"Me encostei em outra árvore para descansar.
Fechei meus olhos que quase não aguentavam mais ficar abertos.
Mas por um segundo eu percebi que ali não era meu lugar.
Acordei quando o dia já havia passado.
E me perdi na escuridão de um lugar não descoberto.
Me apertei contra a árvore tentando não chorar.
E mais uma vez chorei, tentando acordar.
Desse pesadelo que não me deixa mais despertar."
(Darkwoman1900.blogspot.com.br)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
- Isso explica muita coisa. - declarou Hanna, pensativa. Ela olhava para o teto com uma ruga entre as sobrancelha. - Mas ainda não explica por que ela veio atrás de nós e não só de você. Será que ela não sabe que você se esqueceu?
- Eu não sei explicar tudo, Hanna. Gente, escuta. Eu quero acabar com isso tanto quanto vocês. Se eu contasse para qualquer outra pessoa o que acabei de lhes confidenciar, com certeza teriam rido de mim e não acreditado em tudo sem questionar. O meu medo é que isso se alastre. Até então eu não faço ideia do por que ela foi atrás de vocês. Até ontem eu nem sabia que havia sido adotada. - Esmeralda tinha um olhar sério, embora suas bochechas tenham ficado vermelhas de nervoso. Ela sempre virava um tomate quando estava irritada, tímida ou envergonhada.
Ela olhou para Brian que a encarava do outro lado do sofá e lhe deu um meio sorriso.
- Eu te arrastei mesmo pra isso tudo, né?
- Acho que eu meio que me infiltrei neste meio por livre e espontânea vontade.
- Desculpe. Eu peço perdão a todos vocês.
- Ei. Não é como se isso fosse culpa sua. Você era uma criança carente que queria alguém pra conversar. Acho que qualquer um teria acreditado que era real. - disse David, impressionando a todos por não dizer nenhuma bobagem. - Mas por que os meus pais foram envolvidos antes de mim ou de Hanna?
- É verdade, isso é estranho. - meditou Brian. - Mas sabem, não acham que ficou um pouco quieto depois que a Ângela sumiu?
Ele olhou para David que juntou as sobrancelhas e pensou um pouco sobre o assunto, um pouco aturdido. Ele balançou a cabeça algumas vezes, se levantou colocando o copo sobre a mesa e abriu a porta da casa.
- Ei! David o que pensa que está fazendo? - gritou Hanna correndo até a porta e fechado rapidamente atrás de si. - Está querendo nos m***r?
- Não, mas... - ele estava confuso. Dava pra perceber. Estavam todos em seu limite. - Deixa pra lá.
Esmeralda estava quieta, pensativa. Enquanto todos viviam um inferno... por que de todos ela estava tão em paz, quando havia sido ela que iniciara tudo aquilo.
- Isso não está certo. - comentou baixinho. - Não parece que algo não se encaixa esta história? O que pode ser que não percebemos ainda?
- Bom, tem muitas coisas estranhas. - disse Hanna. - Mas nós não estamos acostumados com tais acontecimentos, qualquer coisa vai parecer absurdo.
- Não é isso. Vamos olhar aos mínimos detalhes. O que deixamos passar? É disse que estou falando.
- Por que não procuramos o padre Daniel? Você ainda se lembra de onde fica essa igreja? - sugeriu Brian.
- Isso me dá arrepios, mas não acho que dentro de uma igreja ela vá atrás de nós, afinal, vocês estava bem protegida dentro de uma quando estava possessa.
- Ótima escolha de palavras, David. - comentou sua irmã com uma cara sínica. - Mas é uma boa opção. Ligue para seus pais ou mande uma mensagem, diz que tem vontade de visitar a igreja novamente. Não acho que se recusariam.
- Boa ideia! - disse um David animado.
- Bom, não custa nada tentar.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- O número chamado entrasse desligado ou fora da área de cobertura.
O rosto que Esmeralda fazia era indecifrável. Ela tentou pela quinta vez o telefone de seu pai e novamente caiu na secretária. Quando ela desistiu, com os dedos de suas mãos trêmulos, ela se sentou no sofá e depositou o celular na mesinha de centro, sua expressão era aterrorizada e seus olhos sem cor.
- Provavelmente eles só desligaram os telefones. Já está tarde. - comentou David.
- Não... eles... nunca fizeram isso antes. Por que eu tenho um pressentimento r**m sobre isso?
Não era algo muito difícil de se imaginar. Os pais de Hanna e David haviam desaparecido, eles estavam tendo as experiências mais sinistras, o que no mundo faria ser impossível que seus pais tivessem sido levados? Sua respiração estava começando a ficar acelerada quando o seu telefone tocou. Ela deu um pulo imediatamente do sofá e correu para atender. Era sua mãe.
- Mamãe?
- Oh, mi hija? Por que me ligou tantas vezes? Está tudo bem? - Os olhos de Esmeralda se encheram de lágrimas com o alívio de ouvir sua voz novamente.
- Está tudo bem, mãe. Mas por que a senhora e o papai não atendiam?
- Desculpe por isso. Sabe a velha casa do lago da vovó Silvia?
- Sim, eu me lembro bem.
- Nós viemos passar uns dias aqui, estamos evitando um pouco o trabalho. Respirar um pouco de ar puro, entende.
- Oh, sim. Que bom que estão bem. Me deixaram preocupada.
- Não fique, sabe que somos bem grandinhos. Mas então, você precisava de alguma coisa para estar nos ligando tão tarde?
- Ah, sim. - ela olhos para seus amigos e estavam torcendo ao seu lado e sorriu. - Sabe o endereço daquela igreja...
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
" De um passado distante me despeço
De lembranças em branco,
Que por um segundo foram boas,
Mas suas cores já não brilham mais.
De um sorriso antigo reconheço um belo amigo,
Que tinha uma grande mente, mas um coração partido.
No inverno eu sentia frio, mas era como se o sol ainda estivesse lá fora.
Eu ouso os sons de um mundo estranho,
Que cada dia que passa, parece me arrastar para a loucura.
Meu castigo agora é o de ficar longe de alguém que amo.
Só me pergunto se estou fazendo a coisa certa. "
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -