Eu esperei a Alice terminar de explorar a casa nova, tomar água, gastar a energia dela correndo da sala pro quarto e do quarto pra escada, até o corpo dela finalmente desacelerar. Aí eu sentei no sofá, respirei fundo e pensei no que ainda faltava. A outra casa. Aquela que o Edgar tinha emprestado no começo, quando eu cheguei sem chão e sem rumo. Era pequena, simples, mas foi onde eu consegui dormir sem o medo me esmagar na primeira semana. E, por mais que eu quisesse fingir que nada doía, eu sabia: eu precisava fechar aquele ciclo com as minhas próprias mãos. — Alice — chamei, já pegando uma sacolinha. — Oi, mamãe! — A gente vai lá buscar as nossas coisinhas que ficaram na outra casa, tá? — A casinha antiga? — ela perguntou, curiosa. — A casinha antiga. Ela fez que sim com a cabeça

