POV – ENZO VITALE
Segunda-feira, 08:00 da manhã. O escritório da Vitale Corp exalava um silêncio mortal, o tipo de silêncio que precede uma execução em praça pública. Eu estava sentado atrás da minha mesa de mogno, observando os seis monitores à minha frente. Em cada um deles, o rastro de destruição da Harrison Holdings começava a se desenhar em gráficos vermelhos.
Valentina estava parada junto à janela de vidro do chão ao teto, observando a movimentação da cidade lá embaixo. Ela usava um terno preto impecável, o cabelo preso em um r**o de cavalo baixo e os olhos focados. O simples fato de ela estar no mesmo ambiente que eu me distraía. Cada movimento que ela fazia, cada vez que ela ajustava o coldre discreto sob o paletó, meu corpo reagia.
— Eles ainda não sabem o que os atingiu — Valentina disse, a voz gélida e melódica.
— Eles vão saber em exatamente três minutos — respondi, sem tirar os olhos do cronômetro. — Eu chamei os empréstimos. Comprei as dívidas de curto prazo deles através de empresas de fachada na Suíça. No momento em que a bolsa abrir, os Harrison vão descobrir que não são mais donos nem das cadeiras onde sentam.
Caminhei até ela. A possessividade rugia no meu peito. Eu precisava tocá-la, precisava sentir que, enquanto eu destruía o mundo lá fora, ela era o meu centro de gravidade. Coloquei as mãos em sua cintura, puxando-a para trás contra o meu peito.
— Enzo, as câmeras... — ela murmurou, mas não se afastou.
— Eu sou o dono deste prédio, Valentina. E você é minha. Que olhem. Que saibam que quem tocar em você não terá apenas uma bala na cabeça, terá sua linhagem inteira apagada da história — rosnei, beijando a curva do seu pescoço, sentindo o arrepio dela. — Eu vou deixar a Clarisse Harrison de joelhos hoje. Por você.
POV – VALENTINA ORTEGA
O toque de Enzo era possessivo, quase territorial, e eu mentiria se dissesse que não amava isso. Depois de anos sendo tratada como lixo e descartada pelo sistema, ter o homem mais poderoso de Chicago me reivindicando como se eu fosse sua joia mais preciosa era viciante.
— O mercado abriu — anunciei, olhando para os monitores sobre o ombro dele.
O que se seguiu foi um m******e digital. Enzo operava como um cirurgião com um machado. Ele disparou ordens de venda massivas, acionando gatilhos de pânico em todos os investidores da Harrison Holdings. Em menos de uma hora, o valor das ações da família que me destruiu caiu 40%.
O telefone de Enzo não parava de tocar. Eram aliados dos Harrison implorando por misericórdia, bancos em pânico e, finalmente, a chamada que esperávamos.
— É a Clarisse — Enzo sorriu, um sorriso predatório que me fez sentir um calor úmido entre as pernas. — Vamos colocar no viva-voz. Quero que ela ouça a respiração da mulher que ela tentou enterrar.
POV – ENZO VITALE
— Vitale! O que diabos você está fazendo?! — A voz de Clarisse Harrison estava histérica, despida de toda a elegância que ela costumava ostentar. — Temos um acordo com os russos! Você está quebrando o protocolo da cidade!
— Protocolos mudam, Clarisse — respondi, minha voz era puro gelo. — Especialmente quando você decide que é uma boa ideia fabricar evidências contra uma Ortega.
Houve um silêncio mortal do outro lado da linha. O pânico de Clarisse era quase palpável através das ondas de rádio.
— Do que você está falando? Isso foi há anos! Aquela garota era uma faxineira, uma criminosa...
Valentina deu um passo à frente, aproximando-se do microfone. Sua voz era um sussurro de morte.
— Eu não sou mais aquela garota, Clarisse. E desta vez, não há juiz que você possa comprar que impeça o que está vindo.
— Valentina? — O grito de Clarisse foi cortado pelo som de Enzo desligando o telefone.
Eu me levantei, sentindo a adrenalina do poder.
— Segunda fase, Val. Gustavo já está com as equipes prontas?
— Sim — ela respondeu, os olhos brilhando com uma fúria contida. — Enquanto você sangra o dinheiro deles, minha equipe está fechando os galpões de logística. Os caminhões dos Harrison não saem de Chicago hoje. Eles estão isolados. Sem dinheiro, sem transporte e, logo, sem aliados.
POV – VALENTINA ORTEGA
O dia foi longo. Ver a destruição financeira dos Harrison foi gratificante, mas a tensão entre Enzo e eu estava atingindo o ponto de ebulição. A possessividade dele estava exacerbada pelo poder que ele exercia hoje. Ele não me deixava sair da sua vista. Se eu ia ao banheiro, ele postava dois seguranças na porta. Se eu falava com Gustavo pelo rádio, ele ficava ao meu lado, a mão firmemente plantada na minha nuca.
Quando finalmente voltamos para o apartamento à noite, a adrenalina da guerra financeira se transformou em luxúria pura.
— Você foi brilhante hoje — eu disse, tirando meu paletó e jogando-o no sofá. — Nunca vi ninguém operar daquele jeito.
— Eu não fiz isso pelos negócios, Valentina — ele disse, caminhando em minha direção com uma fome que me fez recuar até bater na parede. — Eu fiz isso para ver a expressão de vitória no seu rosto. E agora... eu quero a minha recompensa.
Ele me encurralou, suas mãos segurando meus pulsos acima da cabeça. A força dele era dominante, mas eu não sentia medo. Eu sentia uma necessidade desesperada de ser possuída por ele novamente.
— Você está sendo muito ciumento hoje, Enzo — provoquei, roçando meu quadril no dele. — O que foi? Com medo de que os gráficos financeiros roubem a minha atenção?
— Eu odeio qualquer coisa que tire seus olhos de mim — ele rosnou, mordendo o meu lábio inferior antes de me beijar com uma selvageria que me deixou sem fôlego. — Você é minha, Valentina. De corpo, alma e ódio.
Ele rasgou a minha blusa de seda branca, os botões voando pela sala. Suas mãos subiram para os meus s***s, apertando-os com força enquanto ele me beijava como se quisesse me devorar. Ele me levantou, minhas pernas se entrelaçando em sua cintura, e me levou direto para a mesa de jantar — o mesmo lugar onde, horas antes, ele tinha dado ordens para destruir um império.
POV – ENZO VITALE
Eu a queria com uma urgência que doía. Ver Valentina ser a arquiteta da destruição dos Harrison me deixava louco de desejo. Afastei os papéis e o laptop da mesa com um movimento brusco, deitando-a sobre a superfície fria.
— Enzo... aqui? — ela arqueou as costas, a respiração errática.
— Exatamente aqui. — Desfiz o meu cinto e baixei as calças, meu pênis pulsando de prontidão.
Eu não fui gentil. A suavidade da primeira vez deu lugar à necessidade de reivindicação. Entrei nela com uma estocada única e profunda, arrancando um grito de prazer e surpresa de seus lábios. O contraste do mármore frio contra as costas dela e o calor escaldante do meu corpo era inebriante.
Eu a possuía com uma fúria rítmica, minhas mãos cravadas em seus quadris, deixando marcas que durariam dias. Cada estocada era um lembrete: ela estava segura, ela era poderosa, e ela pertencia ao homem que estava destruindo Chicago por ela.
— Diga! — eu exigi, olhando no fundo de seus olhos enquanto acelerava o ritmo. — Diga de quem você é!
— Sua... Enzo! Eu sou sua! — ela gritava, as unhas cravadas nos meus ombros, o corpo tremendo sob o impacto de um orgasmo que a atingiu como um raio.
Eu me segui logo atrás, despejando tudo nela com um rosnado de triunfo. Naquele momento, não éramos apenas amantes; éramos conquistadores.
POV – VALENTINA ORTEGA
Deitada na mesa, com Enzo ainda sobre mim, recuperei o fôlego. O cheiro de sexo e poder preenchia a sala. A Semana 2 tinha terminado com a Harrison Holdings em ruínas.
— Eles estão sem nada, Enzo — sussurrei, acariciando os cabelos dele.
— Ainda não — ele respondeu, levantando a cabeça e me dando um beijo possessivo na testa. — Eles ainda têm a mansão. E na próxima semana, vamos tirar o que resta da dignidade deles.
A realidade financeira tinha colapsado. Agora, restava apenas o isolamento social. Clarisse e Elena Harrison estavam prestes a descobrir que, em Chicago, ninguém ouve os gritos de quem perdeu o ouro para o Dom e a vida para as Sombras.