Fazia uma semana que Midoriya havia simplesmente desaparecido da face da terra. Suas aparições em públicos simplesmente sumiram e sua presença simplesmente deixou de existir. As mídias continuavam falando sobre o garoto, mas agora a notícia da vez, era que a grande U.A estava fechando temporariamente. Carros e mais carros de impressas paravam e transmitiam as notícias ao vivo enquanto os alunos saiam da escola e iam para outros lugares, onde suas transferências haviam sido feitas. A Academia U.A, agora fechada, se transformou em um centro de operações dirigido por Nezu com a ajuda da Comissão de Herói para buscar Midoriya. Obviamente falando, A comissão de Herói apenas disponibilizou o lugar e os aparelhos para ajudar Nezu que deveria ser o ser mais inteligente a sua busca implacável pelo garoto.
A morte de Momo, ou dada como desaparecida, foi um baque muito forte nas massas de pessoas ricas, onde a maioria parou de investir na Academia U.A que m*l conseguia deixar alguns alunos vivos. Isso foi tenso, mas não o fim do mundo. U.A ainda tinha muito dinheiro disponível em sua reserva, assim por dizer. Mais do que eles precisariam, afinal de constas, ele construa robôs gigantes para serem destruídos por estudantes.
O que todos os professores sabiam de cor e salteado era que algo grande estava por vim. Midoriya não era o tipo de pessoa, ou pelo menos nesses dias que ele apareceu, não deixava de ser alguém que esconderia e deixaria a poeira abaixar, não depois de chamar toda a atenção propositalmente para ele. Algo assustador e grande estava prestes a acontecer e o que todos sabiam, ou melhor, tinham certeza era que ia causar uma p**a alvoroço na cidade. Era só questão de tempo até isso acontecer, principalmente quando eles possuíam Momo ao seu favor, ela poderia criar praticamente quase tudo, principalmente se fosse exposta a lavagem cerebral para colaborar.
Durante o desaparecimento de Momo ela foi nomeada como ‘Papai Noel’, graças a sua individualidade que poderia dar ‘brinquedos’ para os vilões. Era natal antes da data para eles. Pelo menos era o que Nezu pensava, suas preocupações estavam em outro lugar. Para Midoriya ter preferido deixar Momo viva significa que ela poderia fazer algo que somente ele não teria acesso. Nezu pensava e pensava até o esclarecimento surgir em sua cabeça, junto de uma expressão pálida e gélida de medo. Izuku Midoriya estava construindo uma bomba atômica!
Quando essa informação e a base dela foi passada para os demais heróis eles concordaram, fazia sentido e tinha um bom ponto por trás. Revistas e patrulhas carregando detectores de energia nucleares foram espalhadas pela cidade a procura de qualquer sinal alto de radiação, mas nunca encontraram nada. E a pergunta que não queria se calar era para que diabos Midoriya iria querer usar uma arma nuclear se seu único objetivo, até o momento, era m***r cada aluno da 3-A por sua vingança e obsessiva vingança pessoal.
O esclarecimento veio como um vulto na cabeça daquele ser hibrido. Midoriya havia ameaçado transformar sua condição rara em algo comum, e se ele realmente tivesse fazendo bombas nucleares significava que sua ameaça era realmente uma verdade da qual ele queria e pretendia usar a seu favor. Os pelos de Nezu se arrepiaram com esse pensamento. Ele iria causar ou tentar causar um genocídio apenas para ele não ser a minoria novamente. Ele estava louco!
Pelo menos para sua alegria, mesmo que temporária, seus alunos finalmente pararam de morrer ou sumirem completamente de vista. Nezu pode armar seu tabuleiro com a calma que foi lhe proposta, Midoriya estava dando tempo para ele se concentrar e organizar seus pensamentos para a partida da qual eles jogavam com tanto entusiasmo finalmente volta-se a rolar uma pessoa de cada vez, principalmente depois daquelas bombas que ele havia jogado contra a U.A, que arruinou boa parte do tabuleiro. Midoriya não estava disposto a jogar com as regras e Nezu também estava favorável a quebra-las se necessário.
Cada ponto da cidade e a proximidades foram circulados de acordo com a individualidade dos sobreviventes, caso um sumisse eles conseguiriam rapidamente ir aonde sua individualidade fosse mais semelhante e talvez, com muita sorte, os salvarem antes que Midoriya os mates.
Os estudantes transferidos estavam todos bem, pelo menos isso de bom. A 3-A continuou sem estagio, graças as outras escolas que não conseguiam entender o risco que estava ocorrendo. Nezu apenas aceitou calado já que não podia nem tinha o direito de mencionar algo assim, ele só rezou para essa calmaria continuar e persistir ao longo do tempo. Pelo menos até eles descobrirem aonde caralhos Midoriya estava.
De contra partida, do outro lado do tabuleiro. Midoriya finalmente estava começando a se abrir para a Liga, principalmente para Dabi e Toga que pareciam estar entrando numa estranha e bizarra amizade colorida. Shigaraki estava um pouco frustrado por não conseguir entrar nisso, talvez com inveja. A intenção de transformar Midoriya em seu cachorro era irritado e humilha-lo, mas ele não se importava com isso. Ele realmente não ligava de ser puxado por uma guia, as vezes receber comida numa tigela de cachorro com seu nome, ou ser ‘maltratado’ de qualquer outra forma. Ele simplesmente parou de ligar e aceitou o fato de que iria ser tratado como um cachorro. O que irritava Shigaraki, mesmo que um pouco. Mas ele não podia negar que era legal tem alguém que poderia ser chamado de ‘irmão’, mas novo. Mesmo Midoriya cuidando dos ataques de raivas de Shigaraki.
Sensei tentava desesperadamente empurrar uma individualidade para Midoriya, que continuava a negar de quase todas as maneiras. All For One tinha uma estranha e peculiar interação com Midoriya que deixava Shigaraki incomodado. Era quase fraternal. Sensei o olhava quase todos os dias e entrava em seu quarto para conversar sobre algo, saindo quase sempre com um péssimo ou um ótimo humor. Midoriya não aceitava uma individualidade por pura birra, ele não queria e ponto final. Empurrar algo para ele não funcionaria, ele simplesmente iria bloquear com sua mente. All For One até disse para ele escolher algo que ele iria ter e o garoto apenas rasgou a lista e jogou fora. Shigaraki não entendia isso.
Toga parecia a mais feliz com o relacionamento dele. A garota andava quase sempre agarrada em Midoriya e o abraçava como se fosse a coisa mais normal do mundo. Claro, o esverdeado as vezes estremecia ou grunhida com o ato de amor, literal, de Toga, mas aceitava de bom grato. Ele não a empurrava mais ou fazia ela manter uma distância solida entre eles... O garoto apenas ignorava seus instintos de m***r e a deixava se aproximar. Claro, Toga estava animada cá a semana inteira desde que Midoriya a deixou toca-lo sem pedir permissão. A garota parecia que estava tendo um ou dois orgasmos a cada minuto, sua expressão era caótica ao ponto de Shigaraki não conseguir descrever, principalmente quando ela acariciava o monte de cabelos verdes na cabeça do garoto. Era estranho... Muito estranho.
Dabi por outro lado parecia agir o extremo oposto de Toga. Ele e Midoriya trocavam alguns olhares as vezes e o esverdeado sempre saia de fininho quando Dabi tentava se aproximar dele. O garoto não negava seu toque, mas parecia atento a ele, sempre o olhando em poucos minutos para garantir que ele continuava sentado ou se estava se movendo. De início Shigaraki achou que o garoto poderia estar evitando Dabi, como ele fazia consigo mesmo, mas depois percebeu que a ferida era um pouco mais embaixo. O garoto não odiava e nem gostava de Dabi, parecia que ele estava numa zona BEM cinzenta com o rapaz com o corpo queimado. Isso até Shigaraki finalmente entender o que estava acontecendo. E Ele queria muito, mas muito, tacar limões em seus olhos e olhar diretamente para o sol. Isso era o que ele mais planejava desde o início.
Dabi e Midoriya tinham, literalmente uma amizade colorida. Apesar de não admitirem os garotos viviam quase juntos no quarto ou dormiam juntos, dormir de literalmente dormir, pelo menos Shigaraki nunca ouviu nenhum gemido, e ele sabia que Dabi gostavam de quebras as garotas na cama, então com Midoriya não seria diferente. O rapaz com a boca tão seca que m*l via manteiga de cacau percebeu sutilmente os detalhes, as vezes Midoriya saia do quarto usando uma blusa de Dabi ou estava tão sonolento que nem percebia que se agarrava no maior. Midoriya parecia ter criado uma relação de dependência com Dabi. Ele não ficava tão longe, mas também não ficava tão perto, apenas quando ele estava morto de sono ou bêbado o suficiente para não ligar. Toga sabia que Midoriya vivia tendo ou quase toda a noite tinha pesadelos, principalmente agora que ele estava num lugar seguro e não conseguia entender isso muito bem. Dabi o estava ajudando a superar isso e passava a noite com Midoriya para acalma-lo quando o pesadelo ficava muito turbulento.
Shigaraki só tinha certeza e só quis apagar sua visão quando viu Dabi saindo quase que pelado do quarto do garoto, com exceção de sua cueca e uma toalha no cabelo. Ele supôs que ambos estavam em um relacionamento ou algo do gênero. Mas Toga não parecia se incomodar com isso, não pelo menos como ele pensaria.
Midoriya parecia estar criando um plano doido com sensei sobre criar ogivas nucleares que foi muito bem aceito e começou a projetar. O que fazia o garoto passar noites em claro, o que era bom para ele, significava sem pesadelos, mas quando o sono finalmente o batia andava até Dabi e apenas puxava sua blusa. O queimado parecia gostar dessa dependência.
Quando o fim da semana estava ocorrendo, Shigaraki foi colocado sobre um experimento do Doutor, ele finalmente iria herdar o All For One do sensei. Ele tinha tudo pronto e suas últimas lembranças antes de receber tal divindade foi de Midoriya o encarrando fixamente enquanto olhava algumas anotações presas sobre o computador. Shigaraki apagou logo em seguida.