A moto subiu veloz pelas curvas do Vidigal. Anne se agarrava forte à cintura dele, o peito colado às costas quentes de Lord. Cada metro percorrido era como um mergulho mais fundo num abismo que ela já não sabia se queria escapar. Quando chegaram ao topo, o portão da mansão n***a se abriu automaticamente, revelando a casa silenciosa, imensa, iluminada só pelas luzes discretas da área gourmet. O mar brilhava ao fundo. As estrelas pareciam distantes demais. E ele… estava ali. A centímetros dela. Mas inalcançável. Lord desceu da moto, tirou o capacete e jogou sobre o balcão externo da cozinha. Não falou nada. Anne desceu em seguida, olhando em volta. A mansão parecia ainda mais sombria à noite. Mais vazia. Mais dele. — Entra. — foi tudo que ele disse. Ela obedeceu. Entrou na sal

