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Uma escritora fora dos padrões

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Sinopse

Clarisse é uma escritora independente quase em tempo integral. Contudo, ela foi acometida por um terrível bloqueio criativo e sem conseguir levar adiante seu novo romance, a escritora passou a trabalhar como freelancer para poder pagar as contas.

Ela é uma mulher completamente fora dos padrões, tanto em corpo como em personalidade. Conheceu o amor em todas as suas nuances e o perdeu da pior forma possível, foi abandonada sem nenhuma explicação e isso, endureceu seu coração. Clarisse vende o amor mas não acredita mais nele...

O seu novo livro é uma vingança contra o seu ex-noivo coreano e sua família e apesar da raiva acumulada nos últimos anos, ela não consegue entender porque não consegue desenvolve-lo, tudo só piora quando a editora dos seus sonhos decide publicar um de seus livros, mas o seu sonho perfeito se torna um pesadelo quando descobre que o novo sócio da Star editorial, é ninguém mais ninguém menos que o homem que a abandonou, Lee Soo Ho.

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Capítulo 1
“Não existe dor, existe apenas a essência de ser alguém que está colhendo o que plantou. Todos os dias quando acordo sinto meu peito sufocar e a cada hora, cada segundo sinto como se fosse desabar diante das diversidades. Sorrir se tornou algo extremamente doloroso, algo difícil de acontecer. Meu mundo é somente dor e escuridão. Tristeza e solidão. O que é a vida senão decepções, o que é o amor senão desilusões, tudo é tão complicado e difícil de lidar. Sinto que a qualquer momento vou me afogar diante de tantas lágrimas que ainda me atrevo a soltar.” - Sabe, sua mão não vai cair se lavar a louça que usa – Brenda falou com as mãos na cintura. Faço um sinal de ok com a mão esquerda, sem tirar os olhos da tela do computador. - Ao menos está me ouvindo? – a menina com quem divido o apartamento e que por sinal é minha melhor amiga, não se dá por vencida. Faço mais uma vez um sinal positivo, fazia semanas que não conseguia nada e agora que finalmente um pouco de inspiração surgiu, Brenda resolveu ter uma crise de boa convivência. Nesta casa existem regras e tarefas que foram criadas e divididas para que possamos manter um convívio de paz e harmonia e tudo está desmoronando por causa de uma caneca que usei e deixei ao lado do meu notebook, na mesa que estou usando. - Tudo bem, Bren, eu só vou terminar esse parágrafo e então, lavo a caneca. – Falei sem intenção alguma de abrir precedentes para uma briga. - COMO VOCÊ PODE SER TÃO INSENSÍVEL! – A doida gritou, saindo correndo para o seu quarto. Jesus Amado! Alguém tá de TPM! Olho para tela do notebook e depois para porta do quarto de Brenda. Para o notebook e depois para a porta, notebook e porta. Gemi de frustração, não posso deixa-la assim, então... a porta venceu. Levantei, seguindo para o meu quarto, vou para debaixo da cama e tiro o pacote de emergência que fica guardadinha no esconderijo, se Brenda descobre onde fica, adiós doces que evitam que eu use o meu réu primário. Peguei duas barras de chocolate extra cremoso e três pacotes de cookies, M&Ms e jujubas, Brenda e eu compartilhamos a mesma paixão por goma. Vou para o quarto ao lado, onde encontro Brenda debaixo das cobertas, de muito mau humor. Coloco as guloseimas em cima da cama, acho que ela sentiu o cheiro do chocolate, sua mão saiu das cobertas e puxou tudo para dentro. - Obrigada, não te odeio mais. – Quase não ouvi, de tão baixo que ela falou. Sorri, voltando para o trabalho. Sou escritora independente e se não crio, não ganho dinheiro e isso é bem frustrante porque tenho que está fazendo um extra por fora. Quem disse que a vida de escritor é fácil é porque não mora no Brasil, onde a literatura nacional é pouco valorizada e os escritores iniciantes sofrem o inferno para tornar suas obras conhecidas. Eu já estou há cinco anos nessa vida, tenho 30 e sou totalmente dedicada ao meu trabalho. Tenho que ser pois não conseguiria ganhar um terço da minha renda se não fosse. Meu sonho, é um dia ser uma autora best-seller, até lá... seguimos a vida publicando em plataformas independentes, mandando originais para editoras grandes e pequenas, eu já teria publicado físico se tivesse dinheiro para isso. Também faço trabalho freelancer, muitos trabalhos freelancers na verdade que geralmente são pelo turno da noite em alguma casa noturna da vida. - Agora relaxa e não me atrapalha mais, está difícil escrever com esse bloqueio. – Peço a Brenda que simplesmente não responde, respiro fundo e a deixo, nenhuma mulher merece passar pela TPM, é cansativo demais com tantos hormônios descontrolados e isso, se aplica a libido, uma mulher nesse período parece que está no cio, precisei até comprar um monstrão para me ajudar a passar por esse período sem atacar nenhum homem que passasse pelo meu caminho e levando em conta o meu histórico para homens, um vibrador é a melhor opção no momento. Porque uma decepção amorosa foi o suficiente para me fechar para todas as outras possíveis relações que poderiam ter acontecido, se eu não me sabotasse e ligasse no dia seguinte, como sempre prometo fazer, mas não faço. Voltei rapidamente para a sala, para o meu lugar de trabalho. Meus olhos se focam na tela do computador. - Você consegue – digo a mim mesma. Meu último lançamento independente me rendeu um bom pé de meia. Eu publico sob um pseudônimo, nunca mostro meu rosto. Apesar de todo o sucesso do ebook em uma plataforma famosa... Ele foi recusado por todas as editoras grandes e isso inclui a Star editorial, uma editora regional que se tornou a terceira melhor do Brasil e está entre as 100 mais do mundo. Ganharam nome com Guto Spindler, um escritor de fantasia que começou publicando independente e a editora deu uma chance a ele quando ainda estava engatinhando e isso tem 10 anos. O homem recusou a proposta de grandes editoras e assinou com uma que m*l tinha caixa para lançar o seu livro e fazer um grande marketing. Mas de alguma forma, eles conseguiram se colocar no mercado e se tornar um dos grandes com o lançamento da série “lendas”, um romance de fantasia que se passa na região amazônica e que ganhou o mundo. É Clarisse, se ele conseguiu, você consegue, só precisa se esforçar um pouco mais. Suspiro fundo ao pensar que se ao menos eu não tivesse parado a minha vida por causa daquele i****a. Talvez, eu fosse um Guto Spindler da vida e não uma escritora que tem que se virar nos trinta para conseguir leitores por meio de divulgação pesada. Duas horas depois e não consegui escrever mais nenhuma linha, isso é frustrante e é culpa da TPM da minha melhor amiga quarto. Eu não acredito que esse mês não vou conseguir lançar “A vingança de Aisha”, ah! Que ódio! Esse é pra ser o meu melhor livro levando em conta que estou escrevendo sobre o meu último relacionamento fracassado. Ah! Aquele maldito coreano com rosto de bebê que arrebatou meu coração e depois pisou nele como se fosse lixo. Até hoje não consigo acreditar que alguém que lutou para que o amasse tenha terminado comigo da forma que terminou. Peguei o celular que está ao meu lado, porém desligado, sempre o desligo pois não quero ninguém atrapalhando o meu trabalho, mas agora, o dia foi perdido já que perdi o maldito ritmo e as palavras que finalmente vieram se foram embora tão facilmente. Mas que se dane, se não escrevo eu trabalho com outra coisa, o importante é não deixar que nada me consuma de uma forma que eu me reprima ao ponto de não me reconhecer mais, como aconteceu quando namorei aquele maldito sem coração e que levou o meu consigo quando voltou para a Coreia. Tem várias mensagens no celular e uma delas de Cristiane, gerente de uma das casas noturnas no qual sou freelancer. Ela perguntou se já tenho trabalho para hoje e isso me faz lembrar de olhar a hora, hoje vou trabalhar como garçonete em um casamento chique. Mas nada que me impeça que ao sair de lá, eu vá para a Night Club. “ Estou livre depois da meia noite” Envio a mensagem e ela retorna rapidamente com “ venha trabalhar nesse horário, hoje temos show ao vivo e a casa lota” Bom, eu sou aquele tipo de pessoa que quando não tem cão, caça com o gato e como meu cão que é a escrita tem me deixado na mão, vou pegar o máximo de trabalho possível para não ficar apertada esse mês. *** Observo os noivos de longe, o quão felizes estão por se tornarem um só em matrimônio, assim, distante, eles parecem o casal perfeito que transbordam paixão e alegria por cada poro de seu corpo. O casal ideal no início de seus sonhos acreditando que o céu é o limite para eles. Aposto que planejam ter seu primeiro filho daqui há cinco anos pois planejam curtir ao máximo a relação á dois. Até alguém mais rico, de status e que é aprovado pela família aparecer e levar tudo de um deles. Eu posso vender amor, mas acreditar nele é outra história. - Clarisse – Ângelo me chama. - Precisamos reabastecer a mesa de canapês. - Meu supervisor avisa e eu apenas assinto. Deixando meu mau humor de lado, volto a cuidar do meu serviço que ficou bem corrido depois de uma hora. Convidados atrasados chegaram e fomos orientados a servi-los como celebridades. Os garçons mais experientes foram requisitados para servir os convidados ilustres, o restante se atentou ao restante dos convidados. - Soube que estão esperando o novo CEO da empresa deles. - Escutei uma das organizadoras comentar enquanto pegava uma taça de champanhe. - Quem diria que a Star editorial estava em apuros! Logo eles que fazem parte do top cinco do meio editorial. - Uma outra mulher retrucou maldosa. Eu não sou bem do tipo que fica ouvindo conversa alheia, mas... a Star editorial é o sonho de consumo da minha vida, principalmente pela trajetória deles. Finjo está reabastecendo os canapés na bandeja na tentativa de saber mais sobre aquela informação valiosa. Quem será o CEO que assumiu uma empresa que pelo visto, está falida e como uma editora de renome chegou a esse ponto. Sim, claro que estamos vivendo um momento de crise, mas eles estavam conseguindo se manter no topo. - Dizem que ele é gringo e simplesmente surgiu como um príncipe num cavalo branco para salva-los da ruína. A filha mais velha do senhor Star não para de falar dele e sua beleza exótica que se ressalta devido a sua arrogância. - A mulher com aspecto m*****o contou. Beleza exótica?! Então é um investidor gringo? - Clarisse – Marcos, um dos garçons me chama. - Vai demorar quanto tempo aí? Precisamos de ajuda para trazer o resto das coisas da cozinha. Assinto, deixando de lado a fofoca que não vai me servir de nada e voltando a cuidar do meu trabalho. Mas... espera! - Marcos, quem casou? Tipo, você sabe de qual família são os noivos? - pergunto super curiosa. - Pelo que sei, a filha caçula da família Silva & Silva, dos transportes de barcos e o filho do meio da família Star, daquela editora famosa. - Ele respondeu rápido. - Agora, chega de papo furado e volta ao trabalho. Fiz como Marcos ordenou, ele é o braço direito do dono da empresa de buffet que contrata os garçons, o homem confia muito nele e por isso o deixa a cargo de algumas funções nos eventos, manter os garçons na linha é uma dessas funções. Assim que recebi o pagamento da minha diária, Ângelo, o supervisor dos garçons me liberou juntamente com os garçons com menos experiencia. A festa iria se estender por mais algumas horas, mas foi uma exigência dos noivos que apenas os funcionários mais experientes permanecessem no trabalho. Marcos me escolheu para ficar, indo contra Ângelo, mas a diária estendida é inferior a qual vou receber por algumas horas no Night Club, então optei por sair... Na manhã seguinte eu estava um bagaço de tão cansada. Mesmo assim, mantive minha rotina e acordei no horário. Aquele livro não se escreveria sozinho. - Como está a inspiração hoje? - Brenda perguntou duas horas depois, devidamente arrumada para ir para o trabalho. - Igual a minha conta bancária, zerada. - Respondo frustrada. - Esse livro é para ser o meu livro e não estou conseguindo desenvolve-lo. - Não acha que deve focar em outro livro? Eu sei que você quer escrever esse livro para finalmente externalizar tudo o que passou com a família tóxica do Soo Ho, mas é nítido que isso está te travando. Eu sei o quanto foi doloroso ser humilhada da forma que você foi, ser dispensada pelos pais do cara com o qual ia se casar com uma quantia em dinheiro que, claro, você recusou e mandou seus sogros tomar naquele lugar. Mas eu sinto que você está fazendo isso para se maltratar. Soo Ho foi para a Coréia do sul e não voltou, seus sogros ainda te enviaram o convite do casamento dele com aquela coreana seca e sem graça. Esqueça esse livro e começa a escrever outro. - Minha amiga sugeriu. Mesmo com os olhos fixos na tela do computador, posso sentir seu olhar de pena sobre mim. Definitivamente, ela tem razão, eu estou colocando toda a raiva que sentir diante de tanta humilhação nesse livro, escrever é tudo pra mim, minha grande paixão, escrever “A vingança de Aisha” é escrever sobre a vingança que eu gostaria de ter realizado, mas não fiz. - Eu vou tentar escrever sobre outra coisa e aí, saberemos se é realmente isso que está me travando. - Digo a Brenda que assente e sorri. - Tenta relaxar a mente um pouco antes de fazer isso. Você passou quase todo o dia todo de ontem trabalhando, tô indo. - Ela se despediu. Me recosto na cadeira, repensando sobre o livro que tanto desejo escrever, mas não estou conseguindo fazê-lo. Sobre o que escrevo enquanto não consigo dar continuidade ao livro atual? Terror? Não estou no clima para escrever romances. Fecho o arquivo de “A vingança de Aisha” e abro um documento em branco, por enquanto sem título. “Era meia noite de uma sexta feira 13, que por ironia, também era lua cheia. Os ventos uivavam forte, farfalhando fortemente as folhas das imensas árvores...” Por incrível que pareça, a maluca da Bren estava certa e eu consegui escrever o novo livro por um bom tempo, tanto que eu não vi a hora passar. Só levantei porque alguém ousou tocar a minha campainha. - Oi? - pergunto com certo mau humor. - Entrega para a senhora Clarisse Castanho. - O homem avisa. Entrega? Não lembro de ter comprado novos livros ou brinquedos sexuais. - Posso saber o que é? - pergunto desconfiada. - É surpresa, senhora. - O homem responde. - Então pode devolver para quem mandou, não aceito surpresas de estranhos, passar bem e se voltar a incomodar, vou chamar a polícia. - Ameaço logo, ainda mais que meu ritmo de escrita foi perdido graças a essa interrupção. Pego o celular e tomo um susto ao ver o quão tarde é, nem café da manhã eu tomei. É melhor preparar algo para comer para poder voltar a trabalhar... “Os olhos dele estavam injetados de sangue tamanha era a sua fúria diante daquele verme que ousou disparar contra ele. m*l sabia que ele insignificante não passava de comida para uma b***a fera como ele... Como é possível eu ter escrito 30 mil palavras de um livro, eu não sei, mas estou adorando a sensação de que tenho mundo nas mãos de novo... Eu acordei com um cobertor sobre mim e cheiro de café fresquinho. Me ajeito na cadeira, me espreguiçando em seguida. Olho para o teto por um tempo, esperando minha alma retornar para o corpo. - Vejo que o trabalho finalmente rendeu. - Brenda, a pessoa que estava tendo crises de humor devido a tpm no dia anterior, disse bem humorada, segurando sua caneca de “bom dia, é o c*****o” que eu dei de presente para ela no seu aniversário de 28 anos. - Sim, bastante. - Respondo cheia de murrinha. Eu preciso de café para poder começar o dia com alguma disposição, então me espreguiço e levanto, indo para a cozinha em busca de café e qualquer coisa que sirva como acompanhamento. Achei pão do dia anterior, então passei manteiga e depois na boca do fogo (quem nunca?). Tomei meu café sem pressa, até que a campainha tocou e Brenda foi atender, ela logo saiu e voltou com uma caixa enorme. Para você - ela avisou e claro, eu estranhei. - Colocar no meu quarto por favor, depois eu vejo quem mandou essa presepada. - Peço a minha amiga que parecia bastante curiosa para saber qual o conteúdo da caixa. Caixa que deixei mofando no quarto pois depois de tomar meu café da manhã, eu sentei a b***a na cadeira e só parei porque meu computador avisou que um e-mail acabará de chegar, ao verificar minha caixa de entrada, quase tive um ataque cardíaco, ao ver que é da Star Editorial. O e-mail tem o endereço da editora e um horário, dizendo que me aguardam para que possamos conversar sobre a possibilidade de eu publicar com eles. Aquilo só poderia ser um sonho! Definitivamente é um sonho! Eu preciso, necessito, que alguém me belisque pois eu só posso está sonhando. Com certeza, eles enviaram esse e-mail por engano, pois é possível que depois de um ano, a star esteja interessada em publicar “Encantado”, o original que enviei no início do ano passado, que coloquei meu sangue, suor, lágrimas e alma e sim, mesmo não sendo religiosa, recorri a Nazinha, prometendo que daria água aos fiéis que acompanham a procissão no círio daquele ano. Bom, se esse sonho realmente for real e não coisa da minha mente cansada, com toda a certeza irei cumprir a promessa que fiz a padroeira dos paraenses. – Brenda! – Chamo a vaca da minha vida para me ajudar a ter certeza que não estou alucinando de sono e cansaço. – Vem logo aqui corna! – essa garota parece um jabuti de tão lenta para responder. – Tá doida? Nasceu de sete meses? Não sabe esperar não lesa? – Bren saiu do quarto bem irritada. Geralmente ela gosta de dormir até dá a hora dela tomar banho e ir para o trabalho, que é onde ela almoça e por isso, nenhuma das duas normalmente cozinha. Eu literalmente sobrevivo de porcarias, as vezes eu peço uma marmita que a tia da esquina vende a 15 reais que ainda entrega a domicilio, sem taxa. – Deixa de drama e olha isso aqui, vê se eu não li errado. – Peço, ela fica atras de mim, estreita os olhos para ler porque a doida deixou os óculos no quarto. – p**a que pariu! p**a que pariu! p**a que pariu! Você tem uma reunião com a star editorial!!! Vaca tu conseguiste!!! Levo a mão direita ao coração enquanto minha amiga s*******o pula de um lado para o outro, comemorando, enquanto eu, mesmo sem acreditar, estou tentando não surtar, sabe porquê? Porque eu tenho uma reunião com uma das maiores editora do Brasil!

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