Georgiy era o chefe de uma organização Russa, foi criado com muito amor por sua mãe mas também com a firmeza de seu pai, era filho único e sabia que um dia herdaria os negócios do pai e comandava muito bem a organização, sempre fez de tudo pra que fosse o melhor e para que tivesse aliados, assim poderia encontrar sua mãe, mas nunca conseguiu encontrá-la.
Ela sumiu depois de dizer que iria embora mas que nunca esqueceria o seu único filho. Tanya tinha bravura, precisou abandonar o filho ou ele sofreria por sua causa, não poderia dizer que errou, por que não era errado amar alguém que era rival da organização de seu marido, nunca o traiu, mas também nunca o amou, a única coisa boa que dizia ter acontecido entre eles foi ter seu amado filho.
A mesma foi forçada a se casar com Roman antes mesmo que pudesse viver seu amor com quem amava, teve uma vida infeliz com o marido, mas era grata por ter tido um filho que amava tanto, ao menos tinha sido capaz de cria-lo e se sentia bem assim.
Tudo que Georgiy almejava era encontrar a mãe, não valeria toda aquela riqueza se não tivesse sua mãe por perto, durante todos os anos não parou de procurá-la, não importava se não a encontrasse só precisava continuar a procurar por sua mãe.
Os pensamentos de Georgiy naquele momento estava nas lembranças que tinha de sua mãe, a única lembrança r**m que tinha dela era de sua partida, pois o único tempo em que foi feliz era quando tinha ela por perto.
Quando Georgiy puxou o ar sentiu um cheiro familiar, tão familiar que as lembranças de sua mãe cozinhando o acertaram com força, levantou num pulo e foi até a cozinha, quando viu Halina colocando o prato sobre a bandeja ficou extremamente surpreso, até mesmo a aparência do prato era igual ao dela, não seria possível ter encontrado alguém que conseguiu, seria?
Ele pegou a colher e levou a boca, fechou os olhos e saboreou a sensação do sabor familiar que adorava, o sabor não era só familiar, era exatamente idêntico.
--- Onde aprendeu esse prato Halina?
--- No orfanato, uma freira me ensinou.
Como Alexander havia lhe dito, não falaria sobre sua mãe.
Não seria possível tanta coincidência, aquele sabor era o sabor que procurou por muito tempo
--- O emprego é seu Halina, tudo que precisa fazer é cozinhar todos os dias, aqui não tem empregadas por que não gosto do barulho de muitos pés caminhando pela casa, mas uma vez na semana alguém vem fazer a limpeza, não se preocupe com isso.
Halina sorriu, finalmente teria onde ficar, foi um longo trajeto até ali mas conseguiu.
--- Você pode ficar com esse quarto, pode decorar como preferir e descanse, você começa a trabalhar amanhã.
--- Obrigada senhor, não vou decepcionar.
--- Assim espero Halina.
Quando Halina adentrou o quarto rodou por ali com um sorriso no rosto, cumpriu a promessa que fez a sua mãe, estava segura, e poderia viver bem de agora em diante.
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Dias atuais.
Halina estava preparando o café da manhã de Georgiy, sempre acordava bem cedo somente para preparar algo para ele, já que as vezes ele nem tinha tempo de voltar para almoçar.
Nos dois anos que passou ali viveu bem, recebia uma boa quantia e sempre guardava metade do dinheiro, não sabia o que poderia acontecer no futuro, era muito melhor se prevenir.
Terminava o café da manhã quando ele passou pela porta da cozinha, preferia comer ali por que sempre tinha uma flor no vaso sobre a mesa e uma toalha bonita forrada, o ambiente era aconchegante, Halina tinha dado vida a toda sua casa.
--- Não precisa de férias Halina? Talvez queira visitar alguém da família.
Georgiy notou Halina exitar na resposta.
--- Tá tudo bem senhor, não tenho parentes, não preciso de férias.
Após responder ela rapidamente se dirigiu para organização da cozinha, não podia falar sobre sua mãe nem muito menos sobre como viveu. Mas o seu nervosismo não passou despercebido por Georgiy, deixaria para encurrala-la em outro momento.
Seguiu para seu escritório assim que terminou seu café da manhã, agora fazia questão de não perder nenhuma refeição do dia, a menos que fosse necessário, assim que entrou no escritório recebeu uma ligação de Nikolai.
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--- Algum problema Nikolai?
--- Georgy, chegou um pedido de armamento, e disseram que só a sua pessoa pode fazer a entrega.
Georgiy soltou um longo suspiro, odiava os idiotas que pediam para ele ir pessoalmente nesses tipos de ocasiões, na maioria das vezes só queriam bajular o chefe e criar alianças, o que era difícil dado ao seu temperamento r**m. Escolhia a dedo os que poderiam ser seu aliado.
--- Já chego aí, organize tudo para a viagem.
--- Pode deixar.
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Desligou e saiu até o seu quarto, arrumou uma mala pequena com suas roupas, vestiu um terno e pegou a chave do carro, Halina estava pela sala passando o aspirador de **.
--- Estou saindo por alguns dias, não sei bem que dia volto, mas não devo demorar, até mais Halina.
--- Até mais senhor.
Halina não tinha se acostumado a chamá-lo pelo nome, apesar das tentativas dele de fazê-la o chamar de Georgiy, a diferença de idade não era tanta e mesmo assim, ela não conseguia de modo algum trata-lo tão casualmente.
Como não faria nada o dia todo decidiu ir assistir a filmes, ele não se incomodava que ela desfrutasse de sua casa, contando que não entrasse em seu escritório, escolheu um filme qualquer e começou a assistir. Se sentiria entediada, não teria muito o que fazer nesses dias já que não havia graça em cozinhar só para ela, e o modo que o seu chefe saboreava a sua comida a deixava com vontade de cozinhar, sem ele ali não poderia fazer praticamente nada.
Halina estava na cozinha organizando alguns mantimentos, se passou dois dias desde que Georgiy saiu, então decidiu comprar o que faltava, e começava a organizar naquele momento.
Ouviu o som de passos pela casa, e percebeu que não eram os de Georgiy, reconheceria sua passada em qualquer lugar. Quando se virou notou um senhor de idade, deveria ser o avô de Georgiy, sabia que ele tinha um, que aliás não era um avô tão bom assim.
--- Olá querida, parece que a casa se encontra sozinha nesse momento estou certo?
--- O senhor Georgiy deve chegar a qualquer momento senhor.
--- Não se preocupe não irei demorar.
Viu o senhor tirar um frasco do bolso, percebeu do que se tratava.
--- Pagarei bem para que apenas coloque o conteúdo desse frasco na comida dele menina, viverá bem sem precisar trabalhar novamente.
Halina pensou por um momento, não poderia se recusar ou ele a mataria e poderia alegar, que era ela que iria tentar m***r Georgiy, optou pela opção que a salvaria.
--- Farei isso senhor.
--- É uma boa garota, e muito esperta, creio que tudo que quer é viver uma vida boa sem preocupações.
Depois de passar as mãos no cabelo de Halina como se ela fosse um cachorro o senhor saiu, teve vontade de vomitar mas se conteve, não poderia fazer nada por enquanto, afinal quem era ela perto de um senhor tão poderoso como aquele? Não poderia cometer um erro, uma escolha errada, e não viveria para contar a história, sua vida também estava em jogo, significaria sua morte agir imprudente.
Georgiy estava cansado da viagem, viajou quilômetros somente para chegar lá, e ser bajulado em busca de fazerem novas alianças, não se importou em fazer, já que se tratava de um ser asqueroso. Apesar de ser um chefe, e ter muito poder em mãos nunca usou seu poder para machucar inocentes, não importava o que acontecesse jamais cometeria tal ato.
Assim que desceu do seu jatinho Nikolai o esperava, depois de entrar no carro encostou sua cabeça no banco, era cansativo ter que aturar aqueles idiotas.
--- Ficará mais cansado ao saber que seu avô foi até sua casa na manhã de ontem.
--- O que ele iria procurar lá?
--- Talvez tentar mata-lo, não disse que a garota escondia algo? Irá descobri se ela o mataria ou não. Ele passou um frasco de veneno a ela, quem sabe ela não o mate.
Nikolai riu da expressão que Georgiy fez, não conhecia a garota mas algo lhe dizia que ela não seria capaz de fazer isso.
Georgiy pensou que talvez ela realmente fizesse aquilo, por que recusaria uma oferta daquelas? Foi pensando no que faria se ela realmente tivesse coragem de envenenar ele, não sabia o que fazer mas teria que ter algo em mente caso acontecesse. Antes de ir para casa decidiu passar na sede da organização, tinha alguns negócios pra resolver e não poderia adiar.
Passou o dia todo ali, já era noite e voltaria para casa, talvez Halina pudesse estar dormindo deixaria para resolver com ela no dia seguinte, não tinha vontade alguma em saber o que ela faria naquela noite.
A primeira coisa que fez foi tomar um banho frio, estava necessitando de um, sua cabeça tava cheia precisava espairecer.
Caminhou até o quarto de Halina, a porta estava entre aberta e decidiu dá uma olhada, viu ela dormir toda esparramada na cama, com seus cabelos negros espalhados, uma figura tentadora, balançou a cabeça mandando os pensamentos para longe.
Vladimir era um homem trapaceiro, não escondia o ódio que sentia de seu neto desde que nasceu, na verdade o ódio começou da mãe, era uma traidora, a odiava mais que tudo, e só queria ter que mata-la com suas próprias mãos, mas o seu filho era i****a, deixou a mulher ir, por ser mãe do seu único filho. Nunca ousou acreditar no amor, sempre dizia ser para os fracos, pois quem amava, tinha medo. Se casou com a mulher que desejava mas não existia amor, havia desejo e talvez amor da outra parte, mas não da parte dele.
Já tinha planejado muitas vezes m***r o neto, mas nunca havia dado certo, em uma visita que fez a casa de seu neto viu em Halina a oportunidade, ele gostava da comida dela e não questionaria se ela desse algo para o mesmo comer, e se descobrissem depois, era só jogar a culpa na garota ingênua, dessa vez seria fácil. Conseguiria colocar Anton no lugar depois que ele morresse, na visão dele Georgiy não merecia o cargo que ocupava, e faria de tudo para tirá-lo dali.
Usava dos truques mais sujos para machucar o neto, mas Georgiy era esperto e inteligente, nunca tinha matado o avô por respeito ao pai, pois vontade e oportunidade nunca falto. Mas um dia ele se cansaria daquela corrida de gato e cachorro.
Talvez Vladimir tenha se equivocado ao pensar que Halina era ingênua, sabia bem o que iria fazer, não morreria por fazer uma escolha errada, era melhor ficar protegida a ter que receber uma quantia exorbitante por algo duvidoso, não conhecia o senhor mas algo lhe dizia que dali não vinha coisa boa de modo algum.
Sua escolha já estava feita e não voltaria atrás, poderia ser nova mas teve alguém experiente que lhe ensinou muito bem, mostraria para aquele velho que ela não era uma garotinha, e que sabia muito bem o fazia.