Capítulo 7

854 Palavras
Lev Bolshakov Saber que a viborazinha anda por aí com uma identidade falsa, se passando por maior de idade e entrando em bares e baladas, faz meu sangue fervilhar. E a pior parte é saber que Olivia e Markus não controlam essa garota, e se tudo que meu pai tiver falado for verdade, Adelie é uma cópia piorada da rebeldia de Olivia, o que vai me gerar muitos problemas. Droga, por que Adelie tem que ser assim? O espião que coloquei atrás dela me informou que Adelie andou sequestrando um homem que, de acordo com as investigações que fiz, é um espião albanês. Provavelmente a essa hora o homem está morto, porque tenho certeza que ela e aquele soldadinho que está sempre colado na garota já o mataram. Com certeza eu poderia tortura-lo muito melhor, e arrancar diversas informações, mas como aquela viborazinha encapetada conseguiu colocar as mãos nele primeiro, acabei ficando atrás. Não sei como Adelie conseguiu ficar um passo na minha frente, mas isso precisa parar! Assim que eu colocar as mãos nela vou ensiná-la a se comportar, nem que para isso eu precise quebrar nossos laços. Não vou fazer isso por prazer, mas para manter Adelie segura. Eu… eu não sei o que faria se algo acontecesse com ela. Meu futuro é com ela, meus pensamentos são com ela, e meus objetivos só vão ser alcançados se eu tiver essa mulher do meu lado. _ Calma Lev, respira fundo. Você vai conseguir colocar juízo na cabeça dessa maluca! _ Murmurei. Assim que estacionei em frente a propriedade da filha do chefe, senti meu peito apertar. A ansiedade para ver Adelie estava gritando. _ Seja bem vindo, senhor Lev. _ Disse Dante, marido de Thalia. _ Vim buscar minha noiva! _ Falei sem rodeios. Ele apenas assentiu e me deu passagem. Esperei e Dante andou na frente, entrando na casa enorme que parece de campo. Observei ao redor e vi que há muitos soldados, e aqui parece um lugar relativamente seguro. Dante sentou ao lado da loira na mesa. Já os meus olhos capturaram os de Adelie, que me olhou intensamente. Meus pelos ficaram arrepiados, e sei que os dela também. Adelie soltou o ar que parecia preso, e só sai do transe ao ouvir a voz da mulher loira. _ Sente-se, senhor Lev, será uma imensa honra recebê-lo em nossa casa._ Disse ela em um tom cortês. _ Obrigado, senhora Thalia, mas vim com o objetivo de buscar minha noiva! _ Foi inevitável não passar minha raiva e inquietação na voz. Notei que ela ficou levemente incomodada. Provavelmente minha presença a deixa assim, já Adelie me fez suspirar. _ Entendo… bem, Adelie se serviu a pouco, e está com fome. Se não se importar de esperar, pode ficar aqui conosco e nos contar como foi sua viagem. _ Disse Thalia. Adelie puxou a cadeira, e me deu aquele sorriso de quem está visivelmente aprontando. Conheço essa garota como a palma da minha mão, e se ela pensa que vai me enganar, está muito errada. _ Bom… então vou me servir. _ Murmurei. _ Como foi de viagem, senhor Lev? _ Perguntou Dante. _ Muito bem, mas pode me chamar somente de Lev, até porque você é mais velho. _ Respondi em um tom cortês. É bom ser recebido bem, ainda mais em lugares que não conheço, pois vejo o medo transparecer no olhar das pessoas, e por mais que eles estejam tentando disfarçar muito bem, percebo que não sabem o quão imprevisível uma pessoa como eu pode ser. _ Não precisava ter vindo. _ Resmungou Adelie. _ Precisava, você é igual a sua mãe. É inconsequente, e vive um dia após o outro como se fosse o último. Estou zelando pela sua segurança, por você! _ Falei encarando-a nos olhos. Adelie ficou em silêncio, confirmando que com toda certeza está fazendo papel de mocinha virgem e comportada para Thalia, ou talvez, esteja se passando por uma garota rebelde com vontade de viver uma vidinha normal, e é claro que vou embarcar nessa piada, já que sei muito bem que essa víbora está metida até a cabeça em uma m***a muito mais profunda do que pode imaginar. _ d***a, sua família chegou! _ Disse Dante. _ Precisa conversar com esses soldados, não é porque é minha família que podem chegar assim, que saco! _ Thalia parecia bem irritada. Em questão de um ou dois minutos o Chefe da máfia italiana entrou no nosso campo de visão, olhando tudo, e junto a ele seu trio de conselheiros e amigos. Levantei para comprimentá-los, e Matteo olhou dentro dos meus olhos. É nítido seu aborrecimento, mas infelizmente não posso fazer nada a respeito disso, apenas vim buscar algo que me pertence. _ Precisamos conversar, garoto. _ Disse ele. _ Tem um escritório logo ali, é a prova de som, então podem ficar tranquilos. _ Dante ofereceu com cortesia, mas a preocupação parecia pingar em seu rosto. Eu já sei sobre o que ele deseja falar, mas não posso em hipótese alguma revelar que minha víbora está metida nisso, senão as coisas vão piorar ainda mais…
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