-Cara.... Aquilo foi tão... Nojento! Tipo... Eu pensei que ia ser algo legal ou empolgante, no mínimo, mas no final foi grotesco... E aquele cheiro ficou em toda a sala... Foi... Nojento! Agora eu entendo por que você usa máscara e luvas o tempo todo...- Desabafou o esverdeado enquanto acompanhava o vilão conhecido como Overhaul.
-Da... Para.... Calar? - Disse o rapaz tentando ser educado. Você poderia processar o adulto pela encherão de saco de Midoriya? O sardento vive reclamando e faz de tudo para transformar a vida de todo mundo um inferno com suas palavras e ações. Não é culpa dele tentar ser minimamente educado com quem ele trata de negócios, principalmente envolvendo uma quantidade absurda de informações.
-Eu posso calar se me deixar ver a Eri- Barganhou o rapaz. O que causou um longo suspiro no vilão que pensava onde foi que errou ao conhecer esse garoto. Ele jurava que se não fosse pelas negociações fortes que ele tem com outras entidades do submundo já teria matado ele a muito tempo.
-Não. - Respondeu com firmeza, o que causou um beicinho no menor. Insatisfeito com sua resposta, o garoto, se esgueirava para frente de Overhaul e andava de costas encarrando o adulto, com um olhar de cachorrinho e um beicinho que só aumentava, talvez se Midoriya fosse mais novo funcionasse melhor, mas com sua carinha de bebe, ainda funcionava. -Ainda continua sendo não! -.
-Por que...? - Choramingou o garoto sem tirar sua carinha, ele estava fazendo drama e agindo de forma tão infantil que Overhaul teve que parar um momento para não voar na cara dele, o que já era uma vitória pessoal para os seus ‘guardas’. Mas com toda certeza alguém iria morrer hoje só de contra gosto de Overhaul, ou talvez, para conseguir se acalmar, mesmo que seja só um pouco.
-Dá última vez que você a viu…- Suspirou antes de continuar -Vocês quase botaram fogo no laboratório ao tentar fazer.... Cookies... francamente, quantos anos você tem? - Perguntou com um olhar de reprovação, o que fez o menor desviar sutilmente seu olhar, culpa, talvez.
-Eu queria agradar ela... Você e tão m*l, deixa ela trancada o dia todo, eu tentei fazer algo decente para ela...- Disse com dificuldades, já que se recusava a retirar seu beicinho, as palavras saiam com quase um apito pelo ar sendo expulso de sua boca. -E minha idade não representa minha personalidade, você deveria saber disso. - Afirmou de forma grosseira, lançando um olhar petulante para o vilão que rosnou com a resposta.
Overhaul se recusou a continuar conversando com uma criancinha de cinco anos, mesmo que após o silêncio o menor parecia estar emburrado e tentava chamar a atenção de Overhaul, caminhando em torno dele e o circulando igual um cachorrinho perdido. Ao não ter a atenção desejada Midoriya apenas voltou com seu beicinho e virou de costas, andando para onde sabia que a Eri estava.
-Onde diabos você vai?!- Berrou o vilão voltando sua atenção para Midoriya. O garoto ia tanto naquela base subterrânea ‘nova’ que já havia decorado boa parte de onde as coisas ficavam, principalmente a comida e o quarto da Eri.
Para ser sincero, o relacionamento que os dois tinham era um tanto estranho... De início Eri não gostava dele, tentava se afastar, chorava ou até mesmo fugia, mas aos poucos ela gostou da personalidade infantil e birrenta do garoto e ambos viraram melhores amigos para sempre. Literalmente! Eri tem isso em um desenho para provar! O acidente do biscoito foi ao acaso, ambos pensaram que poderia ser legal tentar fazer algum doce e esgueirando pelos corredores árduos daquele lugar ele foi até um laboratório e derrubou alguns seguranças, invadindo, e tentando assar Cookies com um maçarico. Idiotice? Talvez! Mas Midoriya não usava muito o cérebro quando estava se divertindo ou quando não estava focado em sua vingança pessoal ou seus sonhos e objetivos. Midoriya era um gênio burro.
-Se não vai me dar atenção eu vou atrás de alguém que me dê atenção! - Bufou o garoto.
Overhaul suspirou e contou mentalmente até dez, Deus tinha que lhe dar paciência para aturar uma criança. Uma nota mental que ele havia feito era NUNCA, mas NUNCA fazer acordos ou negócios com gente nova... Isso era pior que o inferno. -Vamos conversar, eu vou te dar atenção. - Sibilou enquanto encarrava Midoriya que abria um sorriso vitorioso no rosto, e como aquilo irritou o vilão.
Andando pelos corredores até entrarem em uma sala quieta e calma, o garoto se sentava bonitinho sobre o sofá, evitando colocar o pé em qualquer lugar para não incomodar o vilão, claro, ele sabia que isso realmente o tirava do sério, mas que sua atitude infantil. Levando sua mão para sua mochila amarela cintilante o garoto retirava um caderno e colocava sobre a mesa.
-Tudo que me pediu- explicou o garoto com um sorriso adorável. O vilão por sua vez pegou o caderno e o folheou, Midoriya estava esperando um elogio, parecia um cachorrinho olhando atentamente seu dono com um pedaço de comida.
-Tudo ok...... Bom trabalho garoto- As últimas palavras custaram a sair por sua garganta, elas paravam e coçaram bastante antes de finalmente saírem. Midoriya ficou satisfeito com o elogio e ainda mais quando um dos capangas de Overhaul lhe trouxe o dinheiro. -Agora vai embora... Eu realmente não tenho mais paciência para lidar com você hoje. - Disse com franqueza.
O garoto sardento não pode deixar de se sentir culpado com isso, mas logo deu um sorrisinho inocente e desviou seu olhar, fingindo que não era com ele. Midoriya queria e desejava ver Eri hoje, ele queria contar sobre o mundo lá fora e falar sobre o arco-íris que ele viu! Eri ficava fascinada sobre as histórias, censuradas, de Midoriya de como foi ir ao mercado ou passear pela estrada, claro que Midoriya ocultava muita coisa e acrescentava MUITA, mas MUITA coisa sobre o que realmente aconteceu. Eri sabia ou achava suspeito quando ele disse que um carro saiu voando, mas ela nunca criticou, ela gostava da forma que Midoriya contava histórias.
-Se eu te deixar ver ela tu vais parar de encher meu saco e promete não tacar fogo em mais nada? - O garoto concordou com a cabeça, sua empolgação era suficiente para fazer Overhaul se cansar, com toda certeza eles iriam tacar fogo de novo em algum lugar. -Só... Vai. - Afirmou o vilão. Com essa resposta Midoriya saiu de forma animada e contente da sala de negócios, e logo enfiou o dinheiro em sua mochila para ir galopando até o quarto da Eri.
-Como Midoriya pode dar tanto trabalho? Pensei que ele era um peculiar...- Falou Momo ao fechar a porta da sala comunal.
Após o fim da reunião todos foram caminhando juntos para os dormitórios da U.A. O clima estava em silêncio e todos não queriam mencionar nada, Jirou, ainda estava em choque sobre a realidade do que aconteceu e Bakugou, mesmo estando irritado, pareceu quieto e silencioso, por mais incrível que pareça. Ao entrarem Momo tentou quebrar o clima e o silêncio.
-Ele não passa de um inútil! Ele escapou para se colocar em mais problemas! - Berrou Bakugou. -Não passa de um i****a inútil! - Confirmo sua teoria ao se jogar sobre o sofá, afundando mais ainda sua b***a sobre o seu lado do sofá, o qual tinha a marca de seu traseiro perfeitamente. Anos de uso e pratica para conseguir ter realizado tal feito.
-Você não está nem um pouco incomodado que nós, tecnicamente, heróis mandamos um inocente para a prisão mais perigosa do mundo? - Falou Uraraka em um tom sério, elevando sua voz algumas oitavas. -Deveríamos proteger eles e ao invés disso nós o machucamos! -
-Eu vou fazer um chá- Falou Todoroki totalmente em sua vibe, andando calmamente até a cozinha como se nada tivesse acontecido. Talvez a ficha ainda não caiu ou talvez sua falta de expressão e comunicação o fizeram simplesmente não raciocinar sobre o comentário de Uraraka.
-Acidentes acontecem.... Não tínhamos como saber- Jiro deu de ombros enquanto andava até as escadas. Ela estava sendo acompanhada por Hagakure, pelo menos todos achavam, já que era apenas um uniforme flutuante. A garota queria permanecer sozinha naquele momento.
A turma estava bem espalhada e separava naquela sala, enquanto alguns paravam para ouvir a conversa na escada, outros apenas caminhavam para outro canto, em choque ou em silêncio, era algo confuso para todo mundo. O choque era alto mais era valido, eles precisavam discutir isso uma hora ou outra ou a culpa iriam o consumir por dentro.
-O que aconteceu, aconteceu... O que podemos fazer e pedir desculpas para ele e rezar para ser perdoado. - Sugeriu Koda com um sorriso simpático. Sua voz foi tão baixa que todos tiveram que segurar a respiração para ouvir tudo.
-Você apenas esqueceu que Midoriya estão caçando e .... -Kirishima evitou a palavra até saber ou ter certeza que Kaminari estava morto. Ele não queria utilizar uma palavra forte na frente de Jirou que estava em um momento difícil. -Sabe se lá o que diabos ele está executando com eles...-
-f**a-SE- Berrou Bakugou enquanto se levantava, uma explosão vinha do braço do sofá, criando um buraco no tecido. -Eu vou fazer o que eu deveria ter feito a muito tempo antes! - Em um pulo Bakugou acelerava seu passo rumo a porta, Kirishima tentou impedir, mas era tarde demais. -Eu vou m***r aquele imprestável! - Concluiu abrindo a porta.
-Sente-se- Ordenou Aizawa que estava do outro lado da porta. Sua individualidade estava ativa, seus fios de cabelos estavam desafiando a gravidade enquanto a sombra que lançava sobre seus olhos emitia a luz vermelha de sua peculiaridade. Bakugou tentou avançar, mas o professor não dava trégua, qualquer sinal de resistência ele usaria a sua arma de captura sem pensar duas vezes.
-OK! - Berrou ainda mais alto, dando meia volta enquanto batia o pé no chão. O loiro parecia uma criança irritada quando não ganhava o que queria, batendo o pé e andando irritado por aí, só faltou bater à porta, um típico de comportamento que Aizawa detestava.
-Chamem todos para a sala Comunal- Ordenou novamente. Sua voz estava um pouco mais seria que o normal e seu cansaço pareciam ter desaparecido. Ao entrar na casa o professor fechou a porta enquanto olhava os alunos o encarrando fixamente. -Agora! - Reforçou enquanto ficava junto a porta esperando todos se reunirem na sala comunal.
Uma vez com todos os alunos na sala, Aizawa-sensei, caminhou até o centro dela e os olhou fixamente antes de respirar fundo. Ele estava escolhendo as melhores palavras para utilizar nesse caso, Nezu o havia informado para aliviar a tensão que poderia ter se formado na 3-A com aquela declaração.
-Izuku Midoriya já assassinou dois de seus companheiros. - Começou com desdém. -Denki Kaminari foi mantido em c*******o em uma espécie de jogo doentio e decidiu retirar sua própria vida do que morrer afogado por Midoriya. - Suas palavras foram um choque para Jirou. -Pensávamos que após a morte de Kaminari, a pessoa que causou a ruina de sua vida, ele pararia e ficaria em silêncio ou simplesmente desaparecesse da cidade, qualquer coisa. Mas aparentemente ele não está satisfeito. - O professor respirou fundo, dando tempo para os alunos processarem a informação. -Minoru Mineta foi sua segunda vítima. Midoriya o capturou e ... Mudou seu corpo... Por falta de uma palavra melhor, antes de deixá-lo ser abusado sexualmente até sua morte. - Uma cara de enjoou e choque se espalhava entre os alunos. -Ele não está matando apenas quem teve ligação direta com ele, ele está matando qualquer pessoa envolvida com a 3-A.... Meses atrás ele começou uma série de assassinatos em massa, a cada corpo ele escreveu um nome de um aluno, pensamos que ele estava seguindo essa lista, mas obviamente, ele está matando aleatoriamente. - Novamente ele esperou todos entenderem a gravidade da situação antes de continuar -Midoriya está, agora, envolvido legalmente com a Liga Dos Vilões. Ele pagou ou vez qualquer coisa semelhante a isso para sequestrarem Mineta em plena luz do dia, vimos na câmera de segurança. Shoji foi internado tentando proteger seu amigo.... Izuku Midoriya e altamente perigoso e seu envolvimento em crimes recentes só provam o quão determinado ele está em continuar seu rasto de sangue. Ele foi colocado como prioridade máxima para todos os heróis da cidade. - Aizawa respirou fundo, ele precisava de um pouco de ar. Um garoto gentil e atrapalhado se transformou em um mostro com um gosto por sangue. -Caso... Caso vocês o virem ou qualquer coisa semelhante a isso, não lutem, recuem e peçam ajuda. Ele já ameaçou abertamente que estão caçando cada um dessa sala e eu realmente acho que nada vai pará-lo.-
-Por que ele está fazendo isso? - Perguntou Momo, pela cara e expressão de todos era o que todo mundo queria saber.
-Simples... Ele os culpa por mandarem para o tártaro. - Respondeu de forma seca e grossa. Suas palavras expressavam uma pitada de raiva e culpa, muito de si mesmo por deixar que isso acontecesse.
-Mas nem todos estávamos envolvidos nisso! Não tivemos culpa pelo o que Kaminari vez! - Insistiu a garota de r**o de cavalo.
-A morte de Mineta foi seu recado. Mineta não tinha nada contra Midoriya e mesmo assim foi brutalmente morto. -
Nezu finalmente chegava no lugar que Midoriya havia enviado, como cortesia o estranho animal hibrido havia enviado o endereço para a força de polícia para chegarem primeiro e irem adiantando tudo que poderiam. O lugar era uma fábrica de cola nas redondezas, que foi desativada a alguns anos e transferida para um outro local, mas afastado, da cidade após grandes protestos do cheiro e de maltrato de animais.
Seu interior era bastante semelhante à da estação elétrica. Comida espalhada junto com alguns saquinhos de feijão para se sentar. O chão era uma bagunça de barro, o que fazia sentido, já que nesse bairro nem todas as calçadas eram asfaltadas. Nezu suspirou ao saber que outro de seus alunos havia acabado de falecer.
Policias entravam e saiam da cena do crime, antes de Nezu poder entrar na sala principal ele recebeu uma máscara de um dos guardas e como ele ficou grato ao ver aquela cena do corpo. Ele se aproximou e olhou rapidamente tudo que podia antes do forte cheiro embrulhar seu estomago. Não era apenas um cheiro de morte qualquer, Mineta havia se cagado todo, literalmente. Se retirando ele finalmente pode respirar um pouco de ar limpo, seu olfato era mais apurado que de um humano, isso não dava para negar.
-Nezu, você veio. - Falou o comissário geral que acabava de sair da cena do crime, que ainda estava sendo fotografada. -Notícias sobre seus alunos? Estão todos bem? -
-Sim, não se preocupe com isso...- Respondeu o rato. Era irônico o homem m*l se importava com todos e agora estava querendo ser atencioso.
-Queria pedir sua ajuda.... Tudo parece tão aleatório. - Confessou indo direto ao ponto. Isso explicava a estranheza do rapaz em tentar puxar assunto com o Diretor da U.A que estava tão a par e dentro da investigação.
Nezu parou um pouco para pensar, ainda era muito cedo para seguir um padrão exato, mas tudo parecia se encaixar como um quebra-cabeças. Olhando não era tão obvio, mas sabendo e conhecendo os alunos era algo que funcionava tão bem. Como um interruptor a ligação veio direta em sua cabeça. Como esperado de uma das mentes mais brilhantes do mundo!
-Ele está matando de acordo com a personalidade e a individualidade do Aluno! - Declarou Nezu. Sem piscar o comissário rapidamente pegou seu bloquinho e uma caneta e começou a anotar. -Kaminari tem uma personalidade brincalhona e vive gravando e postando vídeos de jogos com a turma, sem contar que sua individualidade e eletricidade. Sua morte representa o jogo e o lugar a sua individualidade. Mineta tem a personalidade pervertida e ninfomaníaca, por mais que me doa falar isso, e sua individualidade e basicamente uma super cola em seus cabelos.... Sua morte representa seu lado t****o e a fábrica de cola representa sua individualidade. Então o próximo que for sequestrado será mais fácil de encontrar com vida. - Concluiu o roedor(?).