As Dores da Madrugada

1052 Palavras

POV Aurora – 17 anos Acordei com a cabeça latejando e o corpo pesado, como se uma tempestade tivesse passado por cima de mim durante a noite. Mas não era só isso. A dor vinha de dentro. Profunda, cortante, enraizada. Um tipo de dor que não se explica com palavras — porque ela não mora na pele, mora na alma. Tentei me mover, mas o simples ato de respirar doía. As costas queimavam sob o lençol, o tecido áspero roçando contra as feridas deixadas pela crueldade de Helena e Rebeca. O cheiro do curativo improvisado — pomada, gaze e medo — ainda estava ali, misturado ao suor e à vergonha. Era como se o fogo ainda estivesse aceso. Fechei os olhos, e o som voltou. O chiado do ferro quente. O riso nervoso. O cheiro de pele queimada. Tudo se repetia na minha cabeça como um pesadelo que

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