Veneno

687 Palavras
Gêmeos da Máfia Capítulo 4 – O Veneno e o Fogo Narrado por Matteo Eu sempre soube que brincar com fogo acabaria me queimando. O problema é que eu nunca resisti ao calor. E Lorena Mancini não é só fogo. Ela é o incêndio inteiro. A noite cai sobre Nápoles como um véu pesado. Eu deveria estar em casa, brindando ao império da minha família, cumprindo minha parte como filho de Isis e Sebastian Donatello, irmão de Lorenzo, o futuro chefe. Mas em vez disso, estou aqui. Na cobertura de um hotel cinco estrelas, olhando para ela. Lorena. Deitada sobre lençóis brancos que contrastam com a pele dourada, o cabelo loiro espalhado como ouro derretido, os olhos verdes fixos em mim como duas lâminas afiadas. Ela não parece uma inimiga. Ela parece um pecado que nasceu para me pertencer. — Vai ficar só olhando? — ela pergunta, a voz carregada de desafio e sedução. Sorrio. — Estou admirando o perigo. Ela ri baixo, um som que mais parece um veneno doce. — Cuidado, Matteo. O perigo também sabe morder. — Então morde. — provoco, tirando o paletó e jogando sobre a cadeira. — Eu quero sentir. Seus olhos brilham. Ela se levanta devagar, cada movimento calculado, e vem até mim. O vestido de seda vermelha escorrega por seu corpo como se tivesse sido pintado na pele. Ela segura meu rosto com uma mão e encosta os lábios no meu ouvido. — A sua família destruiu a minha. — ela sussurra. Congelo por um segundo. Mas o calor do corpo dela contra o meu é mais forte do que a ameaça escondida em suas palavras. — E ainda assim você está aqui. Comigo. — retruco, segurando sua cintura. Ela me encara, olhos faiscando. — Talvez eu queira ver de perto como o inimigo geme. E então me beija. Um beijo de guerra. De posse. De raiva e desejo misturados. Eu a empurro contra a parede, minhas mãos explorando cada curva, e ela arranha minhas costas com unhas afiadas, arrancando um gemido meu. — Você gosta disso, Donatello? — provoca. — Eu gosto de tudo em você, Mancini. — respondo, a voz rouca. O vestido cai no chão. Ela fica nua diante de mim, sem vergonha, sem medo. Perfeita. Me ajoelho e beijo sua barriga, descendo devagar, até encontrar o gosto proibido dela. Ela geme alto, os dedos se enredando no meu cabelo, puxando, mandando, exigindo. E eu obedeço. Porque naquela cama, naquela noite, ela não é a inimiga. Ela é a rainha do meu inferno particular. — Matteo… — ela geme, arqueando as costas. E ouvir meu nome nos lábios dela é como gasolina jogada em chamas. Me ergo de novo, meus lábios molhados encontrando os dela em um beijo faminto. Ela já está pronta, e eu não espero mais. A penetro de uma vez, profundo, firme. Ela solta um grito abafado contra minha boca. — p***a… — sussurro. Começamos a nos mover em um ritmo selvagem, sem delicadezas, sem doçura. É s**o de guerra. Sexo de ódio e desejo. Ela me arranha, me morde, me desafia. E eu revido, segurando seus quadris com força, marcando sua pele com meus dentes. — Mais forte. — ela exige. E eu dou. Cada estocada é um recado: você pode me odiar, mas também vai me desejar até o fim. Ela goza primeiro, tremendo sob mim, gritando como se quisesse que o mundo inteiro ouvisse. Eu a sigo logo depois, me enterrando nela até o limite, perdendo o controle completamente. Caímos sobre a cama, suados, arfando, mas ainda colados um no outro. Ela ri, mordendo meu ombro. — Isso vai nos destruir. — Talvez. — admito, beijando sua boca de novo. — Mas eu prefiro arder com você do que viver apagado sem sentir nada. Ela me olha por alguns segundos, séria. E então sorri. Um sorriso perigoso, de quem sabe exatamente o que está fazendo. — Então seja bem-vindo ao inferno, Donatello. E eu percebo, enquanto a puxo para mais uma rodada de prazer, que já não há volta. Eu estou perdido. E ela é a perdição que eu escolhi.
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