Capítulo 7: Efeito de Pólvora

1170 Palavras

PECKO Tava eu na escadaria, cercado pelos vapô, me sentindo o dono do pedaço. Não que eu já não fosse, né? Filho do Sherek, p***a, todo mundo aqui me respeita. E hoje era dia de reforçar isso. — Cês não tão ligado, rapaziada. A Lavínia, mano... a mina é diferente. Mas comigo? Caiu no papo rapidinho. — Eu falava e gesticulava, com aquele sorriso que só eu sei dar. Juninho, sempre o mais babão, deu uma risada. — Logo a Lavínia? A loirinha metida a santinha? — É, fi, cê tá achando o quê? Só eu pra dobrar aquela mina. Agora já era, geral sabe que ela é minha. Quem se meter, toma, tá ligado? — Falei, batendo no peito como quem diz: "aqui, quem manda sou eu". Os moleques riram e começaram a me bajular. “Tu é brabo, Pecko!”, “Tá com moral, hein!”. Eu curtia aquilo, claro. Fazia parte de mar

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