A frase se repete como um disco riscado. Incessantemente. O tom é frio, indiferente, confiante no seu poder. Exatamente como a voz de Alice alguns dias atrás. Primeiro ela, agora ele. E não sei quem esperar em seguida. Quem mais virá me lembrar que não faço parte do mundo deles? Entro no escritório, cumprimento alguém automaticamente, sem nem olhar, e fecho a porta imediatamente. Por um instante, tudo fica em silêncio. Mas esse silêncio não é reconfortante, e sim opressivo. Sento-me à mesa, mas não consigo me concentrar nem nos papéis, nem na tela. A minha cabeça está um caos. A sensação de que o chão sob os meus pés está começando a tremer. Alice tinha certeza de que eu me intimidaria. E eu pensei que conseguiria lidar com isso. Mas agora – as palavras dele. A fria certeza de que Mark

