Passou uma semana. Sete dias sem nenhum sinal de Lord. Nem mensagens. Nem aparições. Nem batidas na porta. O silêncio dele era pior do que os olhares. Anne começou a respirar um pouco mais fundo. Saía com Gabz e Maju sem olhar tanto por cima do ombro. Voltou a desenhar, a rir baixo, a se permitir pequenos momentos de paz — mesmo que com o lenço ainda cobrindo a marca que teimava em não desaparecer de todo. Foi numa tarde de sexta que Gabz chegou animada: — Vai ter churrasco na casa do Martelin amanhã. A gente vai, né? Anne hesitou. — Não sei se é uma boa ideia… — Justamente por isso que você tem que ir — disse Maju. — Vai tá só a rapaziada, som alto, comida, sol. E você vai usar aquele vestidinho branco que comprou e ainda não usou. — E o Lord? — Sumido. Nem no alto do morro ele

