Capítulo 5

1077 Palavras
Sem revisão Depois da festa infantil, não havia mais trabalhos para aquela noite, então voltei para casa, apesar da vergonha que passei depois de cair de cara na bandeja de salgados e o i****a do Splinder ter presenciado tudo, eu sobrevivi, estou bem e o editor chefe da Star editorial ficou fora do meu caminho o restante da festa, bom, confesso que esperava tudo, menos encontrar aquele homem arrogante em uma festa infantil com a temática do poderoso chefinho. O aniversariante com toda a certeza tem bom gosto, diferente dos pais que parecem não ter bom gosto para convidados. Voltei para casa cheirando a salgado de queijo e presunto, alguns cachorros até vieram me cheirar por causa disso. Uma lástima, hoje estou sofrendo por ter sido tão desatenta, deveria está feliz e comemorando por finalmente ter tomando a decisão de deixar o passado no seu devido lugar, que é o passado. Abri o portão do prédio após pelejar com a chave que emperrou, precisávamos mandar consertar aquela fechadura com urgência, nosso bairro não é r**m, mas ficar parada sozinha, por um bom tempo até conseguir abrir a fechadura, é farol para ladrão de bolsa e estou sendo otimista que seja um ladrão de bolsa e não assaltante. Eu não lido muito bem com armas. Subi as escadas a passos lentos, não era fácil passar horas trabalhando de pé e ainda ter que subir alguns lances de escada. Na verdade, era um maldito e completo pesadelo, apesar de Brenda achar que é uma ótima atividade física pra mim, que sou sedentária assumida. Agora ela só fala sobre a importância de morarmos em um prédio onde não temos elevador, pois somos obrigados a descer e subir as escadas constantemente, querendo ou não, assim, fazemos um pouco de atividade física. Ainda lembro das broncas que ela me deu depois que engordei mais de dez quilos após o término com o Lee. Nossa, ela virou o cão por causa do meu peso. Eu sempre fui acima do peso, vivo em efeito sanfona e por isso seguia uma dieta rigorosa para que meu peso não aumentasse e ficasse sob controle, porque eu sou do tipo que engorda até se comer vento, enquanto a Brenda, é aquela magra de r**m, que come, come e come, mas não engorda. Contudo, isso não a impede de cuidar da sua saúde, tirando os dias de TPM, ela raramente come besteira e se tenho um esconderijo pra guloseimas, é porque se ela pega alguma dando bobeira, a criatura guarda e faz o controle da quantidade que como, pelo menos não é o tipo de pessoa que joga fora as coisas alheias. Antes que digam que ela é tóxica, controladora ou qualquer coisa, minha amiga faz isso porque sou descontrolada, me tornei uma pessoa compulsiva, perdi completamente o controle em relação a comer, principalmente em comer porcarias quando estou nervosa. Tudo isso começou após levar um pé na b***a do So Ho. b***a e So Ho não deveriam ser ditas na mesma frase, não quando aquele cafajeste tem uma bundinha redondinha perfeita, que eu adorava dar uns tapas só para provoca-lo. A imagem dele veio a minha cabeça, a dele mais maduro, vestindo um terno caro e cabelo penteado para trás. Os olhos puxados fixos em mim, aquele meio sorriso charmoso. Parei, eu não posso permitir que meus pensamentos sigam por esse caminho. Lee me abandonou para casar com uma coreana de família rica e tradicional, é um homem casado, não entendo porque ele voltou e o que quer comigo, nem pretendo entender. Deixei meus delírios de lado e entrei em casa. Brenda está jogada no sofá, de pijama, assistindo TV. — Boa noite, vaca do meu coração. — Desejei, sentando em uma das cadeiras de plástico que ficam em cada lado do sofá. — Boa noite, Quenga. Chegou outro pacote pra você, desta vez, tem um envelope. — Ela avisou sem tirar os olhos da TV. — Ok, o que está assistindo? — Perguntei olhando para a tela e percebendo que está conectado no streaming. — Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, a série. Tá meio confusa, mas agora que comecei a ver, vou até o final, amanhã é minha folga, então posso. — Falou como se eu fosse brigar com ela por está fazendo maratona da série. Mas quem sou eu para julga-la, ela faz o que quiser com o seu tempo livre, assim como eu, que vou escrever até onde o cansaço e o sono permitir.. Levantei, indo para o meu quarto, onde a caixa que chegou está em cima da cama ao lado da caixa que chegou no dia anterior. Eu não abrir a caixa anterior, mas nada me impede de abrir ambas agora. Fui até a mesa de cabeceira, abrir a última gaveta e tirei um estilete, abri a caixa em dois tempos, parei, depois de tirar o pacote enrolado em papel de seda. É um vestido preto, brilhoso, o tirei da caixa, decotado e de um tecido macio e maleável, decote em V e que com toda a certeza, caberia em mim. Um envelope dourado estava no fundo da caixa e meu coração acelerou, depois que abrir e vi o recado e o nome da pessoa que mandou o presente. “Guarde-o, vamos usá-lo para comemorar a primeira tiragem do seu livro” Como ele pode ser tão s*******o? Peguei o estilete e abrir a outra caixa. Era um par de scarpins, nude e uma caixa pequena, preta. A abrir e me sentir tão ofendida que minha vontade era de jogar aquilo na privada.. Aquilo que provavelmente custa mais do que eu ganho em um ano. É um par de brincos de outro, OURO! Havia outro envelope, cuja a mensagem dizia. “ Para você usar quando sairmos para comemorar a primeira tiragem do seu livro, meu número caso mude de ideia. 98890 - ****” Qual é o maldito problema dele? Já não me machucou o suficiente, agora quer me humilhar? Bom, foram presentes, são meus e diferente do passado que recusei o dinheiro que ele mandou me entregar como compensação. Dessa vez, vou ficar com tudo e vender para completar a renda de casa. Não vou usar nada para comemorar porcaria nenhuma. Ele que se exploda e me erre, depois de sete anos quer publicar o livro que escrevi e dei de presente pra ele e ainda quer comemorar, comigo? Deus me livre e guarde desse encosto!!!
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