sem revisão
Lee ajudou a tirar minha blusa, apesar da situação, sempre manteve os olhos baixos, em momento algum mirou nas minhas t***s grandes. Era estranho duas pessoas que pareciam dois coelhos agirem como desconhecidos. Era estranho eu estar em seu apartamento depois de termos jantado juntos. Essa noite está sendo um grande desastre, tudo o que eu queria era dar até o briocó fazer bico, porém, aquele aborto de wendingo deu pra trás sem mandar uma única mensagem desmarcando, agora eu tô aqui, com a costa f*dida e seminua na frente do meu ex, no apartamento dele!
So Ho estendeu a blusa do pijama no sofá.
-Deita de bruços - ele pediu num sussurro que arrepiou até os cabelos do brioski.
" Se controla Larissa Manoela, ele te largou da forma mais covarde que existe", esculhambo minha v****a assanhada, e daí que ela lembrou que por trás desse jeito fofo e gentil tem um homem que pega a gente de jeito, de todos os ângulos e formas possíveis. Ódio!!! Ainda bem que já estou deitada de bruços e ele não pode vê os b***s dos meus p****s duros, prontos para furar o sofá.
Todo o meu corpo pareceu sofrer uma descarga elétrica quando as mãos firmes e macias de Lee tocaram minha costa, a massageando com habilidade e precisão. Seu toque firme, faz todo o meu corpo entrar em chamas e isso, além de me fazer apertar as pernas com força para controlar o fogo da Larissa Manoela, pequeta assanhada.
-Está melhorando? - ele perguntou preocupado sem nem sonhar o que se passa na minha mente poluída e traíra.
-Hum,hum - Resmunguei aproveitando aquela massagem deliciosa.
-Me avisa quando parar, tá bem? - Lee pediu descendo um pouquinho as mãos até minha lombar e subindo de novo. - Não tenho relaxante muscular mas posso ligar para uma farmácia 24 h. - Diz, parecendo todo preocupado.
- Vou querer - porque eu sei que a massagem com o gel uma hora vai deixar de fazer efeito.
- Já, já, ligo. - promete. - Agora mocinha, você deve ser mais cuidadosa, pelo jeito, durante esses últimos anos você não mudou muito esse teu jeito estabanado.
- Não posso nem dizer que está errado, mas eu tento, juro. Porém do nada eu escorreguei, bati a cabeça em uma guina, pisei em cocô de cachorro, estou com a cara enfiada numa bandeja de salgados ou escorrego por andar um pouquinho apressada e descalça no chão liso. Ah, teve uma vez que fui atropelada por uma bicicleta ao descer do ônibus. - Histórias da minha vida.
- Você foi o quê? - Ele parou de massagear e sim, dei um resmungo reclamando.
- Minha costa ainda dói - disse em protesto.
- Você é um perigo para si mesma. - Lee disse meio irritado?
- Não tenho como controlar essas coisas, esqueceu que sou distraída e em como nos conhecemos? - E porque diabos eu estava trazendo essa memória à tona? Não, eu preciso manter a mente focada e a Larissa Manoela sob controle.
- Você literalmente tropeçou em mim com um sorvete de chocolate que sujou toda a minha camisa branca. - Lee So Ho respondeu com um sorriso nostálgico, como se lembrasse exatamente como e quando aconteceu.
Aquela reação mexeu comigo e eu me odeio por isso, porque não deveria. A pergunta que desejei fazer na época estava na ponta da língua, mas me recusei a fazer. O que eu estava fazendo? Trazendo lembranças estúpidas do passado? Conversando normalmente como se fossemos bons amigos? Me excitando feito uma adolescente por causa de uma massagem?
Eu sou uma mulher e não uma garotinha tonta.
-Ise, sobre não ter voltado antes…
- Estou com tanta dor, pode ligar para a farmácia agora. Sua massagem ao invés de ajudar, parece que só piorou minha situação. - Eu menti, mas porque não queria falar sobre aquele assunto. Não queria ouvir as explicações dele porque eu poderia acreditar nelas e isso está fora de questão, por muitos meses acreditei que os pais de Lee haviam mentido, que armaram tudo para nos separar e que assim que ele descobrisse o que aconteceu, que voltaria correndo pra mim, entretanto, ele não voltou, não voltou.
- Vou procurar uma no Google. - Ele disse, levantando e se afastando, ficou de pé, no meio da sala e de frente para a enorme TV.
Enquanto ele fazia a pesquisa, decidi fazer apenas a pergunta que me deixou curiosa e que o trouxe de volta pra minha vida.
-Porque quer publicar aquele livro i****a?
Não, aquele livro não era i****a, "nosso drama", foi um livro que coloquei todo o meu coração, que me doei por inteira, porque aquele livro conta a nossa história de amor perfeita, que nunca se concretizou, nunca chegou ao felizes para sempre.
-Porque você disse que se tinha um livro que queria se tornar famosa, esse livro era o que ia contar a nossa história. - Lee respondeu desviando os olhos do celular pra mim. Ele deu um meio sorriso e parou por uns minutos, como se estivesse vivendo um conflito. - Eu só o encontrei há três meses, quando estava procurando um documento antigo nos arquivos do Appa. Eu encontrei ele todo encadernado, na capa, título e a nossa caricatura, aquela que fizemos quando passeamos na praça de república, no domingo pela manhã, porque você adorava a feirinha exposta todo domingo lá. Lembro que você estava irritada comigo porque a impedir de dançar numa roda de carimbó - ele coçou os olhos - mas ficou toda serelepe quando sugeri fazer uma caricatura nossa. Eu… eu…
- Para - pedir sentindo o peito apertar. - Só para. Não quero ouvir mais nada. Perguntei o motivo, não acho que a história entre uma brasileira e um coreano vá se tornar um best-seller. Vocês tem o Guto Splinder, ele tem nome, é famoso e é o editor chefe da Star editorial, além do mais, também quero entender como você acabou se tornando sócio da editora.
- Por sua causa. Mas acredito que mesmo que eu tente explicar os meus motivos, você não vai querer ouvir. Mas, de fato, tem duas coisas que você precisa saber, uma, a Star editorial quase foi à falência por causa do Guto Splinder, os últimos lançamentos dele tiveram grandes tiragens e pouca saída, fiz toda uma pesquisa de mercado e nosso drama se encaixa nele. Mas acho que… só estou piorando a situação, não é? - Lee respondeu. - Encontrei uma farmácia, mas não entrega, então vou comprar, pode se manter quietinha e segura?
Assenti em resposta.
Ele pegou a chave em cima do raque e colocou no bolso do pijama. Lee parou somente na porta, antes de abrir e sem virar, falou:
-Escolhi você não só por causa da nossa história, mas porque acredito muito no seu potencial e você, Clarisse castanho, vulgo Pandora, merece o mundo.