Ele dá alguns passos na minha direção, as mãos nos bolsos, o rosto com a mesma expressão que vi nos olhos de Alice: altivez contida e desprezo disfarçado. — Não pensei que a veria aqui. Diz ele lentamente. — Honestamente, nem esperava vê-la. As suas palavras soam como uma formalidade cuidadosa, mas percebo o subtexto nelas. — Tenho uma reunião com um cliente aqui. Respondo com cautela. — Gostaria de conversar com você. Ele continua. — Acho que você sabe o quê. — Ou com quem. Esclareço. — Imagino, mas não tenho certeza se devemos conversar. — E eu acho que devemos. Ele franze a testa, e eu me contenho ao máximo para não demonstrar o meu medo. Uma vez, quando eu era namorada do Timur, esse homem me assustava de verdade. Agora, o medo é diferente. Não tenho medo dele. Tenho medo de per

