O beijo não é cauteloso. É profundo, real, com um toque de algo indescritível. Uma dor silenciosa, da qual ambos já tínhamos nos fartado. E uma grande, insuportável necessidade de nos tocarmos não apenas com a pele, mas com algo muito mais profundo. O meu corpo parece despertar de um longo sono. Todos os receptores parecem explodir. Com o seu toque, com a sua respiração junto a mim. Com o calor do seu corpo, que sinto mesmo através do tecido fino do meu vestido. As suas mãos me puxam para si, não com ganância, mas com aquela ternura capaz de derreter gelo. Eu me dissolvo neste beijo. Neste homem que era uma sombra do passado e agora está diante de mim, real, vivo. Meu Mark. — Me impeça. Ele sussurra no meu ouvido. Sua voz é rouca e suave. — Não. Eu não quero parar. Sorrio. Desta vez,

