Pré-visualização gratuita Sorriso Estonteante
Pedro Vitorino é o orgulho da família, no auge dos seus trinta e três anos de idade, estava de volta a terra que ele amava. havia viajado para estudar medicina veterinária fora, mas depois retornou para a fazenda Vitorino, lugar onde foi criado e por onde era apaixonado.
Pedro era filho adotado e aos dezessete anos, ele teve interesse em saber como ele e Carla eram irmãos.
Carla era a melhor amiga de Flor, sua mãe de coração.
Dante, Carla e Flor não esconderam nada de Pedro e a história dele, o tornou um homem ainda mais forte e corajoso. Pedro até achou sua história divertida, pela questão de ter fingido ser mudo quando era criança, ele também achava engraçado chamar Carla de tia, quando na verdade ela era sua irmã por parte de pai e enquanto os filhos dela, o chamava de tio Pedro, o favorito.
Era madrugada. Pedro voltava da cidade e Dante sabia que ele não vinha da casa das irmãs.
Dante o aguardava na varanda da casa.
__ Pedro.
Dante o chamou, o assustando.
__ Porque está acordado uma hora dessas? aconteceu alguma coisa? minha mãe está bem?
Pedro era atencioso e preocupado.
__ Tá tudo bem filho. Estava na casa Dark?
Era uma casa onde encontrava bebidas e mulheres fáceis. Pedro ficou até mais tarde porque Rayra apareceu por lá e estava bebendo, ele só foi embora, quando deixou a irmã em segurança em casa.
__ Sim, pai.
Era um dos poucos lugares de diversão na cidade Recanto das Flores, apesar da cidade ter se desenvolvido bastante, os ambientes de lazer, ainda eram os mais encontrados.
Pedro não mentia, ainda mais para o pai e sua mãe, mesmo sabendo que Dante não gostava muito que ele frequentasse aquele tipo de lugar.
__ Te esperei porque tenho algo a dizer, para não ter surpresas amanhã.
__ Fale pai.
__ Ritinha.
Pedro arregalou os olhos.
__ O que tem ela?
__ Está de volta filho.
Pedro tirou o chapéu que usava, ele era um Veterinário e também empresário, porque a fábrica Vitorino, era comandada por ele, mas Pedro possuía todos os costumes de um fazendeiro.
As botas e chapéu de pião eram costumeiro, ninguém dizia que ele era tão rico como era, se julgasse pelas vestimentas.
Pedro foi criado na garupa do pai e fez o mesmo com suas irmãs e sua sobrinha Lua.
__ Não pode ser pai.
Pedro se sentou de cabeça baixa.
__ As coisas agora podem ser diferentes, ela agora já é uma mulher.
__ Ela é só uma menina ainda pai, fez vinte anos mês passado.
Dante sorriu.
__ Sabe a data de aniversário dela, porque ela continua sendo importante.
Pedro mantinha a cabeça baixa.
__ Eu não queria que fosse.
__ Não mandamos no nosso coração filho, eu também achava sua mãe demais para mim, mas foi inevitável, ela...
__ É diferente pai, ela mentiu descaradamente.
__ Talvez não sinta mais o mesmo que antes.
__ É talvez.
Pai e filho sabiam que aquilo era mentira, tentavam se convencer do fora de cogitação, Pedro esquecer Ritinha.
__ E se caso ainda sentirem o mesmo, agora são adultos.
__ Deus pai, já falei, ela é só uma menina imatura.
Pedro se levantou, dando a benção ao pai e pedindo licença para se retirar.
Mas a informação tinha lhes tirado o sono.
Ritinha era filha de uma costureira que prestava serviços à fábrica de roupas de Flor e Carla, e o seu pai, trabalhava na fazenda de Dante, pai de Pedro.
A menina praticamente nasceu dentro das terras Vitorino. Aos quinze anos, Ritinha começou lançar olhares a Pedro e promessas, mas ela já dizia que se casaria com ele, quando era uma menina, dizia que ele era o homem mais lindo que conhecia.
Caio, o melhor amigo de Dante e cunhado de Pedro, alertou Dante, para que não acontecesse o mesmo que aconteceu com ele e Carla, afinal, Ritinha era ainda mais jovem que Carla na época que engravidou de Lua, por tê-lo dopado.
Dante pediu que Pedro fosse estudar fora, mas era tarde, Dante viu nos olhos do filho, que crescia sentimentos sinceros por Ritinha.
Dante sabia que Pedro não tocaria em Ritinha, mas Ritinha não daria tréguas. Pedro não desacatou a ordem do pai, até porque tinha consciência que o melhor era ficar longe de Ritinha, mesmo ele gostando dela.
Ritinha e Pedro se viam somente quando ele visitava os pais, duas ou três vezes ao ano.
Flor sofreu com a ausência do filho, estudando e morando em outro país e Dante nunca contou o real motivo.
Mas, o último encontro entre Pedro e Ritinha, tudo mudou.
Memória off.........
Ritinha já tinha seus dezessete anos completos, ela ficou sabendo que Pedro estava na fazenda, pegou seu cavalo e foi conferir pessoalmente o que ouvirá das gêmeas de Alzira e Tião, que eram amigas de Pedro e achavam que era só uma paixonite de Ritinha.
Pedro estava no curral, ele verificava o casco da égua que era de sua mãe, porque Flor reclamou que a égua estava mancando.
__ Dia.
Disse Ritinha.
Para Pedro, ela tinha o sorriso estonteante.
As mulheres da família de Pedro, eram belíssimas, começando por sua mãe Flor, e sua irmã Carla, suas primas filhas de Marco, suas irmãs Rayla e Rayra e sua sobrinha Lua, mas a beleza de Ritinha, o tirava do chão.
Ritinha naquela manhã, usava um vestido florido de alcinha, deixando o decote à mostra, com um lascado enorme, na lateral, ela calçava botas rasteirinha e chapéu, ahhh, quando ela tirava aquele chapéu e sorria, ele se achava um bocó por não conseguir parar de admirar tamanha beleza, mas ele sabia que não era somente porque ela era bonita, havia sentimentos que ele mesmo julgava devido a idade dela.
__ Vai responder não Pedro? Tás b***a agora, só porque veio dos exterior? Ritinha tinha uma linguagem que para muitos era Chucra, mas para Pedro era música.
__ Eu não Ritinha.
Ela sorriu e desceu do cavalo.
__ Que é que Veneza tem? Era o nome da égua de Flor.
__ Minha mãe disse que ela está mancando, tentei ver o que era mais... Ritinha levantou a pata da égua e tirou o enorme espinho que estava quase que encravado, usando o alicate que pegou da mão de Pedro.
Ela fez com tanta praticidade que ele ficou admirado.
__ Tás na hora de voltar, dos exterior, me deixe que te dou aula.
Pedro sorriu grande e bonito.
__ Já aprendeu costurar, Ritinha?
A mãe de Ritinha gritava com ela quando pequena, porque ela fugia para cachoeira ao invés de aprender costurar.
Ritinha brincava com as irmãs de Pedro, Quando eram pequenas, mas ela sendo ainda mais nova que as meninas.
__ Quando eu digo que tu tás b***a, ainda diz que não.
Ela se levantou irritada.