Capítulo 23

1556 Palavras
Max Eu fiz somente o meu trabalho, mas devo admitir que foi bom ver Adelie tão agradecida. Eu gosto dela, é uma boa menina e tem um coração de ouro. Eu nunca falei, mas Adelie é muito diferente de todas as garotas e mulheres que já conheci. Ela é especial, pois tem tudo para ser uma garota mimada que vive em um castelo cor de rosa, mas ao invés disso ela decidiu sujar as mãos e correr atrás da p******o dos pais e irmãos, isso sem dúvidas é magnifico. Sei que ela é comprometida, e seria um erro fatal da minha parte me apaixonar, mas isso não impediu meu coração de criar uma leve fagulha. Por sorte não é algo tão grandioso assim, porque senão com certeza eu estaria fodido e minha família precisa de mim. Passar a noite ao lado dela foi estranho. Não fiquei interessado em Adelie nem por um instante, nem sequer um pensamento que pudesse me deixar e******o. Senti paz e tranquilidade, pois eu sei que ela é confiável, e ao lado dela eu posso dormir tranquilamente. Agora, depois de tomar um tiro ao lado dela e ver o tamanho do seu desperto me sinto ainda mais em casa. Porém, tudo mudou de repente, como uma nuvem de chuva que me pegou de surpresa. Maria Guadalupe é o nome dela, conhecida por Florzinha, por ser muito bonita, gentil e delicada como uma flor. Pelo menos foi isso que ouvi dos soldados enquanto cochichavam. Ela tem pouca idade a mais que Adelie, acredito que tenha uns vinte anos, talvez. A única coisa que sei até agora, é que Guadalupe, ou melhor, Florzinha, cursa medicina pois começou muito cedo, e ama ajudar os mais necessitados. Tulio, seu pai, é um amigo muito próximo de Olivia, e não sei muito a respeito do envolvimento dos dois. Ela me viu e cuidou de mim, foi gentil, e foi inevitável não me sentir estranho ao seu lado. Ela fez tudo com tanta delicadeza que m*l senti dor, apenas um desconforto. Ela sorriu e me explicou que eu precisava ficar deitado, de repouso, e por mais que eu me recusasse, ela insistiu até que me convenceu. Depois da visita de Adelie e por descobrir que Florzinha é solteira, senti que talvez se ela me conhecesse melhor poderia gostar de mim. Mas tudo na minha vida muda muito rápido. Eu me toquei que ela é filha de liderança, e filha de liderança não casa com soldado amador, ainda mais um soldado que recém foi admitido na máfia. Eu mesmo criei uma fanfic na minha cabeça, e eu mesmo destruí. Abri meus olhos sentindo meu braço extremamente dolorido. Tentei sentar na cama, mas não consegui, meu corpo parece mole, muito fraco. Soltei um longo suspiro, preciso saber se Adelie está bem, como ela está se sentindo, pois na visita que me fez notei que seus olhos estavam muito preocupados. _ Não pode levantar, mocinho! _ A voz que chegou até mim foi suave e baixa, quase como um sussurro. Olhei em direção a porta, e lá estava a ruiva fogo, com pele pálida e olhos castanhos. Fiquei em silêncio, envergonhado com a minha própria existência. Ela pareceu nem ligar, e entrou no quarto mexendo no aparelho de soro. _ Precisa descansar mais, e vai passar o dia de repouso! _ Disse em um tom autoritariamente suave. _ Tenho trabalho a fazer, senhorita. _ Não, por enquanto não tem. Adelie vai passar os próximos dias por aqui, até que você tenha se recuperado. _ Olhei para ela com surpresa, já que Adelie pretendia sair da cidade após o dia dos mortos. _ Ela se importa com você, e não vai sair daqui sem que esteja recuperado. Agora, seja um bom garoto e fique deitado, descansando bem. Ela sorriu gentilmente, e senti um negócio constrangedor acontecer. Parei de encara-la como se ela fosse o próprio capeta, virando meu rosto para o outro lado. Florzinha não entendeu, mas vi que ficou um pouco desconfortável. Ela ajustou o soro e saiu do quarto. Olhei para baixo, vendo meu p*u completamente duro, e fiquei irritado. Como isso pode acontecer? p***a! Isso é péssimo, não posso ficar assim quando ver ela, senão estarei fodido. Fechei meus olhos, sentindo um sono pesado me pegar. Será que Florzinha me dopou? Olhei para o soro, o vendo pingar em câmera lenta. Aquela ruiva me dopou, com toda certeza! (...) Acordei horas depois, um pouco desorientado, dolorido e com muita fome. Assim que abri meus olhos encontrei Adelie sentada na poltrona com o seu tablet rosa em mãos. Ela estava concentrada, e fiquei encarando-a e admirando a concentração. _ Certamente tem algo muito bom nessa tela, já que está com a cara séria. _ Falei rindo. Adelie arregalou os olhos e riu. _ Sim, uma chuva de informações novas que meu querido futuro sogro conseguiu para nós! _ Ela levantou animada e veio me mostrar a tela. Dmitri resolveu se aliar a Adelie, mantendo em segredo de Olivia tudo que estavam conseguindo descobrir. Adelie me mostrou uma linha de planos que a máfia albanesa havia planejado, e também as raízes que fizeram em alguns países ao longo dos anos. Nada demais, mas que poderiam facilmente desestabilizar alguns aliados. Não me pareceu bom, mas pelo menos nossa missão estava progredindo. Eu sei que Adelie quer fazer as coisas sem que Olivia saiba, e sem envolver a mãe em toda essa bagunça, mas eu tenho certeza de que se a mulher soubesse o que a filha está fazendo, certamente daria todo o apoio, e a caçada seria mais fácil por ela já conhecer o inimigo. _ Ainda não temos imagens do rosto do nosso inimigo? _ Perguntei. _ Não, infelizmente ele ainda é um fantasma, e não sabemos praticamente nada a respeito. _ Disse ela um pouco chateada. _ Vamos dar um jeito nisso, e logo vamos ter o rosto dele. _ Acariciei seu rosto. Adelie sorriu para mim, e ajeitou meu cabelo que está bagunçado. _ Fiquei preocupada! _ Murmurou fazendo aquele bico que faz quando se chateia com algo. _ Estou bem, e vivo. Não quero que se preocupe comigo. _ E eu só estou viva porque tenho você ao meu lado. É meu melhor amigo Max, e te proíbo de tomar outro tiro! _ Ela ergueu uma sobrancelha de um jeito mandão. Comecei a rir e ela também. Me sentei devagar, estava sem camiseta, e gentilmente Adelie pegou um copo de café e quis me dar na boca. _ Eu ainda tenho um braço, senhorita Cortez! _ Mas eu faço questão, senhor Max! _ Ela riu. Beberiquei o café quente, sentindo o liquido descer pela minha garganta. Escutamos um barulho na porta, e Adelie esticou a cabeça para olhar, já que eu estava de costas. _ Lev? _ A voz dela saiu engasgada. Ótimo, se as coisas já estavam ruins, o que ele vai penar ao ver a noiva dando café na boca de outro homem. Fechei meus olhos sentindo a minha vida passar diante deles. _ Que p***a é essa?!_ Sua voz saiu grossa, e eu nem preciava me virar para saber que ele estava muito puto. O rosto de Adelie se transformou também, e eu sei muito bem a m***a que vai vir a seguir. _ Aqui não é lugar para isso, depois eu converso com você! _ Disse ela em um tom firme. Ouvi os passos dele, e Lev parou ao nosso lado. Ele me encarou, estava prestes a voar no meu pescoço, e Adelie com certeza voaria no dele. _ O que está acontecendo aqui? _ A voz de Florzinha quase me fez engasgar. Mesmo com dor virei todo o meu corpo em direção a porta. Adelie percebeu o pique de adrenalina que tive, e segurou meu braço bom. Florzinha analisou a situação em um todo, eu podia ver em seus olhos tudo acontecendo rapidamente. _ Aconteceu algo, senhor Lev? _ Perguntou em um tom gentil. _ Foi você quem mandou Adelie dar café na boca desse cara? _ Perguntou grosseiramente. _ Se dirija a ela com respeito, você não está na sua casa! _ Tentei soar o mais calmo possível, mas vê-lo falando dessa forma com Florzinha arrancou o pouco de sanidade que eu tinha. E mesmo com o braço fodido, eu poderia deixa-lo com boas cicatrizes. Lev levantou uma sobrancelha, visivelmente confuso. _ Sim, senhor Lev, eu pedi que Adelie alimentasse Max. Ele está muito fraco após salva-la de levar um tiro no meio da testa. O senhor deveria ser gentil e agradece-lo por tal ato, porque se não fosse por isso, Adelie estaria na nossa geladeira de mortos a essa hora, e viraria mais uma homenagem em meio a tantas que faremos nesse Dia dos Mortos. _ Olhei para ela, vendo a forma altiva que falava com Lev, como se ele fosse somente mais um b****a que cruzou em seu caminho. Ele ficou desconsertado, colocou as mãos nos bolsos e tirou, coçando a cabeça. Ele não olhou novamente para Florzinha, apenas encarou Adelie que estava fuzilando-o com o olhar. _ Você está bem, viborazinha? _ O tom de voz de Lev baixou completamente. Até mesmo sua expressão mudou na hora, e o olhar de Adelie suavizou também. Enquanto isso, Maria Guadalupe me encarava, e sorriu novamente com gentileza, desmontando totalmente minha barreira.
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