Narrado por Cael
A floresta virou campo de guerra.
A alcateia rival atacava com tudo. Garras, dentes, magia ancestral corrompida. Queriam Isadora. Queriam seu poder. Queriam o que ela nem sabia ainda carregar.
Mas ela... não recuou.
Lutei ao lado dela. Como sempre sonhei. Como o destino escreveu.
Mas o que vi naquela noite me deixou sem palavras.
Ela moveu a mão e o ar se distorceu. Uma loba tentou atingi-la — e foi arremessada a metros de distância, esmagada contra uma árvore com um simples gesto.
Os olhos de Isadora não eram só prateados agora.
Eram brancos. Com fogo dourado queimando nas bordas.
Ela não estava apenas lutando.
Ela estava canalizando algo.
Antigo. Brutal. Sagrado.
E perigoso.
Quando a batalha acalmou por um momento, vi Rhian se aproximar. Sangue no rosto. O olhar... estranho.
— Conseguimos — disse ele, ofegante. — Mas não por muito tempo. Eles recuarão. Vão querer usar magia n***a da fronteira para invadir de novo.
Olhei para Isadora.
Ela estava nua, suada, com cortes na pele que já começavam a se curar. Um deus selvagem em forma de mulher.
Me aproximei dela, e mesmo em meio ao caos, não resisti.
— Você não tem ideia do que acabou de fazer — sussurrei em seu ouvido.
— Tenho — ela respondeu, a voz rouca. — Mas agora, me mostre... o que nós podemos fazer.
A leve tensão da guerra explodiu num momento de desejo feroz.
A tomei ali mesmo, entre os restos da clareira, com a lua por testemunha. Nossos corpos, sujos de sangue e barro, encontraram consolo no prazer. Uma necessidade primitiva.
A forma como ela montou em mim, olhos brilhando, boca entreaberta...
Eu era alfa. Mas ela era soberana.
E naquela noite, mais do que nunca, eu entendi: o poder dela não era para ser controlado. Era para ser respeitado.
E adorado.