Capítulo 13: Arsenal de Guerra

440 Palavras
POV: Yasmin Duas peças na cintura não são o suficiente. Para quem quer derrubar um império de traidores e blindar um irmão dentro da tranca, dois revólveres são apenas brinquedos. Eu olhava para as armas em cima da mesa e sentia que o tique-taque daquela bomba no meu peito estava acelerando. O Benjamin não vai sair descalço. Ele não vai sair para ser caçado. Quando ele atravessar aquele portão, ele vai ter um exército e aço de primeira qualidade esperando por ele. — O lucro dos pontos subiu, Vítor — eu disse, sem tirar os olhos do mapa de distribuição na minha frente. — Mas eu não quero esse dinheiro parado sob o colchão. Dinheiro parado é alvo. Quero que você entre em contato com os caras do Paraguai. — Yasmin, isso é outro nível. A gente tá falando de fuzil, de peça automática... — Vítor tentou ponderar, mas o olhar que eu dei para ele o fez calar a boca. — Eu não quero saber o nível. Eu quero o topo. Se a gente quer segurança, a gente precisa de alcance. Quero que cada centavo que entrar agora seja convertido em armamento pesado. Quero "brinquedos" que façam os traidores do Guel tremerem antes mesmo de verem a nossa sombra. Minha ansiedade, que antes me paralisava, agora me dava uma energia elétrica. Eu não conseguia dormir, então eu planejava. Eu não conseguia comer, então eu contava munição. Eu estava comprando a liberdade do meu irmão com cada bico que eu encomendava. — Eles acham que eu sou uma mulher deprimida que perdeu o primo — sussurrei para o escuro do quarto, enquanto limpava as duas armas que eu já tinha. — Mas eu sou a mulher que vai armar a revolução dessa família. O Benjamin não me disse que tinha medo,mais eu sei que ele tem . Eu vou transformar o medo dele em poder. Vou encher aquele arsenal até não caber mais nada. Fuzis, pistolas, coletes... eu quero tudo. A Abigail escolheu o conforto de um macho traidor. Eu escolhi o peso do ferro e a lealdade do meu sangue. Quando o Benjamin colocar os pés na rua, o chão vai tremer. Porque ele não vai estar sozinho. Ele vai ter a mim, à Lorena e a um arsenal que vai fazer essa cidade inteira lembrar do nome do nosso primo por gerações. — Me tragam os preços — ordenei para o contato no celular. — E não me venham com sucata. Eu quero o que há de melhor para proteger o meu sangue. O despertar não era mais apenas um sonho. Era um carregamento de guerra a caminho.
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