CAPÍTULO 16: Sombras no Alvo

1228 Palavras
POV – VALENTINA ORTEGA A primeira semana da nossa retaliação começou sob o manto da invisibilidade. O galpão da Sombras fervilhava. Cinquenta mulheres e agora trinta homens de elite operavam como uma extensão dos meus próprios nervos. Enquanto Gustavo coordenava o monitoramento dos perímetros da mansão Harrison, eu estava mergulhada em telas de vigilância, mapeando cada passo de Clarisse e Elena Harrison. — Elas não mudaram nada — murmurei, observando Clarisse pela lente de uma câmera infiltrada no clube de campo. — Continuam exalando o perfume da arrogância e do sangue alheio. Eu sentia o peso do olhar de Enzo em minhas costas. Ele não conseguia ficar longe. Mesmo no meio do caos tático, sua presença era uma constante magnética. — Elas parecem vulneráveis sob essa luz, não acham? — Enzo comentou, aproximando-se e colocando as mãos nos meus ombros. Seus dedos apertaram o tecido da minha regata preta, uma carícia que carregava uma promessa perigosa. — Vulnerabilidade é uma ilusão que elas criam para atrair presas — respondi, sem desviar os olhos da tela. — Elena está saindo com um dos filhos dos Petrov. A conexão russa está se estreitando. Se atacarmos agora, os russos retaliam antes de terminarmos o serviço. — Então vamos isolá-las — Enzo sussurrou no meu ouvido, sua voz vibrando contra a minha pele. — Vou drenar os ativos que os russos usam para financiar a segurança delas. Até o final da semana, a folha de pagamento da Harrison Holdings vai estar no vermelho. Elas vão gritar, Val. E eu quero que você ouça cada nota. POV – ENZO VITALE A possessividade que eu sentia por Valentina era uma fera que eu m*l conseguia domar. Vê-la ali, com os cabelos presos, focada em destruir aqueles que a feriram, despertava em mim um desejo sombrio e absoluto. Eu não suportava vê-la tão perto de telas que mostravam o rosto do homem que tentou abusar dela, mesmo que ele já estivesse morto. O ódio por Arthur Harrison se transferia para a viúva dele, e eu queria que Valentina soubesse que cada passo dela era protegido por mim. — Chega de telas por hoje — eu disse, girando a cadeira dela para que ela me enfrentasse. — Enzo, ainda temos que analisar as rotas de fuga do... — Ela começou a protestar, mas eu a silenciei com um beijo curto e impetuoso. — Meus analistas financeiros já estão cuidando da parte técnica. Agora, eu preciso da minha Rainha. No nosso santuário. Saímos do galpão sob os olhares respeitosos — e um pouco intimidados — da equipe. Eu sabia que Gustavo percebia a eletricidade entre nós, mas ele apenas assentiu. Ele sabia que eu cuidaria dela. No carro, a caminho do meu apartamento particular, minha mão não deixou a coxa de Valentina. Eu a apertava, sentindo o músculo firme sob a calça tática, subindo cada vez mais perto da sua i********e até ouvir o suspiro pesado que ela tentava esconder. POV – VALENTINA ORTEGA Assim que a porta do apartamento se fechou, a realidade da guerra foi substituída pela urgência do desejo. Enzo não esperou chegarmos ao quarto. Ele me prensou contra a porta de carvalho, suas mãos subindo para o meu rosto com uma urgência que me fazia arder. — Você é minha — ele rosnou, entre beijos que alternavam entre a doçura e a agressividade. — Entendeu, Valentina? De cada cicatriz a cada pensamento. Eu não vou deixar nada sobrar daquela família, porque eles ousaram tocar no que me pertence por destino. — Eu sou sua, Enzo — respondi, puxando-o para mais perto, minhas mãos enroscadas em sua camisa cara, abrindo os botões com uma pressa febril. — Mas não se esqueça... você também é meu. Ele riu, um som sombrio e sexy, antes de erguer minhas pernas e me prender em seu quadril. O contato foi explosivo. Eu sentia a rigidez dele através dos tecidos, uma promessa de que a noite seria longa. Caminhamos — ou melhor, ele me carregou — até o sofá de couro da sala, derrubando tudo o que estava no caminho. Enzo me deitou e, com um movimento possessivo, retirou minhas botas e minha calça. Seus olhos mapearam meu corpo com uma fome que me deixava molhada instantaneamente. Ele se posicionou entre minhas pernas, mas antes de se unir a mim, ele se inclinou e mordeu levemente o interior da minha coxa, deixando uma marca vermelha que seria sua assinatura. — Ciúmes, Enzo? — provoquei, sentindo o calor subir pelas minhas veias. — Ódio de quem não reconhece que você é o centro do meu mundo — ele retrucou, subindo o corpo para capturar meus lábios enquanto deslizava para dentro de mim em uma estocada profunda e possessiva. POV – ENZO VITALE Sentir Valentina me envolvendo era como encontrar o porto seguro no meio de um furacão de sangue. Eu a possuía com uma intensidade que beirava a loucura. Cada movimento era uma reivindicação. Eu não queria apenas o prazer; eu queria marcar a alma dela, garantindo que ela soubesse que, não importa quão perigosa fosse a missão contra os Harrison, eu estaria lá. Eu a virei de bruços, puxando seu quadril para cima. Minhas mãos espalharam-se pelas suas costas, sentindo a força dos seus músculos. Comecei a estocá-la com um ritmo frenético, meu peito colado às suas costas, sussurrando promessas de vingança e prazer no seu ouvido. — Vou quebrar a Clarisse Harrison, Val... — eu dizia entre dentes, enquanto a penetrava com força. — Vou tirar a mansão, o nome, a joias... vou deixá-la na rua para que ela sinta um décimo do frio que você sentiu naquela cela. — Sim... Enzo! Mais! — Ela gritava, sua voz ecoando pelo apartamento de luxo. O prazer era uma onda violenta. Valentina se virou novamente, envolvendo minhas pernas com as dela, nos unindo em um emaranhado de suor e necessidade. O clímax nos atingiu como um tiro certeiro. Eu descarreguei tudo nela, sentindo as contrações da sua i********e me apertando com uma força deliciosa. Caímos exaustos, mas o fogo ainda estava lá, latente. Eu a puxei para o meu peito, acariciando seus cabelos úmidos. POV – VALENTINA ORTEGA Deitada no peito de Enzo, ouvindo as batidas aceleradas do seu coração, eu sabia que a Semana 1 estava concluída com sucesso. Infiltramos os ouvidos na casa do inimigo, e eu tinha infiltrado meu coração no único lugar seguro que já conheci. — Amanhã o mercado financeiro abre — eu disse, a voz rouca. — E a Harrison Holdings vai começar a sangrar. — Deixe o sangue financeiro comigo, minha rainha — Enzo disse, beijando o topo da minha cabeça com uma possessividade terna. — Você cuida das sombras. Eu cuido da luz. E juntos, não deixaremos um único Harrison em pé para contar a história. O jogo de vigilância tinha terminado. Agora, o isolamento começaria. Eu olhei para o relógio na parede. Chicago estava silenciosa, mas sob a superfície, o ouro dos Vitale e o aço dos Ortega estavam se movendo para o xeque-mate. Eu fechei os olhos, sentindo os braços de Enzo me apertarem. Ele era o meu Dom, o meu marido por pacto e o meu amante por escolha. E quem quer que tentasse cruzar o nosso caminho, descobriria que não há nada mais letal do que um casal que encontrou no ódio a sua maior forma de amor.
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