82. Rubi

1125 Palavras

A praça do morro não era grande, mas era viva. Tinha banco de cimento, um parquinho simples com escorregador gasto, uma quadra com rede torta, barraquinha de picolé e gente ocupando o fim de tarde como se aquilo fosse uma sala coletiva. Quando eu cheguei com a Alice pela mão e a Nanda do meu lado, eu senti o corpo dar aquela travadinha de sempre, mas a dona Tereza vinha atrás com a tranquilidade de quem já pisou ali mil vezes e não devia nada a ninguém. — Relaxa, menina — Tereza falou, como se tivesse lido minha tensão. — Aqui é de boa. Nanda já foi puxando assunto com meia praça. Cumprimentou uma, zoou outro, chamou uma senhora de "minha rainha", e em cinco minutos eu já tinha ouvido meu nome ser dito como se eu sempre tivesse pertencido ali. — Aí, Rubi, tu sumiu! — uma vizinha comen

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