O sol nasceu e se pôs quatro vezes, mas para Anne o tempo parecia estagnado. Desde aquela mensagem c***l, ela não saiu do quarto. As janelas continuavam fechadas, o celular largado no canto com a tela quebrada e silenciosa. Eva tentava fazer com que a filha se alimentasse, mas tudo que Anne conseguia fazer era chorar até dormir — e acordar com o mesmo vazio. Gabz e Maju ligavam todos os dias, às vezes apareciam na porta com a esperança de animá-la. Levaram açaí, brigadeiro, até os desenhos dela emoldurados, mas nada parecia alcançar aquela dor que queimava fundo. Anne só balançava a cabeça, agradecia baixinho e voltava pro silêncio. Do outro lado, o morro sentia a ausência de Lord. Ninguém sabia onde ele estava. Nem Dk, nem os vapores, nem mesmo Dona Helena. A mansão estava trancada, as

