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DOIS ANOS PARA SER LIVRE

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Sinopse

Em Caserta, Francesca Bianchi cresceu a acreditar que o amor era eterno — até o dia em que o pai, Matteo, as abandonou para viver uma nova vida ao lado da jovem e rica Sophia. Desde então, Francesca e a mãe, Domênica, aprenderam a sobreviver sozinhas, enfrentando dificuldades e humilhações numa cidade onde os sussurros viajam mais rápido do que o vento.

Quando Domênica é diagnosticada com amiloidose cardíaca, mãe e filha contraem uma dívida esmagadora para pagar os tratamentos. Desesperada para salvar a mãe, Francesca aceita trabalhar como empregada interna na imponente mansão de Dante Moretti, em Sorrento, o temido chefe da máfia napolitana — um homem frio, calculista e incapaz de acreditar no amor. Para Dante, sentimentos são fraquezas e mulheres são apenas distrações.

Mas o destino altera-se numa única noite.

Ao regressar de uma missão, Dante recebe um ultimato do conselho: tem trinta dias para arranjar uma noiva, ou o seu cargo será posto em votação, quebrando a tradição secular da liderança da família Moretti. No mesmo dia, ao entrar em casa, os seus olhos encontram os de Francesca pela primeira vez — e algo inexplicável o prende a ela.

Pragmático e impiedoso, Dante faz-lhe uma proposta inesperada: um casamento de fachada por dois anos. Não haverá i********e se ela não quiser. Em troca, ele pagará todas as dívidas, garantirá tratamento para Domênica e oferecerá a Francesca a oportunidade de realizar o sonho que ela teve de abandonar — estudar medicina. Há apenas uma condição: ninguém pode saber do acordo.

Presos num jogo de aparências, poder e segredos, ambos acreditam controlar as regras. Dante não quer filhos. Francesca não quer amar um homem que pertence à escuridão. Mas quando o casamento é consumado e uma gravidez inesperada muda tudo, as muralhas que ele ergueu à volta do próprio coração começam a ruir.

Entre segredos, poder e sentimentos que nenhum dos dois planeou sentir, Francesca terá de decidir se o homem que representa o seu maior perigo poderá também ser a sua única salvação.

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[CHAPTER 1] – O regresso do Diavolo
[🔞 🔥 ⚠️ Este capítulo contém linguagem s****l explicita, violência e conteúdos sensíveis] Era um fim de tarde em Sorrento, o sol estava a pôr-se e a noite iria chegar em breve e o silêncio na mansão de Dante a iria tornar ainda mais assustadora, sombria e solitária. A vista era linda, e o mar brilhava com o reflexo do sol. Dentro da mansão de Dante o ar era pesado, era denso, era pesado e as paredes pareciam esconder segredos que não podiam ser revelados e os únicos barulhos que se iam ouvindo eram os passos de Francesca que andava de uma lado para o outro a limpar a mansão, a única funcionária que andava ali e sempre com a supervisão de Vincenzo, o mordomo. Francesca mantinha os olhos fixos no que limpava, ela sabia que não podia haver marcas ou manchas e qualquer uma delas seria um problema, ela tinha sido alertada por Vincenzo que supervisionava tudo o que ela fazia, tudo os que os funcionários da mansão faziam era supervisionado pelo mordomo para garantir que estaria tudo do agrado do senhor da casa, o temido Dante Moretti. Francesca ainda não se habitou aquele lugar, ao silêncio, ao medo, ao luxo, e à falta de vida que imensa mansão tinha. Viera de Caserta há apenas duas semanas. Duas semanas desde que deixara para trás a pequena casa onde crescera, a mãe deitada numa cama de hospital, as contas acumuladas na gaveta da cozinha e os sussurros da cidade que nunca esquecia uma desgraça alheia. A doença de Domênica tinha um nome difícil, amiloidose cardíaca, e um custo ainda mais c***l. Francesca aceitara o emprego como empregada interna porque já não restava dignidade que não tivesse sido sacrificada. Se tivesse de curvar a cabeça para salvar a mãe ela o iria fazer. O barulho do portão principal a abrir e o roncar de vários carros fez o pano escapar-lhe dos dedos. O coração dela falhou uma batida. Ele estava em casa, o temível Moretti estava em casa e finalmente ela iria conhecer o Diavolo e revia mentalmente tudo o que lhe disseram para não fazer na presença dele. Os passos ecoaram pelo átrio antes mesmo de a porta principal se abrir. Firmes. Controlados. Sem pressa. Como alguém que nunca precisa de correr. Dante Moretti entrou na mansão trazendo consigo o frio da noite e algo mais sombrio. O casaco escuro caía-lhe perfeitamente sobre os ombros largos; uma gota de sangue seco manchava-lhe discretamente o punho da camisa branca. Os seus homens ficaram para trás e cada um assumia o seu posto fora da casa. Ele não precisava de testemunhas dentro do próprio território. Fechou a porta com um gesto calmo, quase elegante. O silêncio expandiu-se. Foi então que a viu. Ela estava junto à mesa, iluminada pela luz dourada do candelabro. O cabelo castanho preso num coque simples, algumas madeixas soltas a emoldurar-lhe o rosto. O uniforme discreto não conseguia esconder a delicadeza da postura nem a suavidade da pele pálida. Francesca sentiu o peso do olhar antes mesmo de levantar os olhos e quando o fez, arrependeu-se amargamente. Os olhos dele eram de um azul frio, não o azul do céu, mas o do mar profundo antes da tempestade. Avaliavam. Mediam. Dominavam. Dante ficou imóvel. Durante anos, mulheres tinham cruzado o seu caminho. Modelos, filhas de empresários, viúvas interessadas. Todas belas. Todas previsíveis. Todas descartáveis. Mas aquela mulher… Havia algo nela que não se encaixava naquele cenário de luxo e pecado, ela era diferente. Talvez fosse a forma como segurava as próprias mãos, como se precisasse de se manter inteira. Talvez fosse o medo transparente nos seus olhos. Medo dele, isso devia agradar-lhe como era normal, ele gostava de ver o medo no rosto de quem lidava com ele, mas, não agradou. — Quem é você? — pergunta ele e com a sua voz baixa, controlada, mas carregava autoridade suficiente para fazer o ar vibrar e Francesca engoliu em seco. — F-Francesca Bianchi, senhor. Fui contratada para trabalhar aqui… há umas semanas – responde ela completamente aterrorizada e com a voz doce a falhar e uma voz suava demais para aquele lugar pesado e frio Dante aproximou-se um passo. Ela recuou instintivamente. Ele reparou. O medo dela não era teatral. Era real. Quase palpável. Sentia-se no ar o corpo dela a tremer de medo dele. E isso despertou-lhe algo inesperado, não um desejo imediato, mas curiosidade nela, de quem era ela e de como alguém como ela tinha ido parar na sua casa. — Olhe para mim quando fala — ordenou. O coração de Francesca batia tão forte que temeu que ele conseguisse ouvir. Ainda assim, levantou o rosto. Por um segundo que pareceu eterno, os olhares prenderam-se. Dante sentiu um aperto estranho no peito. Não era culpa. Não era ternura. Ele não acreditava nessas fraquezas. Era fascínio. Uma sensação nova e estranha para ele. Ela não tinha o olhar ambicioso de quem via naquela mansão uma oportunidade. Não havia cálculo, nem sedução. Apenas dignidade… e receio. — Tem medo de mim? — perguntou ele, inclinando ligeiramente a cabeça. Francesca hesitou. Mentir podia ofendê-lo. Dizer a verdade podia ser pior. — Ouvi… histórias, senhor - responde ela com sinceridade e muito medo na voz Um canto quase impercetível formou-se nos lábios dele pois ele sabia que alguém na casa a tinha colocado a par de tudo, de quem ele era e do que ele era capaz. Em Sorrento e além, o nome Dante Moretti era pronunciado com respeito ou sussurrado com pavor. — Histórias costumam ser exageradas — disse ele a sorrir e com um sorriso de satisfação. Mas ambos sabiam que nem todas eram. O olhar dele desceu-lhe pelo rosto, pelo pescoço, pelas mãos trémulas. Não com vulgaridade, mas com uma intensidade que a fez sentir-se despida de qualquer defesa. Francesca tentou lembrar-se de que estava ali por um motivo. Pela mãe. Pelas dívidas. Pela esperança frágil de que, um dia, pudesse estudar medicina e tornar-se aquilo que sempre sonhara. Não podia perder aquele emprego. — Continue o seu trabalho — ordenou ele por fim, afastando-se. Ela obedeceu de imediato, mas cada movimento seu estava consciente da presença dele atrás de si. Dante subiu os degraus da escadaria lentamente, mas antes de desaparecer no piso superior, voltou-se. Ela ainda estava ali, concentrada, mas os ombros mantinham-se tensos, como se esperasse que ele regressasse a qualquer momento. E ele sabia que regressaria. Não porque precisasse de uma empregada. Mas porque algo naquela jovem assustada tinha atravessado as muralhas que ele construíra ao longo de anos. No quarto, Dante retirou o casaco e pousou a arma na mesa de cabeceira. O reflexo do espelho devolveu-lhe a imagem de um homem que não acreditava em amor, destino ou redenção. E, ainda assim, a imagem dela insistia em permanecer na sua mente. Lá em baixo, Francesca soltou finalmente o ar que estivera a prender. Nunca se sentira tão pequena. Nem tão observada. Ela sabia quem ele era. Sabia o que diziam sobre os Moretti. Sobre o sangue, os negócios, o poder. E sabia que homens como Dante Moretti não viam mulheres como ela. E, mesmo assim, quando os olhos dele se prenderam nos seus, houve algo que não conseguiu explicar. Não foi ternura. Não foi segurança. Foi a sensação perigosa de que a sua vida acabara de mudar. E nenhum dos dois estava preparado para o que o destino começava, silenciosamente, a escrever naquela noite.

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