Narrado por Isadora
Depois daquela noite no Círculo, meu corpo não era o mesmo.
Minha pele parecia mais sensível. O ar, mais denso. Cada som me atravessava. Cada olhar de Cael... me consumia.
Ele me levava com os olhos. Como se estivesse me despindo por dentro. Como se meu cheiro fosse uma promessa, e meu corpo, o altar de algo sagrado.
— Seu despertar mexeu comigo — ele disse, me puxando para junto do peito nu. — Você é minha, mas agora... você também é loba. E isso muda tudo.
— Por quê?
— Porque agora... posso te reivindicar como se deve.
Minha pele queimou. O desejo pulsava entre nós como eletricidade selvagem.
Ele me tomou com as mãos e a boca, mas havia algo novo ali. Não era só luxúria. Era reconhecimento. Era alma. Instinto.
E quando ele me penetrou, senti como se algo se encaixasse dentro de mim — não só o corpo. Mas a essência.
Dois predadores se unindo, finalmente, no mesmo ritmo.
Ele me marcou com mordidas suaves nas coxas, nos ombros. Me virou, me guiou, me tomou contra a parede de pedra da caverna onde havíamos nos abrigado.
A cada estocada, a cada gemido, algo em mim rugia. E quando gozei, senti o lobo dentro de mim uivar.
Não havia mais volta.
Eu era dele.
E ele era meu.