Um reino aquático

3123 Palavras
Fui nadando com aquela sereia até o fundo do mar, enquanto, íamos chegando mais ao fundo uma luz saia das profundezas do mar. Quando me dei por mim, estava nadando, em meio a construções de corais e havia não só, sereias e tritoes por todo lado, mas muitos tipos de animais aquáticos. Como, auxiliares suprindo as necessidades de cada ser aquático. Eu vi um golfinho, puxando uma espécie de concha quase que do tamanho dele, como, se aquela concha fosse uma carruagem e ele levava uma família, com sereias a mais velha creio, que era a mãe à mais jovem filha, o tritão o Pai e um pequeno tritãozinho. - Você deve está achando esse, lugar incrível. fala a sereia que me acompanha! - Não imaginava que existia, uma civilização debaixo das águas. Falo, mas ponho a mão na boca, tentando prender minha respiração, até, porque eu estava dentro do oceano. A sereia rir e fala: Olhe para seus braços! Eu olho e vejo algumas escamas abertas toco no pescoço e sinto mais escamas. - Essas escamas servem para você, respirar debaixo d'água e poder falar também! - Mas como? Como consigo falar e respirar debaixo d'água? Aqui em baixo você é como uma sereia qualquer! Ela olha a frente e para: - Chegamos ao nosso destino! Eu olho e não consigo acreditar, ao ler: escola para sereias. Ela entra e eu entro atrás dela. A recepcionista se aproxima e fala: Em que posso ajudar? A sereia me pega pela mão me puxando e abre mostrando a palma, para a recepcionista. Eu vejo um golfinho em miniatura brotando da minha mão e depois sumir. A recepcionista me olha da, cabeça aos pés e entrega um formulário para que eu preencha. Eu preencho e uma das perguntas, que me chocaram foi: Qual o animal que apareceu na palma, da sua mão? Respondi: golfinho! E entreguei a prancheta para ela. Ela me entrega um horário e eu vejo que minhas aulas são todas pela manhã e que eu deveria dormir lá durante, minhas aulas. Por bem achei, melhor ficar, por ali mesmo se voltasse teria que explicar muita coisa. Mas se eu der, uma sumida por alguns dias não deverei me explicar, não por enquanto. Sou, encaminhada para um dos dormitórios aquáticos e ao entrar no quarto me deparo com, Ariel e com a garota loura que passava na carruagem puxada por um golfinho. Ariel, quando me ver fica surpresa e ao mesmo tempo feliz. - Júlia, o que você faz aqui? ela me pergunta. - Acho que terei de frequentar a escola para sereias. Eu respondo! - Sério? Ela interroga me puxando pela mão. - Sério! Eu exclamo. - Vem deixe eu, te apresentar essa é a Emily. Ela me, apresenta a garota loura. - Oi Júlia! Fala Emily me dando um sorriso acolhedor. - Olá, Emily é um prazer conhecê-la! - O prazer é todo meu! Diz Emily, mas continua. - Se vocês, duas se conhecem ela aponta para Ariel e eu, então, você é? - Sim, ela é igual a mim! Diz Ariel. - Que bom e quem te apadrinhou? - Foi a Lorena. - Lorena a veterana que te trouxe, até aqui? - Sim, ela mesma. - Que legal, a rumores, de que ela é filha dos reis de Atlântida. Ela fala! - Atlântida? Eu pergunto. - Sim! ela responde e rir da minha surpresa. Olho, para Ariel e lhe pergunto. - Estamos, no reino perdido de Atlântida? - É isso aí! Ela responde e continua. - Não se preocupe tive a mesma reação que você teve, quando soube. Fico aliviada ao ouvir isso, mas fiquei me, perguntando e então, lhe pergunto. - Se você, está aqui os tutores lá de cima não sentem sua falta? - Não quando uma manipuladora do elemento água é apadrinhada a direção de lá, de cima é avisada por antecedência. Então enquanto estiver aqui embaixo minhas aulas sobre os outros elementos são suspensas até que eu retorne, então acredito que o mesmo acontecerá com você, só que as aulas sobre o clã das Ondinas será a única aula que deveremos estar presente. Ela, me explica. E aceno a cabeça compreendendo o que, ela fala. - E como são as aulas aqui? pergunto. - São mais, práticas do que teórica. A teórica só serve para explicar como irá funcionar a prática. - E quando começa? Assim que, pergunto isso escuto uma zoada parecido com um berrante, só que mais abafado. - Agora! As duas responde e me puxam pela mão. Então saímos nadando, até o meio, um, grupo de sereias e tritoes da minha, idade. Quem, eu vejo? - A tutora do elemento das Ondinas a mesma que, dá aula para muitos outros alunos que, ficam no acampamento. Ela me, olha e sorrir. Ariel sussurra, em meu ouvido: " Ela, é a professora aqui também". Já tinha imaginado, que seria isso mas, Ariel só confirmou o que, já estava na minha mente. - Pessoal nós iremos, para uma ilha, isolada e será lá, que teremos ,nossas aulas. Fomos, nadando atrás dela e chegamos, em uma ilha onde a uma, gruta embaixo. - Primeiro, iremos para a teórica e depois praticaremos. - As sereias de puro sangue podem ficar na água e as que foram apadrinhadas e se tornaram uma podem ficar na parte seca da gruta. Ariel ficou na água, mas eu fui para a parte seca, fiz força nos braços, para sair do lago que fica debaixo da gruta e me sentei no solo da caverna, com a calda e tudo. Nunca me senti tão desengonçada, como estou me sentindo agora. A calda fora da água pesa bastante, então para, eu me virar para me sentar apoiada na calda deu trabalho, fiz vários, hematomas tanto, nas mãos como no cotovelos e na cintura. Quando, consegui vi que todos me observavam rindo! - Me desculpem faz pouco tem que ganhei a calda, então ainda não me acostumei a ela. - Tudo bem! Fala a professora e continua: normal isso acontecer você não será a primeira e a última a passar por isso. Agradeço mas sinto que corei de vergonha. - Quando, você se secar e suas pernas aparecerem é bom, você caminhar, para não esquecer, como se anda. Fala a professora. Então ela, começa a aula dela e presto atenção aos movimentos das, mãos delas. E tento fazer o mesmo movimento sozinha o qual sai todo torto. Mas, vou fazendo, até a técnica ficar perfeita. Então ela nos mostra a prática daquelas mãos em, movimento ela faz um pouco da água, se separar, das, demais e ficar levitando bem na nossa, frente, ela o faz e a sensação que tive era, que ela, dançava com a água. Sem perceber fiquei de pé então um dos tritoes que, estava na aula, um que passava o tempo todo me lançando olhares então ele fala em voz alta sem ninguém esperar: belas pernas! Então, todos olham para onde, ele está olhando e eu também, então vejo minhas pernas e fico paralisada. Porque só as senti agora! Então, tento dar um passo para frente e tenho que me apoiar em uma das rochas da gruta. Todos riem. E o mesmo tritão fala rindo, mas pelo seu olhar percebo que ele gostou da situação: Acho que, você, terá que aprender a andar, de novo. Fico de pé, de novo e dou mais um passo que me faz tropeçar, na outra perna e eu caiu dentro do lago e minha, calda de peixe volta. Todos riem e eu fico envergonhada de novo, então, um outro tritão, parecido com, aquele que tirava sarro de mim, bate em suas costas e fala: Erick deixa de tirar sarro da menina. Então foi aí que Emily sussurrou em meu ouvido: " Esses dois são meus irmãos gêmeos, são mais velhos que eu por alguns anos." E você, chamou a atenção do Erick! Ela, fala eu a olho e ela sorrir para mim. Vejo Ariel olhar com admiração para o outro tritão o que me defendeu e em seu olhar vi admiração. Então foi minha vez de sussurrar: " Acho que estou ouvindo um coração bater, mais acelerado". Ela me olha e vejo, uma interrogação em sua expressão, Emily e eu rimos dela. Então Erick se aproxima de mim e fala: - Você já, sabe meu nome, só que eu não sei o seu. - Pode me chamar de Júlia! - Prazer em conhecê-la Júlia, ele segura minha mão e a beija olhando para mim. Não digo nada, mas, fico corada então ele sorrir e continua a falar: Você, já é bonita e corada fica uma graça. - Erick volta, para seu lugar estamos em aula, depois, você pode flertar a vontade, com a Júlia. Fala Emily! - Todos retornem aos seus lugares e fiquem em silêncio, agora preciso que pratiquem o que ensinei! Fala a professora. Cada, um tomou, seu lugar na água e começamos a trabalhar a técnica, que a tutora ensinou. Alguns conseguiram de primeira, outras como eu precisou se esforçar, mais e quando consegui, Erick conseguiu tirar minha concentração ao ponto de acertar a água manipulada na cara dele. Todos riram inclusive eu, então, do nada surgi uma, batalha de um, jogar água manipulada no outro. E isso me fez melhorar minha técnica ainda, mais rápido e precisa. Até que professora pós um fim na aula e nos mandou voltar para o alojamento. Confesso que, dormir logo assim, que chegue do dormitório, a exaustão me pegou de jeito. Quando acordei estava jurando que tinha sonhado com esse negócio de sereias. Mas quando tentei me levantar e vi meu r**o de peixe, fiquei me indagando sozinha, não foi um sonho. Olho ao redor do quarto e constato que Emily ainda dormi. Menos Ariel e eu, que nos olhamos e rimos. Ela aponta, para a porta e nós saimos. Ariel: Temos aulas, teóricas lá no acampamento daqui, às três horas se sairmos, agora chegaremos a tempo, para o café da manhã. Nadamos de volta para a encosta rochosa e subimos na pedra, ficamos nos enxugando até que recebemos, ajuda do calor do sol que, nos deixou secas e nossas pernas voltaram. Agora meu maior desafio será ficar em, pé novamente, Ariel se levanta e me estende uma mão, me ajudando a ficar de pé. Ariel: enquanto você não se acostuma vou ficar te ajudando. Júlia: Obrigada! Ariel: Somos, amigas agora e amigos,se ajudam. Balanço a cabeça concordando! Olhei, para meu corpo nu e fiquei envergonhada, ela tirou seu casaco e me deu. O qual vesti e ele cobriu todo, meu corpo, ela me levou até o dormitório do acampamento e me deixou na porta do quarto. Que abri, bem devagar para, não acordar as outras. Fui andando, com dificuldade até meu guarda roupa onde tirei, meu uniforme e vesti. Assim, que terminei Luz, acorda e fala: Onde você estava? Deixa para lá, ela continua falando de cara f**a para meu lado. Júlia: Luz, eu fiz algo que você, não gostou? Percebo que Rosa acorda e fica a escutar nossa conversa. Luz: Você, ainda pergunta? Júlia: Sim! Porque minha memória no momento está, falhando, não lembro de ter feito algo contra, vocês. Falo me dirigindo a Rosa, também! Vou para perto da cama dela, tropeçando ainda, nos meus próprios pés. Rosa se levanta e me ajuda a sentar em sua cama. Rosa: O que, houve está, voando tanto que esqueceu como que se anda? Júlia: Na verdade, estive escondida e afastada de vocês, porque não estava mais aguentando que as pessoas que pensei serem minhas amigas, viraram as costas para mim. - Ou foi você, que se virou contra nós, quando começou a andar com a Ventania. Luz, fala e continua: Já, que você disse que sua memória, está falhando no momento vou te lembrar: Ela quase nos mata, depois que você, deu uma lição nela no combate pensei que você a expulsaria. - Se eu a tivesse expulsado, não estaria sendo, igual ou pior do que ela? pergunto. Rosa me olha e vejo que ela compreende meu pensamento. - No momento em que ela está, ela não fará m*l a ninguém, fora que os professores estão de olho nela. Lhes digo! Luz: E porque, você estava, ajudando ela no refeitório? Júlia: Ventania pode ser orgulhosa por ter se achado poderosa, mas, depois de sua derrota ela sabe que não é invencível e querendo ou não ela precisa de outros. Pensei que se fosse gentil, com ela estendendo a mão, ela mostrasse um lado mais gentil. Luz rir e fala: E aí, conseguiu extrair o lado gentil, dela? Júlia: De uma certa, forma sim! Meninas, acho que temos aulas, daqui a quinze minutos, não é? Elas me olham e começamos, a correr dentro do dormitório para vestir o uniforme. Só que eu mais caia do que corria! Quando saímos do dormitório, fomos correndo para a sala de aula, mas, antes de entrar na aula tropeço nos meus pés de novo e caiu. Dessa vez é a professora da disciplina de Ondinas que me, ajuda a levantar e sussurra no meu ouvido: logo você, se acostumarar a essa vida dupla. Vejo Ariel e Ela rindo de mim e eu fico sem jeito. Rosa sussurra no meu ouvido: Está fazendo amizade com Ariel, também é? Olho, para ela sem entender e vejo que, ela faz cara f**a para Ariel, que a ignora por completo. E percebo uma semelhança entre essas duas! Luz sussurra no meu ouvido: Elas são, irmãs da mesma mãe, mas não do mesmo pai e não se dão muito bem. As duas se evitam, para evitar, brigas. Balanço a cabeça e em meus próprios pensamentos: Isso não vai ser fácil, como, ser amiga de duas, irmãs que não se falam. Espero não ter que escolher, entre as irmãs! Me sento ao lado de Luz, que, está sentada perto de Rosa e a Ariel está, bem do meu lado. Então as duas irmãs estão separadas a uma distância de duas pessoas. Percebo que as, duas se encaram Rosa faz cara f**a e Ariel lança um olhar de ironia para ela. - Aff, duas adultas com mentalidade, infantil, fala sério. Eu, penso e comparo o reino aquático ao reino terrestre e o que percebo é que não, há diferença. Recapitulando a única, diferença é que, aqui tenho pernas e no Oceano, calda de peixe. Deixo a professora dar a sua aula e encosto minha, cabeça no braço, da cadeira e caiu em um sono profundo, sem sonho, mas mesmo assim vejo flashs de uma mulher olhando, solitária que olha para dentro, de um lago e no reflexo, do lago vejo o planeta terra. Acordo, com a tutora me chamando ela me diz: Como foi o sono? Levanto a cabeça e vejo que estou sozinha com ela. Tenha cuidado para não se molhar a partir de agora, se não você terá calda de peixe na frente, de todos e seu segredo de ser apadrinhada por dois, elementares será descoberto. Agora vá para sua aula com o Tutor, David, pois suas aulas com, ele passará a ser particular. E logo nos encontraremos, no Oceano ela me diz. Me levanto pego minhas coisas e dou um passo, esperando pela queda, dou mais um e outro, enfim desde que voltei a superfície esses são os primeiros, momentos em que não tropeço nos meus próprios pés. Ao sair esbarro com Ikki e ele sussurra: logo, será comigo! Ele sai me dando um olhar, sedutor e ao mesmo tempo travesso. Do nada um vento, começa a soprar e a brincar com meus cabelos. Olho na direção de onde vem o vento e vou até ele e encontro Silfo. Ele me ver, chegando e corre, para mim, com um abraço, ele fala ao meu ouvido: Onde você estava? Te procurei por todos os lados e não te encontrei. Esse cheiro vou, te perguntar só, precisa dizer sim ou não. Você estava no Reino de Atlântida? - Sim! lhe respondo em seus ouvidos. Ele me solta e me olha, dos pés a cabeça e ver hematomas nas minhas pernas. Lhe digo rindo, passar muito tempo, dentro d'água como sereia e depois ter que sair com pernas acarreta em vários tombos. Sinto uma gota de chuva, saiu correndo levando ele comigo, encontramos uma árvore, grande com uma grande a******a, que dava para duas, pessoas ficar ali, mas para entrar teríamos, que nos abaixar. Quando entrei na árvore já estáva toda molhada e minha calda já, estava a amostra. Quando Silfos, entra olha para minha calda e diz, rindo: Bela calda! Certo que ela é bonita, mas toda vez que chove terei que correr e devo evitar água, como vou explicar as meninas as quais divido o quarto? Quando elas perceberem que não estou mais tomando banho, viram me questionar. - Tudo no seu tempo! diz Silfos e continua: se você até o momento, está conseguindo manter seu segredo a salvo, se concentre apenas no agora quando o amanhã chegar você, vai saber o que fazer. Ele se senta perto de mim e diz: Irei te ensinar a usar o vento para enxugar sua calda. Feche os olhos e tente sentir o vento que entra nessa caverna. Fecho os olho e comecei a sentir uma leve brisa se intensificar e virar, um vento ele batia nas pedras na caverna, procurando por onde sair e isso o fazia aumentar um pouco mais sua velocidade. - Está, sentindo o vento? ele me pergunta. - Sim! lhe respondo. - Agora abra seus olhos. Abri meus olhos e vi uma a******a em cima de nós por onde o vento entrava. - Quando ele passar por você capturio e o direcione para sua calda. Fiz o que ele me falou, consegui, capturar o vento e o fiz enxugar minha calda. Meus pés voltam e me vejo completamente nua com Silfos ao meu lado. Ele virá o olhar, dele em outra direção e me entrega uma jaqueta que ele estava usando. Como ele é maior que eu, a jaqueta cobriu todo o meu corpo nu, me levantei e o agradecendo, vou para a entrada da caverna, ao chegar lá vejo, que a chuva deu uma trégua. Então sai correndo para o dormitório, dessa vez tive sorte das meninas não terem chegado ainda. Me vesti com minhas próprias roupas, guardei a jaqueta. Fiz o gesto de acessar minhas asas e elas aparecem, saiu do dormitório e vou voando, até a encosta. Ao chegar guardo minhas asas, tiro minhas, roupas e escondo em algum lugar. Pulo dentro da água do mar e minha calda aparece imediatamente, entro no mar adentro. E vou para minha aula como sereia, para poder aprender a controlar o elemento água.
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