A Alice ficou um tempo correndo de um lado pro outro, até que parou de repente, como se tivesse sido puxada por um ímã. Do outro lado da praça, um menino um pouco maior estava andando de bike, dando voltinha perto da quadra, fazendo pose como se fosse dono do chão. A bicicleta brilhava, rodinha rangendo, e a Alice ficou olhando com um desejo tão claro que me apertou o peito. — Mamãe... — ela puxou minha mão. — Eu quero andar também. — Você quer? — eu perguntei, sorrindo. — Quero! — ela disse com os olhos acesos. — Eu sei andar um pouquinho. Edgar, que estava em pé perto da gente, ouviu na hora. O olhar dele seguiu o olhar dela. — Tu quer andar na bike do menino? — ele perguntou pra ela, calmo. — Quero — Alice respondeu, já indo na direção do garoto sem nem esperar. Eu levantei també

