Capítulo 16: O Pacto dos Predadores

464 Palavras
POV: Benjamin Consegui o celular de novo. O pátio estava agitado, mas o meu canto era sagrado. A voz das minhas irmãs no rádio conferência era o único som que me mantinha lúcido naquele inferno. — Eu já tenho o respeito de uma ala inteira aqui dentro — eu disse, baixo e firme. — O dinheiro que vocês mandaram comprou silêncio e lealdade. Mas o que eu quero saber é lá fora. E os ratos que pegaram o Guel? Algum sinal? POV: Yasmin — Eles sumiram, Ben — respondi, sentindo o peso da minha arma na cintura. — Fugiram logo depois que o sangue do nosso primo esfriou. Limparam o rastro, mas não importa. Podem se esconder no inferno, que eu vou achar a entrada. Eu já assumi os pontos aqui na cidade e o Vítor está vigiando as fronteiras do bairro. A gente não vai achar eles hoje, nem amanhã... a caça vai ser longa, e é assim que eu quero. Quero que eles vivam com medo antes de morrerem. POV: Lorena — Por aqui, a história é outra, irmãos — minha voz saiu com uma confiança que eu nem sabia que tinha. — Eu consegui o contato do Turco. O canal agora é direto. Esqueçam as peças velhas, o que vai chegar para a gente é tecnologia de ponta. Eu estou estabilizada, os pontos estão rendendo e o nome do Benjamin já está circulando como um aviso. Deixem os assassinos correrem. Quanto mais longe eles forem, mais cansados vão estar quando a gente chegar. POV: Benjamin Um sorriso amargo cruzou meu rosto. — É isso. Eles acham que ganharam porque o Guel se foi e eu fui trancado. Não sabem que deixaram duas leoas soltas. Lorena, foca no Turco e no armamento. Yasmin, mantém o caixa girando e os olhos abertos em cada esquina daquela cidade. POV: Yasmin — Pode deixar, Ben. Eu já aceitei que a minha paz acabou. Agora, minha vida é o tabuleiro. Vou rastrear cada passo, cada conexão que eles tiveram. Se alguém deu abrigo para esses caras, vai pagar junto. A gente não tem pressa. A vingança é um trabalho de paciência. POV: Lorena — Exatamente. O Benjamin não sai daqui descalço e o Guel não vai ter morrido em vão. A gente vai dominar tudo, centavo por centavo, bala por bala. Quando a gente finalmente achar o rastro deles, não vai ser uma briga... vai ser uma execução. POV: Benjamin — O pacto está feito. Estudem, cresçam e se armem. A caça começou. Desliguei o aparelho e olhei para a parede de pedra da cela. O isolamento não me vencia mais. Eu não estava sozinho. Eu tinha um exército de sangue lá fora, e o silêncio dos assassinos era apenas a calmaria antes da nossa tempestade.
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