Depois do almoço, a casa ficou naquele estado gostoso de domingo: gente espalhada, prato na mesa ainda, cheiro de comida no ar e a Alice já correndo pela sala como se tivesse comido energia em vez de arroz e feijão. Eu ia começar a juntar as coisas, mas a dona Tereza levantou da cadeira como se fosse automático, pegou a pilha de prato e já foi indo pra cozinha. — Dona Tereza, deixa que eu lavo — eu falei, indo atrás. Ela nem me olhou direito. — Tu cozinhou pra todo mundo. Eu lavo. — E completou, com aquele tom dela que não aceita réplica: — E não discute comigo, porque eu sou mais velha! Eu ri, rendida, e parei do lado dela só pra enxugar e guardar. Ela lavava com força, mas com um carinho escondido nos detalhes, ajeitando tudo como se estivesse deixando a cozinha "do jeito certo", com

