Capítulo 26

941 Palavras
Alguns dias depois... Adelie Minha mãe e tio Benno nos ajudaram a localizar os homens que atiraram contra mim ao vir para cá. Eu até desconfiei que pudesse ser coisa dos albaneses, mas no fim das contas se trata de uma gangue que tenta a muitos anos reivindicar algo que não os pertence. Tio Tulio ficou envergonhado, mas prometi dar um jeito naquela gangue antes que algo mais grave aconteça. _ Você fica! _ Falei ao ordenar mais uma vez para Max ficar deitado. _ Nem fodendo, Adelie! Não vou te deixar sozinha, de jeito nenhum! _ Disse ele com um tom firme. O ferimento dele ainda dói, e Max não está completamente curado. Olhei para Florzinha que riu. Max deu as costas para nós duas e começou a abotoar a camiseta. Florzinha me olhou cumplice, tirou a seringa da gaveta e foi até Max. Eu sabia que talvez ele fosse perceber a presença dela, mas não custava tentar. Florzinha aplicou em cheio na b***a de Max a seringa, injetando o liquido muito rápido e habilidosamente. Ele se virou em câmera lenta, apalpando a nádega. _ Mas que porra... _ Ele murmurou com os olhos arregalados. Florzinha começou a rir e agarrou o braço dele. _ Você vai dormir um soninho dos justos, gatão! _ Disse ela sorrindo amplamente. Max estava praticamente derretendo, e acarou de joelhos na frente de Florzinha que estava com um lindo vestido rosa rodado, como uma dama antiga. _ Maria Guadalupe, você me surpreende cada dia que passa! _ Murmurou Max, ao amolecer de vez e cair com a cara no chão, desmaiado. _ Nossa, isso foi algum tipo de declaração? _ Perguntou tio Tulio ao entrar no quarto de surpresa. Olhamos para ele e Florzinha ficou com vermelha, coçando a cabeça. Tio Tulio não parecia bravo nem chateado, e começou a rir junto a Lev que apareceu atrás dele. _ Acho que foi, Tulio. _ Disse Lev olhando com o maior prazer o rapaz desmaiado com a cara no chão e babando. _ Juntem o coitado do chão, e o coloquem na cama. _ Pedi aos homens. Lev fez questão de pegar Max como um saco de bosta e jogar na cama de qualquer jeito, mesmo sob meus protestos. Florzinha estava um pouco tímida. _ Vou espera-los na sala da casa, alguns homens já estão preparados. _ Disse Tulio. Ele deu uma piscada para a filha, que se ficar mais vermelha do que já está, será preocupante. Assim que ele saiu, Lev decidiu sair junto. _ Será que ele vai ficar chateado comigo? _ Perguntou ela apontando para Max que dormia pesado devido ao sonífero. _ Acho que não. Na verdade, acho que agora ele está mais apaixonado do que nunca. _ Minhas palavras a deixaram contente. _ Ele tem uma b***a bem durinha. _ Comentou. _ Olha como ficou a agulha! A agulha simplesmente entornou. Começamos a rir e a falar da b***a de Max, que realmente parece muito durinha. _ Quando você der uns amassos nele me conta se é durinha mesmo! _ Cutuquei ela. Florzinha começou a rir mais ainda. Deixei-a sozinha cuidando do nosso querido soldado e desci até a sala. Haviam alguns homens recebendo ordens de Tulio e Lev, que parecem trabalhar muito bem juntos. Fui até o escritório e peguei minha arma, minha adaga e mais alguns equipamentos que precisaria. Ouvi a porta atrás de mim bater, e quando olhei vi Lev todo trajado de preto, muito altivo. _ Oi.. _ Disse ele. _ Oi. Acho que já nos vimos hoje. _ Falei brincando. Nos últimos dias, depois da nossa conversa no gramado, estamos nos dando melhor. Lev conversa mais comigo, falamos sobre o futuro, e também estamos caminhando de mãos dadas como namorados. Claro, somente aqui dentro da propriedade, mas ter essa proximidade e ver que Lev está mais leve me faz feliz. _ Sim. _ Ele riu e se aproximou mais. Seus braços fortes me rodearam, colocando-me sentada na mesa. Ficamos cara a cara, e Lev me deu um beijo leve nos lábios. Ele beijou mais uma vez, e mais uma vez até que aprofundou o beijo. Pela primeira vez Lev aprofundou o beijo, e isso fez meu peito vibrar. Ele deslizou a língua pela minha boca, explorando cada cantinho. Mordeu meu lábio com carinho e apertou minha cintura, arrancando-me um gemido. _ Quando estivermos casados, vamos fazer mais do que isso antes das missões. _ Murmurou com a testa colada a minha. _ Vai me levar nas missões? _ Perguntei com um sorriso no rosto. _ Vou te levar para todos os lugares que eu for, viborazinha. _ Ele sorriu lindamente. _ Lá vocês não saem tanto para deveres da máfia, né? _ Não, lá nós ficamos longe da ação, mas as vezes acontecem alguns imprevistos. _ Lev sorriu e me beijou de novo. Mais uma vez sua língua tocou a minha com cautela, delicadeza e me deixou aérea. _ Promete se cuidar? _ Perguntou, com um olhar preocupado. _ Prometo, e você também precisa se cuidar, okay?_ Ele balançou a cabeça afirmando. _ Então vamos, temos muito o que fazer hoje. Lev me desceu da mesa e agarrou minha mão. Saímos do escritório e olhar dos soldados caiu sobre nós. _ Então vamos! _ Disse Tulio com um sorriso gentil. Lev me olhou novamente, como se suplicasse para que eu ficasse, e eu o olhei com toda confiança que tenho. Não vou recuar, não vou me acovardar. Lev precisa entender que não sou qualquer uma, que não sou uma princesa que precisa de p******o. Eu sou Adelie Cortez, p***a, e vou fazer meu próprio legado!
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