tudo o que via pela frente. Avancei. Meus lábios colidiram com os dela não como um beijo, mas como uma invasão. Não havia delicadeza, não havia a paciência de um professor explicando uma métrica poética; havia apenas a urgência bruta, crua e faminta de um homem que estava enterrado vivo há três anos e finalmente sentia o gosto do oxigênio. Não dava para ter calma, não dava para ser "tranquilo". Eu estava em chamas e a culpa disso era a garota na qual eu ia me perder essa noite. Minhas mãos agiram no automático, o treinamento de anos se transformando em uma busca frenética por pele. Eu a avisei. Eu disse que seria um erro. Mas agora que meus dedos estavam nela, o resto do mundo podia queimar. — Você queria o monstro, não queria? — rosnei contra a boca dela, minha voz saindo do fundo do peito, irreconhecível. — Agora aguenta a porr@ da consequência. Minha mão que antes havia encontrado o caminho até sua nuca e puxava seus cabelos com uma certa violência, cedeu e foi buscar um novo ataque. Arranquei a blusa dela com um puxão violento e a camiseta veio logo depois, jogada em algum canto escuro do quarto. Eu não tive pudor. Minha boca desceu pelo pescoço dela como uma marca de posse, deixando chupões profundos e mordidas que a faziam arquear as costas contra a parede fria. Eu queria que ela sentisse. Porque tinha total intenção de marca-la. Minha mão pesada apertou sua cintura, os dedos cravando na carne, deixando marcas que o DG veria de longe se ela não as escondesse. Mas fod@-se. Eu nem me importava se ela precisaria passar os próximos dias usando roupas compridas. — Não tem volta, Maya — sibilei, meus olhos fixos nos dela, dilatados e sombrios. — Depois disso aqui, você nunca mais vai ser a mesma garota. Puxei o botão da calça dela e o zíper desceu com um som metálico que pareceu um tiro no silêncio da kitnet. Joguei a peça no chão e a deixei apenas de calcinha. Maya parecia ter perdido qualquer dom de fala. Ótimo... Quando minha mão desceu e tocou a renda fina, senti a umidade quente atravessar o tecido. A p***a do meu autocontrole foi para o lixo. — Você está encharcada para mim... — murmurei, e um novo rosnado escapou dos meus labios. Enfiando os dedos por baixo do elástico, encontrando o centro do calor dela. Quase sorri. Quase... mas meus labios não se curvaram porque estavam ocupados demain a marcando. Eu não parei. Não tive dó. Meus dedos se moveram em um ritmo impiedoso, fod@-se a sutileza. Passei por seu clitores e depois, sem paciência, coloquei dois dentro dela. Um era pouco demain para o nosso momento. A i********e me apertava com a invasão. como se ela não tivesse acostumada. Mas eu não me importava. Eu queria que ela sentisse cada grama do meu desejo, cada pedaço da frustração acumulada. Maya soltou um gemido alto, a cabeça jogada para trás, as mãos apertando meus ombros com força enquanto o corpo dela tremia. Quando ela finalmente desmoronou, o g**o sacudindo seus quadris contra a minha mão, eu não dei tempo para ela respirar. Segurei o pano fino da calcinha e, com um movimento seco, arrebentei a lateral da peça. O som do tecido rasgando foi a música mais bonita que ouvi em anos. Joguei Maya na cama de qualquer jeito. Ela caiu sobre os lençóis desfeitos, ofegante, os cabelos espalhados e os olhos nublados de prazer e susto... eu reconhecia o desejo, assim como reconhecia o medo ou talvez a insegurança que nublava seus olhos. Mas eu não estava nem ai. A olhei de cima, como um predador avaliando a presa antes de devorá-la por inteiro. Minha calça jeans já estava no limite, o volume incomodando, a pele queimando. Subi na cama, ficando entre as pernas dela, e comecei a desabotoar minha própria calça, pronto para terminar o que a minha própria natureza exigia. Eu estava pronto para ser o monstro que ela pediu. Foi quando ela sussurrou, a voz pequena, trêmula, mas carregada de uma vulnerabilidade que me atingiu como um tiro de fuzil no peito: — Gabriel... pode ir devagar? Eu congelei. Meus dedos pararam no zíper. Olhei para o rosto dela, para as marcas que eu já tinha deixado no seu pescoço e para o jeito que ela me olhava — com desejo, sim, mas com uma entrega que eu não estava preparado para gerenciar. O monstro parou. O silêncio voltou a pesar na kitnet, e a pergunta dela ecoou nas paredes, desarmando o Capitão e o professor ao mesmo tempo.
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