Gêmeos da Máfia
Capítulo 4 – O Veneno e o Fogo
Narrado por Matteo
Eu sempre soube que brincar com fogo acabaria me queimando.
O problema é que eu nunca resisti ao calor.
E Lorena Mancini não é só fogo.
Ela é o incêndio inteiro.
A noite cai sobre Nápoles como um véu pesado.
Eu deveria estar em casa, brindando ao império da minha família, cumprindo minha parte como filho de Isis e Sebastian Donatello, irmão de Lorenzo, o futuro chefe.
Mas em vez disso, estou aqui.
Na cobertura de um hotel cinco estrelas, olhando para ela.
Lorena.
Deitada sobre lençóis brancos que contrastam com a pele dourada, o cabelo loiro espalhado como ouro derretido, os olhos verdes fixos em mim como duas lâminas afiadas.
Ela não parece uma inimiga.
Ela parece um pecado que nasceu para me pertencer.
— Vai ficar só olhando? — ela pergunta, a voz carregada de desafio e sedução.
Sorrio.
— Estou admirando o perigo.
Ela ri baixo, um som que mais parece um veneno doce.
— Cuidado, Matteo. O perigo também sabe morder.
— Então morde. — provoco, tirando o paletó e jogando sobre a cadeira. — Eu quero sentir.
Seus olhos brilham.
Ela se levanta devagar, cada movimento calculado, e vem até mim.
O vestido de seda vermelha escorrega por seu corpo como se tivesse sido pintado na pele.
Ela segura meu rosto com uma mão e encosta os lábios no meu ouvido.
— A sua família destruiu a minha. — ela sussurra.
Congelo por um segundo.
Mas o calor do corpo dela contra o meu é mais forte do que a ameaça escondida em suas palavras.
— E ainda assim você está aqui. Comigo. — retruco, segurando sua cintura.
Ela me encara, olhos faiscando.
— Talvez eu queira ver de perto como o inimigo geme.
E então me beija.
Um beijo de guerra. De posse. De raiva e desejo misturados.
Eu a empurro contra a parede, minhas mãos explorando cada curva, e ela arranha minhas costas com unhas afiadas, arrancando um gemido meu.
— Você gosta disso, Donatello? — provoca.
— Eu gosto de tudo em você, Mancini. — respondo, a voz rouca.
O vestido cai no chão.
Ela fica nua diante de mim, sem vergonha, sem medo.
Perfeita.
Me ajoelho e beijo sua barriga, descendo devagar, até encontrar o gosto proibido dela.
Ela geme alto, os dedos se enredando no meu cabelo, puxando, mandando, exigindo.
E eu obedeço.
Porque naquela cama, naquela noite, ela não é a inimiga.
Ela é a rainha do meu inferno particular.
— Matteo… — ela geme, arqueando as costas.
E ouvir meu nome nos lábios dela é como gasolina jogada em chamas.
Me ergo de novo, meus lábios molhados encontrando os dela em um beijo faminto.
Ela já está pronta, e eu não espero mais.
A penetro de uma vez, profundo, firme.
Ela solta um grito abafado contra minha boca.
— p***a… — sussurro.
Começamos a nos mover em um ritmo selvagem, sem delicadezas, sem doçura.
É s**o de guerra.
Sexo de ódio e desejo.
Ela me arranha, me morde, me desafia.
E eu revido, segurando seus quadris com força, marcando sua pele com meus dentes.
— Mais forte. — ela exige.
E eu dou.
Cada estocada é um recado: você pode me odiar, mas também vai me desejar até o fim.
Ela goza primeiro, tremendo sob mim, gritando como se quisesse que o mundo inteiro ouvisse.
Eu a sigo logo depois, me enterrando nela até o limite, perdendo o controle completamente.
Caímos sobre a cama, suados, arfando, mas ainda colados um no outro.
Ela ri, mordendo meu ombro.
— Isso vai nos destruir.
— Talvez. — admito, beijando sua boca de novo. — Mas eu prefiro arder com você do que viver apagado sem sentir nada.
Ela me olha por alguns segundos, séria.
E então sorri.
Um sorriso perigoso, de quem sabe exatamente o que está fazendo.
— Então seja bem-vindo ao inferno, Donatello.
E eu percebo, enquanto a puxo para mais uma rodada de prazer, que já não há volta.
Eu estou perdido.
E ela é a perdição que eu escolhi.