–Você tá bem mesmo? –Ela falava e dava risada e eu nem sabia se já tinha respondido. Respirei fundo e olhei minhas mãos por alguns instantes antes de respondê-la. –Estou sim, só preciso de alguns minutos para voltar ao normal. –Passei a mão no cabelo molhado e senti o olhar da garota sob mim, como se ela estivesse hipnotizada. –Não sabia que você usava esse tipo de coisa... –Ela riu caminhando e automaticamente eu a segui. –Que tipo de coisa? –Sorri, fechei a testa num movimento de dúvida. –Usa drogas... –Ela falou como se fosse óbvio. –Ah, não foi voluntário. –Eu sorri tropeçando vagamente sob meus próprios pés. –Então você é desses... –A olhei com questionamento. –Caras que andam com caras babacas, mas na real não são. –Ela riu, e chegamos num tipo de garagem da casa

