Capítulo IX

3766 Palavras
                 -Bakugou liga a televisão! - Ordenou Todoroki enquanto desligava seu celular -Estão falando sobre o Midoriya, ele foi preso. - Explicou.                  O garoto de cabelos loiros e olhos carmesim bafafá enquanto esticava sua mão até o controle, fazendo um pouco de esforço para contar sua vontade de gritar para ligar a televisão, colocando no primeiro canal de notícias que encontrava e surpreendentemente o meio-a-meio estava certo, eles realmente estavam falando sobre Izuku Midoriya.                  A jornalista começava sua matéria apresentando fotos e fatos sobre a incompetência da U.A sobre investigar o ataque na USJ. Uma vez que esse assunto finalmente havia morrido todos pensavam que teriam paz, mas aparentemente não! O ataque envolvia o garoto loiro chamado Kaminari que vendeu informações de seus colegas de sala para a liga dos vilões, como mostrava o vídeo de Kaminari conversando abertamente com Shigaraki. Não foi apenas uma vez, havia vários vídeos e fotos deles em bar ou em qualquer outro lugar, mesmo com Kaminari de cabelo grande, provando que a ligação ainda era recente. O clima da sala ia ficando cada vez mais obscuro enquanto a reportagem apenas ‘piorava’ para o lado de Kaminari. Provas e mais provas eram jogadas contra a tela, sobrando até mesmo para os professores e investigadores que foram totalmente incompetentes em suas funções ao deixar uma criança inocente entrar na prisão de segurança máxima. A escola U.A não permitiu e nem mesmo comentou nada sobre esse assunto até o momento. Mas de fato, se Kaminari não estivesse morto a esse ponto eles com toda certeza iriam m***r ele.                  A culpa dentro da sala era notória, todos estavam com angustia e um pouco de temor pelos acontecimentos, culpar Midoriya por apenas pré-conceito não os transformaria em um herói melhor... Apenas em um vilão. Dava para ter esse pensamento ao olhar para Momo e Uraraka, suas expressões faciais eram facilmente lidas enquanto eles olhavam com perplexidade a matéria, quase como um conflito com sua própria existência. Todoroki estava abalado, por mais incrível que pareça, seus olhos estavam um pouco mais abertos que o normal, mas sua expressão facial não mudou muito, com exceção de seus olhos. Koda se dirigiu ao banheiro e pelo barulho ele havia vomitado, o sentimento de culpa o havia consumido, por um momento todos lembraram de Midoriya; um garoto fofo e gentil, tão assustador quanto um ursinho de pelúcia sendo preso e jogado no tártaro por dois anos.                  Quando Bakugou ia desligar toda aquela m***a que estava passando na televisão uma matéria extra começava a passar, câmeras começavam a gravar em frente à delegacia, aparentemente um carro de polícia acabava de chegar e junto a ele saia dois policias, logo atrás, descendo de um dos prédios estavam os heróis professionais. Rock Lock e Present Mic. Senhor Aizawa havia entrado pelos fundos da delegacia, já que ele detestava as câmeras. Ao retirarem Midoriya do carro ele estava com seu rosto inchado, seus cabelos estavam uma bagunça e aparentava ter um pouco de sangue a sair de seu nariz. Seu braço esquerdo estava visivelmente fora do lugar e lagrimas preenchiam seus olhos, ele havia levado uma surra? Era a única explicação lógica para isso acontecer. A imprensa se amontoava e impedia passagem, querendo uma palavra, os guardas não permitiam que eles filmagem, mas algumas palavras escapavam da boca de Midoriya: ‘Poro favor... De novo não... Me ajuda’. Sua voz estava falha e os soluços que escapavam dava um ar de tristeza no momento. Os policias que estavam junto a ele apertaram seu braço e o levaram para dentro rapidamente, uma vez, que a imprensa ouviu aquelas palavras começaram a atacar os guardas, verbalmente e até mesmo jogando coisas, usando a palavra ‘a***o Infantil’. Não havia por que uma criança sem individualidade estar tão surrada e chorando ao ser arrastada para a delegacia direto do tártaro. Obvio que os policias o espancaram! A mídia e provavelmente boa parte da população estava a favor de Midoriya nesse caso, todos amam um pobre coitado.                  -O que aconteceu com ele? - Exclamou Kirishima. Sem resposta de sua sala. Todos estavam em choque em como Midoriya se encontrava. Katsuki segurou sua bola ante estresse e a apertou algumas vezes antes de estourar ela com algumas explosões. Os professores estavam mentindo sobre Midoriya ser um assassino implacável? Eles estavam exagerando? Midoriya não parecia nem um pouco furioso ou louco. Ele estava chorando em rede nacional e implorando por misericórdia e ajuda! Que diabos estava acontecendo?!                                     Esperando os preparativos para sua levava até a delegacia, o esverdeado aguardava pacientemente os policias olharem seus celulares e lerem rapidamente a matéria. Aizawa após de terminar de ler pegava rapidamente seu celular e ligava para alguém, provavelmente para Nezu para controlar os danos totais. Aproveitando aquela distração o garoto abria totalmente seu sorriso e começava a se jogar contra a porta do carro, repetidamente. Ouvindo aquele som as pessoas começaram a olhar para dentro do carro vendo Midoriya tentando arrombar a porta.                  Com um riso patético um dos guardas andava até lá e fazia sinal para ele parar, Midoriya apenas ignorava e continuava a se jogar contra a porta, indo cada vez mais forte ao ponto de fazer o carro balançar, em uma das batidas seu ombro havia estalado e foi para fora do lugar, ele bateu algumas vezes mais até ficar totalmente fora do lugar, o policial vendo que Midoriya estava se machucando decidiu abrir a porta do carro e ao fazer isso Midoriya deu uma cabeçada contra ele, com um pouco de raiva o policial revidou o soco, fazendo Midoriya cambalear um pouco para trás. E logo abria um sorriso ao olhar o guarda e a reação de todos. Eles perceberam que fizeram m***a.                  -m***a, m***a, m***a! - O guarda rapidamente bateu à porta do carro enquanto um dos seus companheiros fardados ia até ele o olhando e logo olhando para Midoriya, seu nariz estava sangrando.                  Ainda insatisfeito com sua situação o garoto se sentou novamente e começou a bater sua cabeça contra a grade do carro, que separava os bancos de trás e os da frente repetidas vezes, fazendo seu rosto começar a inchar. Aizawa rapidamente abriu o carro e segurou Midoriya com sua arma de captura, o prendendo com o sinto para ele parar. Midoriya apenas sorriu de forma inocente enquanto Aizawa voltava para o lado de fora.                  Em poucos minutos e com longos trocas de olhares todos entraram no carro, os heróis profissionais foram na frente enquanto Midoriya era levado até a delegacia de polícia que para sua alegria já estava completamente lotada de repórteres de todas as emissoras. O escândalo era grande o suficiente, ainda mais quando alguém estava sendo removido do tártaro. Como Nezu omitiu o fato de Midoriya ter escapado, todos achavam fielmente que ele estava contido em uma sala separada a aguardar para ser levado até a delegacia para conversar.                  Ao chegarem na esquina o garoto começou a chorar, forçando seus olhos a encherem de água e com engolindo o ar para provocar soluços os guardas o olhavam atentamente, eles não podiam voltar agora, mas eles também não podiam deixar a criança chorando. Uma barganha começou a ser feita, em vão, uma vez que o menor já estava soluçando, fungando e chorando igual uma criancinha. Parando em frente à delegacia e respirando fundo os guardas saiam do carro e retiravam Midoriya de sua prisão, o olhar dos repórteres estavam em choque. Como um garoto em uma cela individual no tártaro poderia estar nessa condição? E com o sussurro de clemencia de Midoriya todos olharam para o guarda, obvio que eles haviam o espancado antes de trazerem ele! Era a única explicação. Com esse pequeno teatrinho Midoriya tinha tanto a mídia e a população em sua mão no momento. U.A estaria sendo questionada sobre várias coisas enquanto Midoriya apenas iria se sentar sobre o ar condicionado e assistir a m***a voando.                  Sendo arrastado enquanto continuava a chorar os policias começavam a receber estranhos olhares de seus companheiros. Eles sabiam que Midoriya havido se entregado e que estava a caminho, mas não tinha como uma criança ter se machucado tanto correndo! Seu ombro estava completamente fora do lugar! p***a! O que esses bastardos fizeram?!                  -Deixe que eu o levo. - Falou o Detetive Naomasa Tsukauchi. O olhar do detetive contra os policias eram implacáveis, eles sabiam que tinham feito m***a ao atingirem Midoriya contra o rosto, e ainda mais por deixarem ele nesse estado.                  -Obrigado- gaguejou o garoto enquanto fungava seu nariz. Ele estava emocionalmente abalado ou estava fingindo? Essa pergunta não iria permanecer por muito tempo.                  O Detetive rapidamente conduziu o garoto até a sala de interrogatório. Calmamente ele pediu para um dos seus companheiros irem até lá para fazer os primeiros socorros e tirando no palitinho sobrou para Sansa. O policial com cara de gato terminou de lamber seu café e caminhou diretamente até a sala de interrogatório, Midoriya ainda estava apavorado, parecia que iria ter um ataque de pânico a qualquer momento. Seus pulsos ainda estavam algemados em suas costas e ele m*l parecia notar a presença de Sansa.                  -Eu vou olhar seu ombro, ok? - Perguntou o policial se aproximando do garoto sardento. O menino não se mexeu até Sansa chegar bem próximo dele, onde ele havia se recuado.                  -P-por favor... N-não me toca- Implorou o garoto com a torneira em seus olhos abrindo de novo. Por que Midoriya ainda estava fingindo? Simples. A sala estava sendo filmada e com um pouco de sorte ele conseguiria pegar a gravação e enviar para alguma mídia.                  -Eu preciso colocar seu braço no lugar- Informou o policial. Com um pouco de hesitação o garoto deixava o ‘gato’ se aproximar dele, ao tocar em seu ombro o garoto sibilou de dor e seu corpo inteiro havia estremecido brutamente, ele conteve o impulso de se virar e socar o policial. -No três.... Um…Dois…- Antes que pudesse chegar no três ele colocou o braço de Midoriya no lugar. -Três-.                   -AAAAAAAAAAAAAAAAAH- Berrando de forma completamente escandalosa, ao ponto de as pessoas do outro lado da parede conseguirem ouvir, o garoto chorou de dor, chegando a babar e cair sobre a mesa a se contorcer pela dor que estava sentido. Claro, boa parte disso não era atuação, seu corpo realmente estava dolorido com aquilo.                  -Tudo bem? - Perguntou Sansa olhando a baba que escorria pela mesa. Ele havia matado o garoto? O garoto respondeu com um aceno de cabeça.                  -O QUE DIABOS ACONTECEU? - Berrou Aizawa ao abrir a porta e ver Midoriya naquele estado. Seu coração se aliviou um pouco ao ver que Sansa estava bem.... Mas algo estava o incomodando. Quando ele viu Midoriya pela primeira vez ele estava tão sério e agora ele estava chorando e suplicando... Era um pouco satisfatório em ver isso ao saber o que ele tinha feito.                  Sansa saiu rapidamente da sala, deixando Midoriya lá todo arregaçado. Há como isso iria dar uma bela filiação... Erguendo um pouco a cabeça e estando em um estado deplorável ele se olhava no espelho. Seu nariz ainda estava inchado, mas não quebrado. Seus olhos pareciam injetados e estavam vermelho de tanto chorar. Seu queixo estava melado de baba após seu grito, ele se sentiu satisfeito ao saber que atuava tão bem... Talvez ajuda-se saber que ele desengarrafou um pouco de suas emoções para usar como ajuda nesse caso.                  Após um longo momento de espera, entravam na sala o All Might, Nezu e o detetive. Eles olharam para Midoriya por um estante vendo como o garoto parecia tão... Menor e indefeso do que nas fotos e relatos que recebiam, ele realmente era tudo aquilo? Eles saiam dos pensamentos enquanto Nezu gargalhava e batia palmas, o rato entrou no seu modo insano. Todos da sala, e até quem estava do outro lado do vidro se arrepiaram.                  -Humanos são seres tão intrigantes! - Exclamou o camundongo(?) sua calda enrolava entre si enquanto ele se aproximava da cadeira. -Usando a população e a mídia contra nós? Essa foi uma jogada de mestre... Não pensei que iria fazer uma coisa dessa. - Exclamou o rato ainda a gargalhar.                  -Ahn? - Perguntava inocentemente o garoto enquanto continua um pouco de seu choro. Com a presença de Nezu na sala ele se encolhia um pouco, era visível seu m*l-estar. As gravações mostrariam que ele nem sequer havia recebido um pouco de água.                  -Enfim! Vamos direto ao ponto- Falou o rato vendo onde essa atuação iria dar. Esse jogo ficava cada vez mais interessante. -Vamos começar as perguntas. -                  -Basta responder com um Sim ou Não. - Acrescentou o detetive que encarrava fixamente o garoto, seu olhar foi o suficiente para o menor se encolher ainda mais. -Qual seu nome? -                  -Izuku Midoriya- Sussurrou tão baixo que m*l conseguiram ouvir. A resposta contou como correta.                  -Quantos anos você tem? -                  -N-não sei... Eu não me lembro quanto tempo exatamente eu permaneci no tártaro... 16...17...talvez…- Incrivelmente a resposta contou como verdadeira. -Desculpa…- Era visível o desejo de Nezu de explorar cada comportamento de Midoriya, ele estava se contendo ao máximo para não agarrar e fazer ele de sua cobaia.                  -Você conhece o paradeiro de Inko Midoriya? - Perguntou Detetive de forma seca.                  -Sim- ele respondeu e deu como verdade. As pessoas da sala e do outro lado trocaram alguns olhares com a reposta.                  -Você matou Inko Midoriya? - Nezu perguntou. A pergunta vez Midoriya estremecer e voltar a chorar.                  -N-não!! É-la e minha mãe, eu nunca a machucaria! - Berrou o garoto totalmente na defensiva, novamente contou como verdadeiro a resposta.                  Assim que Midoriya foi taxado como ‘procurado’ por Nezu o garoto vez de tudo para conseguir dinheiro rápido e ao ter uma quantia boa o suficiente ele voltou para sua casa. Demorando bastante tempo e com uma boa persuasão ele obrigou, coagiu, convenceu sua mãe a se mudar de cidade, ir para bem longe, para que os respingos da verdade não chegassem até ela. Midoriya havia lhe dado dinheiro suficiente para sobreviver por cerca de vinte anos tendo uma vida humilde, e continuava a depositar boa parte do dinheiro que ganhava na conta dela, através de várias outras constas. Inko provavelmente estava rica e vivencio pacificamente, pelo menos, esse era o desejo de Midoriya. Ele realmente não queria arrastar sua mãe para sua vingança pessoal.                  -Onde ela está? - Perguntou All Might, cortando os demais da sala.                  -Não sei. - A resposta foi contada como verdadeira. Ele não estava mentindo? Ou ele estava contornado sua individualidade de detectar mentiras?                  -Certo... Vamos mudar o tópico... Você se lembra o que aconteceu dois anos atrás? - Perguntou o detetive, olhando para a câmera, tendo certeza que estava ligada. Seu testemunho era importante.                  -Sim.                  -Pode nós contar sua versão da história?                  -Imagino que já saibam os eventos da USJ... Então vou encurtar a história... Eu estava assustado, um pouco assustado. Eles queriam m***r All Might com aquela coisa... Nomu, não é? Eu não conseguia acreditar.... Depois tudo ficou preto, eu cai na água... Tsuyu, acho que era Tsuyu, me resgatou... Devo muito a ela... Depois disso lembro que lutamos e por fim All Might chegou e salvou todos.... No dia seguinte eu estava sendo levado da U.A para o tártaro…- Sua voz travou um pouco, novamente suas soluções forçadas voltavam à tona -Eu fiquei sozinho... Ninguém importava comigo... Me abandonaram... Levaram tudo que eu tinha como prova... Eu.... Eu queria ter morrido... Eu não consigo…- Ele desabou novamente no choro, All Might sentiu remorso enquanto Nezu estava fascinado. -Depois.... Eu só lembro de hoje... Me trouxeram para cá... E agora estou aqui...- Midoriya havia encurtado e escondido muitos fatos para a individualidade contar como verdadeira, e como foi seu pensamento foi confirmado.                  -Você conhecia a Liga ou trabalhou para eles naquela época?                  -N-não! Eu não fiz nada- Bufou o garoto enquanto fungava seu nariz. Verdade novamente.                  -Certo...- Disse o detetive. Isso comprovava em partes que Midoriya era inocente, faltava ainda o resto das provas coletadas, mas isso era o suficiente.                  -Há aproximadamente oito meses atrás, Izuku Midoriya, causou uma rebelião e escapou do tártaro. - Falou Nezu de forma robótica, ele queria forçar o garoto ao máximo. -Assassinando duas pessoas no processo... O que você tem a dizer sobre isso?                  -Seu... É-se uma pessoa com uma individualidade poderosa não e capaz de escapar o que lhe faz pensar que alguém peculiar como eu seria capaz de fugir do tártaro? - Midoriya teve que conter seu sorriso ao ver a carranca que Nezu vez, se aquilo fosse uma carranca.                  Nezu não poderia forçar mais, contar que All For One escapou causaria muito pânico e muita coisa começaria a ser questionada, ainda mais conhecendo Midoriya e seus jogos sujos, essa conversa iria para a mídia, de uma forma ou de outra.                  O detetive percebeu a situação com facilidade e começou a abrir alguns arquivos com fotos e jogou contra a mesa, Midoriya tinha uma noção do que poderia ser e com uma má vontade ele enfiou sua língua o mais fundo que conseguia para provocar um vômito.                  -Você reconhece algumas dessas pessoas? - Perguntou Detetive. Cada foto representava as vítimas que Midoriya havia matado e escrito o nome dos estudantes. Midoriya demorou um pouco para se curvar para frente e ao ver as imagens ele se jogou para o lado e vomitou contra o chão.                  -Sangue! Muito! - Ele falou forçando um espanto enquanto se recuperava do gosto h******l em sua boca.                  -Responda à pergunta! - Exigiu All Might, encarrando fixamente Midoriya, o vômito foi exagerado?                  -Eu desconheço qualquer uma dessas pessoas.... N-Não tinha como eu m***r elas dentro do tártaro é-se e isso que estão sugerindo…- Novamente uma resposta na qual eles não podiam rebatar sem se expor muito. -Gostaria de um advogado- Sussurrou Midoriya.                  -Vamos providenciar um- Bufou Nezu. Obvio que o garoto ia se fechar agora, justo agora que as coisas estavam andando. Em silêncio todos saíram da sala, eles iriam garantir o primeiro advogado de porta de cadeira que acharem para Midoriya e estariam satisfeitos.                  -m***a! VOLTEM! - Gritou Aizawa saindo da sala de vidro, ele correu em direção a porta da sala de interrogatório seguido de All Might e Nezu, o Detetive vinha logo atrás, os olhares de todos estavam naquele quarteto a arrombar a porta da sala.                  -Me ajuda! - Berrou Midoriya enquanto era sugado por um vórtice n***o que se abria aos seus pés, sem esforços ele estava sendo devorado pelo portal de Kurogiri enquanto berrava por ajuda, claro, novamente, uma atuação.                  Após o portal se fechar Aizawa socou contra a parede enquanto Nezu segurava seu riso, ele sabia que se risse naquela situação iria dar problemas para ele. All Might estava visivelmente frustrado enquanto o Detetive suspirava e andava até a sala de câmeras, apenas para todos receberem uma mensagem de um número privado com a gravação da incompetência da força policial em salvar um garoto.                                       Atravessando o portal, Izuku logo parava seu choro e tossia um pouco para endireitar sua voz, ainda contido em suas algemas ele encontrava boa parte da Liga no bar. Kurogiri como sempre ilustrando seus copos, Dabi e Toga estavam satisfeitos com o notebook em mãos, provavelmente procurando o melhor momento para me tirar de lá e Shigaraki sem muito esforço caminhou até Midoriya e sorrio de forma sádica enquanto olhava o corpo do menor.                  -Meu cachorrinho finalmente chegou- Ele disse em um tom quase cômico, se não fosse por seu rosto e seu sorriso provavelmente teria sido uma piada boa. Midoriya foi rapidamente surpreendido quando Shigaraki retirava uma coleira de trás do balcão e colocava no pescoço do garoto, a apertando um pouco mais que o necessário. -Prontinho. - Ele sorriu satisfeito.                  Midoriya quase vez uma carranca, sua política de continuar sorrindo sempre vinha a frente, olhando para Shigaraki e logo olhando para o espelho atrás dos copos e bebidas ele notava que a coleira era preta com a costura, de couro, verde. Existia uma argola com o nome ‘Izuku’ na frente, que vez Midoriya rosnar, enquanto analisava si mesmo ele não percebia que Shigaraki havia colocando uma guia em sua coleira e o puxado para perto.                  -Oh... Desculpe não curto essas coisas- Falou Midoriya dando alguns passos para frente. Ele estava tentando ser educado já que sabia que havia aceitado esse tipo de acordo, mas não estava esperando tamanha humilhação.                  -Estou apenas mostrando a todos que você e minha propriedade. - Disse Shigaraki. Dabi bateu sua cabeça contra a mesa para não chorar enquanto Toga corria em direção a Izuku num piscar de olhos e sorria ao ver ele.                  -Tão indefeso e fofo- Disse de forma apaixonada. Seu sorriso estava aberto a babar enquanto suas bochechas estavam completamente vermelhas, sua voz estava mais sádica que o normal. Quem poderia culpar ela? Midoriya estava numa situação deplorável e ainda estava algemado e com uma coleira. -Deixa eu ficar com ele, eu juro que alimento! - Implorou a garota para o vilão da p*****a.                  -Não. - Disse de forma seca enquanto olhava para o garoto que suspirava de alegria. Ele realmente tinha medo do que diabos Toga poderia fazer com ele nesse momento. Shigaraki se aproximava de Midoriya, tão perto que daria para contar cada sarda em seu rosto. -Vou te apresentar a liga, formalmente agora... E só para avisar, eu espero que você seja um bom cachorrinho, realmente não quero te castrar! - Afirmou.                  Dabi caiu na gargalhada enquanto se levantava e ia até o grupinho. Toga estava muito empolgada para raciocinar e Midoriya havia congelado brevemente com a ideia de ser castrado. -Já que agora ele faz parte oficial da liga- Disse Dabi entrando na brincadeira -A liga deveria entrar nele-.                  Midoriya novamente congelou, seu sorriso havia sumido e uma grande intenção assassina surgia do menino, o ar ao seu redor ficava mais pesado e Dabi recuou um pouco, mesmo Shigaraki que não era a intenção de seu foco sentiu a atmosfera passada.                  -Pense nisso novamente que eu vou arrancar o teu p*u e enfiar tão fundo no teu cu que tu vais ficar cuspindo sêmen por uma semana inteira! - Sibilou lentamente, para ter certeza que ele entenderia tudo direitinho. Ao completar sua frase toda aquela áurea sumia. -Pelo menos posso tirar as algemas? - Choramingou, o total contraste de um momento para outro.                  -Ainda não. - Disse Shigaraki aproveitando cada momento de angustia que Midoriya estava tendo por estar sendo contido. O garoto hiperativo e animado estava realmente desconfortado com essa situação, era algo que ele queria e precisava ter por mais tempo, ele queria que isso dura-se. Era sua vingança pessoal por cada briga.
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