Anne respirava com dificuldade. As mãos trêmulas. Os olhos perdidos na porta escancarada da mansão preta, como se atravessá-la fosse o mesmo que atravessar uma linha sem volta. Mas ela entrou. Os pés tocaram o mármore escuro. A casa parecia mais silenciosa que o normal. Fria. Intensa. Ele estava de costas, fechando a porta com força. O estrondo fez Anne estremecer. Sem olhar para ela, ele subiu os degraus e disse apenas: — Quarto. Agora. Anne ficou parada por um segundo, mas os passos dele já ecoavam no corredor. Ela o seguiu. Quando chegou à porta do quarto, ele já estava lá dentro, de camisa aberta e olhar cinza que queimava. Ela hesitou na soleira. — Lord… — Fecha a porta. Ela obedeceu, o coração quase saindo pela boca. Antes que dissesse qualquer coisa, ele veio até ela, se

