Capítulo 22: Quem Eu Sou

1252 Palavras

A noite estava abafada, e eu não sabia se era o calor do morro ou a fúria no meu peito que me deixava sufocado. Depois de um tempo na casa do Sherek, fumando e cheirando até perder a noção do tempo, sai para a rua contra o conselho dele. Minha cabeça latejava, a fome me consumia, mas era o vazio dentro de mim que mais doía. Na lanchonete, comi feito um desesperado. Três combos de lanche, dois milkshakes, e nada preenchia o buraco que a ausência da Lavinia deixou. Não era fome, era saudade. Era desespero. Quando terminei, a crise de choro me pegou de jeito. Ali, no meio do morro, chorei como uma criança que perdeu o chão. Tokyo apareceu do nada. — Tavão, o que tá pegando, mano? A voz dela tinha aquela mistura de preocupação e autoridade que só ela sabia usar comigo. Eu tentei afastá-la,

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