[CHAPTER 2] – Dante Moretti

1034 Palavras
[🔞 🔥 ⚠️ Este capítulo contém linguagem s****l explicita, violência e conteúdos sensíveis] Anos antes... Dante Moretti tem vinte cinco anos, ele tem um metro e noventa e oito e um corpo muito definido e muito musculado, um corpo mortal que carrega muitas vidas ceifadas de forma fria, implacável e com muita crueldade, Os cabelos dele são negros, sempre penteados para trás, impecavelmente alinhados e penteados, a barba cerrada e desenhada dá um toque de mistério ao rosto dele e os olhos azuis escuros, são misteriosos, frios, e escondem muitas histórias e segredos obscuros. Pelo corpo dele tem muitas tatuagens, todas elas com o seu significado e feitas cada uma numa altura distinta e sempre muito pensadas como tudo na vida dele. Ele é filho de Guido Moretti, o capo da máfia napolitana com a sua primeira esposa, Roseta, que foi morta por ele quando o filho tinha apenas quatro anos. Dante foi um filho muito desejado por Guido, assim que ele se casou com Roseta ele não quis perder tempo e pouco depois de se casar com a mulher com quem ele pensava passar a vida ela fica grávida, e ao saber meses depois que era um filho homem, isso ainda o deixou mais feliz. Mas, Roseta não era feliz. Ela nunca foi feliz com Guido, não porque ele fosse uma má pessoa, mas porque ela casou, amando outro homem, o homem com quem ela queria ter casado. Na máfia era assim. Ela aceitou o seu destino. Roseta sempre foi uma mãe distante, pouco maternal. Dante sempre foi cuidado pelas empregadas da casa, Ele nasceu já com o destino traçado, o destino de ser capo, um dia, tal como o seu pai e os seus antepassados, e logo desde pequeno ele começou a ser educado para isso. Ele não brincava com brinquedos comuns para a sua idade. Guido habituava-o às armas. A morte de Roseta foi repentina. Numa noite Guido chega a casa, tira a esposa da cama pelos cabelos, arranca todas as roupas dela e no meio do jardim da casa, em frente aos soldados, Guido mata a esposa com um tiro na cabeça. Não houve cerimónias fúnebres. Não houve luto. Dante era pequeno demais para perceber o que se passava e ele nunca perguntou o que se passou com a mãe. Com o desaparecimento repentino. Mas a vida dele mudou, dias depois do desaparecimento da mãe, ele foi sujeito a vários exames, ele não sabia, mas a paternidade dele estava a ser verificada, mas ele era filho de Guido. Com apenas cinco anos, ele começa o seu treino com os soldados, ele tinha de ser o melhor e mais bem treinado soldado de Guido. Eram as palavras do pai sempre que ele implorava por uma folga, por um dia a descansar, mas esse dia não existia. O treino dele era o mais importante para Guido. Poucos meses depois do desaparecimento de Roseta, Guido começa um novo relacionamento, dentro das paredes de casa, com Gioconda, a cozinheira da casa, que durante o dia confecionava os pratos da família e durante a noite era o prato principal de Guido. Todas as madrugadas ela saía do quarto de Guido enrolada na roupa e rumava ao seu quarto. Dante não percebia se ela chorava, se ria, se os gritos eram de dor. Eram gritos que não o deixavam dormir. Era o que ele sabia, Depois de meses a relacionar-se com Gioconda, ele assiste ao casamento do pai com ela, uma enorme festa, todos estavam felizes, mas Dante não percebia a alegria deles. No seu interior ele culpava o desaparecimento de Roseta com o surgimento do caso do pai com a cozinheira e durante anos ele desconheceu o motivo pelo qual a mãe havia desaparecido, não porque ela lhe trouxesse algumas recordações boas, mas era a mãe dele. Dante ficou em choque ao saber o que se tinha passado com a mãe. - Filho, ela não tem culpa, a tua mãe escolheu o caminho da traição – dizia Guido depois de Dante ganhar coragem para confrontar o pai sobre o que tinha acontecido com a mãe. - Ela traiu-nos? – perguntava Dante meio que em choque com o que ouvia do pai - Sim, ela traiu o nosso casamento, ela carregava um filho que não era meu – dizia Guido com uma expressão de desilusão no rosto e Dante percebeu o real motivo – Fui eu quem a matou e mandei o corpo ao mar, ela não era digna de ter um tumulo onde a pudessem velar e chorar – dizia Guido e Dante consentia com a cabeça - Entendo, teve o que merecia – dizia Dante e depois dessa conversa ele muda com Gioconda, ele já não a encarava como uma intrusa, como uma ladra, ela era a mulher que estava com o pai depois de a mãe dele o ter traído Ele entendeu. Ele mudou. A relação dele com Gioconda mudou. Melhorou muito. Dante tinha sete anos quando Mia nasceu. A sua irmã, Mia Moretti. Ele não tinha tempo para poder saber se era bom ou mau ter uma irmã. Os dias dele eram corridos. Entre a escola e o treino da máfia, pouco tempo lhe restava. Ele não teve uma infância normal. A vida dele não era comum, em nada. Com apenas dez anos, ele já acompanhava o pai e o conselheiro dele em interrogatórios, e foi aí que ele ficou ainda mais c***l. Ele gostava de ver o sofrimento nos olhos dos outros. Era quando ele não se sentia único no mundo. Ele não era o único que sofria. Foi o treinamento que ele conheceu Nino, um menino da mesma idade dele, o filho do conselheiro e amigo do pai. Eles seguiram os passos dos pais, eles tornaram-se os melhores amigos. Eles partilhavam as mesmas dores, os mesmos medos, o mesmo treino, a mesma vida. A infância deles passou num piscar de olhos, entre treinos, missões, interrogatórios, torturas, mas eles aprenderam a viver a vida daquela forma, era um modo de vida que corria nas veias e desde jovens que os olhavam como o futuro da máfia napolitana. Eles eram o futuro, a continuidade. Mais astutos, mais cruéis, mais frios, mais implacáveis.
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