LAVÍNIA Jonas me guiava pela casa como se fosse um guia turístico, mostrando cada canto e falando sem parar. Ele fazia perguntas pessoais de um jeito leve, tentando me conhecer melhor. No começo, eu respondia meio desconfiada, mas logo percebi que ele era inofensivo, só queria me deixar à vontade. Ele era diferente de qualquer garoto que eu conhecia, mas tinha algo nele que era acolhedor, quase familiar. — Então Lavínia, você gosta mais de praia ou cachoeira? — ele perguntou enquanto subíamos a escada. — Praia, com certeza. E você? — retruquei, meio no automático, mas curiosa também. — Cachoeira, claro. Não tem nada melhor que a paz que tem lá... Mas praia também é legal. — Ele deu de ombros e riu. Fomos conversando e rindo enquanto ele mostrava os cômodos, e eu percebia que, aos pou

