POV – ENZO VITALE
A luz da manhã de Chicago filtrava-se pelas cortinas de linho, mas no meu quarto, o tempo parecia ter congelado. Eu estava acordado há horas, apenas observando a respiração ritmada de Valentina. Ela parecia melhor; a febre tinha baixado e a palidez doentia dera lugar a um viço suave.
Eu sabia que hoje tudo mudaria. O beijo no banheiro não foi apenas um erro de percurso; foi o início de uma avalanche. Eu sou um homem de excessos, de experiências intensas, mas ao olhar para Valentina, eu sentia um tipo de reverência que nunca experimentei com nenhuma das modelos ou herdeiras que passaram pela minha cama. Para elas, eu era o troféu. Para Valentina, eu era o homem que ela escolheu proteger com a própria vida.
Ela começou a se mexer, os cílios escuros tremendo antes de revelarem aqueles olhos de tempestade que agora me encaravam com uma clareza absoluta. Não havia mais a barreira profissional. Havia apenas um convite silencioso.
— Como você está? — minha voz saiu grave, carregada pelo desejo que eu m*l conseguia conter.
— Eu estou... com fome — ela sussurrou, e o jeito que ela olhou para a minha boca me disse que não era de comida que ela falava.
POV – VALENTINA ORTEGA
Eu nunca me senti assim. O vazio que a prisão deixou na minha alma estava sendo preenchido por uma eletricidade que começava na ponta dos meus dedos e se concentrava entre minhas pernas. Eu sabia que Enzo era experiente. Eu via como as mulheres o olhavam. E eu, que nunca tinha permitido que ninguém chegasse perto o suficiente, sentia que estava prestes a saltar de um penhasco. Mas se fosse para cair, que fosse nos braços dele.
— Enzo... — estendi a mão, tocando o seu rosto, sentindo a textura da barba por fazer. — Eu nunca fiz isso. Eu nunca deixei ninguém...
Ele travou por um segundo. Vi a surpresa em seus olhos, seguida por uma ternura que me desarmou. Ele pegou minha mão e beijou a palma.
— Então eu serei o único, Valentina. Para sempre. — Ele se inclinou sobre mim, o peso do seu corpo sendo distribuído com um cuidado extremo para não pressionar meu curativo. — Eu vou devagar. Vou te mostrar que o toque de um homem pode ser algo além de dor.
Ele começou com beijos castos na minha testa, nas minhas pálpebras, descendo para a ponta do meu nariz até encontrar meus lábios em um beijo que era puro mel. Suave, explorador, pedindo permissão. Minha língua encontrou a dele, e o sabor de café e desejo me fez soltar um suspiro baixo.
POV – ENZO VITALE
Saber que eu seria o primeiro dela mudou tudo. Meu instinto de predador recuou para dar lugar ao mestre. Eu queria que ela lembrasse de cada segundo. Com uma mão, desfiz as alças da camisola de seda dela, deixando o tecido escorregar para revelar a pele que eu tanto desejei.
Ela era perfeita. As cicatrizes não eram marcas de feiura, eram medalhas de guerra que eu pretendia honrar. Comecei a descer meus beijos pelo pescoço dela, sentindo o pulsar acelerado da sua jugular. Minha mão subiu, apertando suavemente um de seus s***s, sentindo o bico endurecer sob meu toque.
— Enzo... — ela arqueou as costas quando minha boca envolveu o mamilo dela.
Eu o chupei com uma sucção lenta e rítmica, provocando-a com a ponta da língua enquanto minha mão deslizava para baixo, passando pelo abdômen tenso, contornando o curativo com a ponta dos dedos até chegar ao elástico da calcinha de renda.
— Você é tão linda, Valentina — sussurrei contra a pele dela. — Tão real.
Introduzi dois dedos sob a renda, encontrando-a quente e completamente molhada. O som que ela soltou — um gemido agudo que morreu na minha boca — foi o sinal verde que eu precisava. Comecei um movimento circular no seu c******s, sentindo-a pulsar contra mim. Ela era apertada, sensível ao extremo, e o prazer que ela sentia refletia no jeito que suas unhas cravavam nos meus ombros.
POV – VALENTINA ORTEGA
O mundo lá fora deixou de existir. Havia apenas a boca de Enzo nos meus s***s e os dedos dele fazendo mágica entre minhas pernas. Cada toque era uma revelação. Eu sentia ondas de calor me atingirem, meu quadril subindo involuntariamente, buscando mais.
— Mais... Enzo... por favor — eu implorei, a voz rouca de luxúria.
Ele se afastou apenas o suficiente para se livrar das próprias roupas. Quando o vi totalmente nu, a luz do sol esculpindo seus músculos definidos e sua virilidade imponente, meu estômago deu voltas. Ele era magnífico.
Enzo se posicionou entre minhas pernas, mas antes de entrar, ele desceu. Ele mergulhou entre minhas coxas, e quando sua língua quente e experiente encontrou meu centro, eu perdi a noção de quem eu era. O prazer era tão intenso que beirava a dor. Ele me lambia com estocadas longas da língua, sugando-me com uma força que me fazia contorcer na cama.
— Oh meu Deus... Enzo! — Gritei, minhas mãos se enroscando nos cabelos dele enquanto eu chegava ao meu primeiro ápice. Meu corpo tremeu violentamente, as paredes da minha i********e contraindo-se em espasmos de puro êxtase.
POV – ENZO VITALE
Vê-la gozar pela primeira vez foi a visão mais erótica da minha vida. Mas eu queria mais. Eu queria estar dentro dela, sentir o calor dela me envolvendo.
Subi novamente, olhando-a nos olhos. O desejo dela era uma chama viva.
— Olhe para mim, Valentina. Quero que saiba exatamente quem está te possuindo.
Posicionei minha cabeça na entrada dela. Ela era tão estreita que senti uma resistência imediata. Fui parando, dando tempo para ela se acostumar.
— Relaxa, Val. Respira comigo.
Empurrei lentamente. Centímetro por centímetro. Senti a barreira da sua virgindade e, com um empurrão firme e suave, eu a rompi. Valentina soltou um suspiro curto, os olhos arregalados, enquanto eu me enterrava completamente nela. O encaixe era perfeito. Apertado, quente, como se tivéssemos sido moldados um para o outro.
Esperei um momento, beijando o suor da sua testa até que ela relaxasse sob mim.
— Está tudo bem? — perguntei, a voz falhando pela necessidade de me mover.
— Sim... — ela sorriu, um sorriso pecaminoso. — Agora... não pare. Nunca mais pare.
POV – VALENTINA ORTEGA (O Fogo)
A dor inicial foi rapidamente substituída por uma plenitude avassaladora. E então, Enzo começou a se mover.
No começo, eram estocadas lentas, profundas, que pareciam tocar minha alma. Mas à medida que o ritmo aumentava, a suavidade desaparecia. Ele segurou minhas coxas com força, elevando meu quadril, e começou a me golpear com uma fúria selvagem. O som da nossa pele colidindo, o estalar seco de cada investida, era a única música no quarto.
Eu estava em chamas. Enzo era implacável. Ele me virou de costas, me deixando de quatro sobre os lençóis pretos. Ele se inclinou sobre mim, uma mão apertando meu pescoço com uma possessividade deliciosa e a outra cravada no meu quadril. Ele me penetrava por trás com estocadas longas e brutas, cada uma delas atingindo o fundo do meu ser.
— Você é minha, Ortega! — ele rosnou no meu ouvido, sua voz vibrando em cada osso do meu corpo. — Minha rainha, minha guarda-costas, minha vida!
Eu sentia o pênis dele me preenchendo completamente, cada veia, cada centímetro me levando ao limite novamente. Eu gritava o nome dele, sem me importar se alguém na mansão ouvisse. Eu queria que o mundo soubesse que eu pertencia a ele, e ele a mim.
POV – ENZO VITALE
Eu estava no limite. O aperto dela era surreal, me sugando a cada estocada. O cheiro de sexo e suor era o afrodisíaco mais poderoso que já conheci. Eu a puxei para trás, fazendo-a sentar no meu colo enquanto eu ainda estava dentro dela.
Nossos corpos estavam colados, o suor nos unindo como uma segunda pele. Eu a beijava com desespero enquanto minhas estocadas ficavam mais rápidas, mais erráticas. Eu via o prazer nos olhos dela, a forma como sua cabeça tombava para trás enquanto ela chegava ao clímax novamente.
— Agora, Val! Comigo! — eu ordenei.
Senti a primeira onda do meu orgasmo começar na base da espinha. Foi explosivo. Joguei-me dentro dela com uma força que quase nos derrubou da cama, despejando tudo o que eu tinha, cada grama de desejo acumulado, de proteção e de amor que eu ainda tinha medo de nomear.
Valentina gritou meu nome uma última vez, suas unhas deixando marcas vermelhas nas minhas costas enquanto seu corpo se arqueava em um espasmo final e interminável.
POV – VALENTINA ORTEGA
Caímos exaustos nos lençóis bagunçados. O silêncio voltou, mas agora era um silêncio preenchido. Enzo me puxou para o seu peito, nossas respirações ainda pesadas, os corações batendo em uníssono.
Eu estava trêmula, sentindo o líquido dele escorrer por entre minhas pernas — um batismo de fogo que me transformou de uma sobrevivente solitária em parte de algo muito maior.
— Você está bem? — ele sussurrou, beijando o topo da minha cabeça.
— Eu nunca estive tão viva, Enzo — respondi, aninhando-me nele.
Eu sabia que lá fora, a guerra nos esperava. Os Harrison, os Petrov, a vingança... tudo isso ainda estava lá. Mas agora, eu não era mais a guarda-costas solitária. Eu era a mulher que tinha o Dom de Chicago aos meus pés e dentro do meu coração.
O ouro e o aço tinham se fundido no calor daquela manhã. E agora, Chicago realmente iria queimar. Pois nada é mais perigoso do que dois amantes que não têm mais nada a perder, a não ser um ao outro.