Anne ficou parada por segundos eternos. A mente gritava não, mas o corpo, trêmulo, deu um passo. A mão girou a maçaneta. A porta rangeu baixo. E então, ele entrou. Lord. Camisa preta aberta no peito tatuado, calça escura, olhos cinza como aço sob a luz fraca do corredor. O cheiro dele — colônia amadeirada e cigarro — invadiu a sala como ameaça. — Você devia saber que ia dar merda — ele disse, fechando a porta com um estalo seco atrás de si. Anne recuou um passo, o coração disparado. — Eu não fiz nada demais — tentou argumentar. — Foi só uma dança… Lord avançou. — Você dançou com outro homem, no meu morro, na minha frente — ele rosnou, encurtando a distância. Anne não respondeu. O ar parecia faltar. E antes que pudesse dizer mais alguma coisa, ele a agarrou pela cintura e a puxo

