Regra número 8

3461 Palavras
— Bom, agora que estamos resolvidos, vou cozinhar para nós. — Dylan levantou-se do chão me pegando no colo e dando um sorriso largo depois de passar longos minutos explorando minha boca e mordendo a curva de meu pescoço. Ele parecia tentar atiçar algo dentro de mim, mas cortou nosso contato antes que fossemos longe demais. — Você é levinha, sabia? Parece que estou segurando uma boneca. Uma linda bonequinha. Fiz uma careta para sua observação, pois me pareceu algo incomum de se dizer. Tudo bem que eu me vestia feito um bolo de natal com lacinhos e enfeites demais, mas boneca não, né? Dylan achou graça da minha expressão e colocou-me no banquinho do balcão para se dirigir ao outro lado. Ele estava confiante em fazer algo para comermos e eu não tinha muito o que dizer para impedi-lo. Estava morta de fome e sem ânimo algum para cozinhar. — Quer ajuda? — Ofereci, pois seria algo que eu faria sentadinha naquela banqueta. — Eu posso cortar alguma coisa. — Não! — suas mãos no ar me ordenaram continuar com os cotovelos na bancada e isso me fez rir sem graça. — Pode ficar paradinha ai que eu quem vai cozinhar. — Isso é fofo. — Comentei vendo-o me lançar um beijo em agradecimento. Ele voltou aos seus afazeres logo em seguida. Pegou a panela do armário em cima da pia e a levou ao fogão observando minha cozinha parecendo perdido. — O que vamos comer? Perguntou por fim ao notar que não tinha outra escolha a não ser falar comigo. — Deixe-me pensar… — Tamborilei os dedos nos lábios fazendo uma pequena lista em minha mente do que tinha na dispensa e o que poderíamos fazer com aquelas coisas. O moreno abriu a geladeira analisando os condimentos enquanto eu me perdia em mim ainda trabalhando a mente. — Que tal pão e geléia, ou geléia e pão. Tem mais disso aqui do que qualquer outra coisa. Ele falou me recordandoque eu não havia feito compras. Havia tanta coisa acontecendo ao menos tempo que me esqueci de abastecer minha cozinha para me manter saudável. Dei uma risada e ele abriu o freezer achando uma lasanha quatro queijos congelada. Balançou o pacote no ar com um olhar divertido, fazendo-me lembrar que havia comprado aquilo logo quando cheguei a cidade. Já ia fazer um mês. — Vamos comer isso hoje e fazer compras depois se você quiser. — Afirmei e ele guardou a panela que iria usar antes, no lugar certo. Dylan tirou a massa da embalagem e a colocou em um recipiente de vidro que achou na lava louça. — Preciso parar de faltar ao trabalho, não quero perder todo meu dinheiro quando Herman começar a descontar meus dias. — Pensou ele em voz alta me fazendo observá-lo durante seus devaneios. Dylan recordou que não estava sozinho ali e me olhou brevemente. Já havia colocado a massa no microondas para descongelar, então endireitou seu corpo aguardando a contagem do microondas terminar. — Falando nisso… — ele mordeu o lábio, parecia inquieto com algo que martelava em sua mente. — Você não precisa trabalhar se não quiser. — Claro que preciso, tenho contas a pagar. Sabia? — Eu pago para você. Não sei se fiquei com raiva, na verdade aquilo era um passo muito longo e eu não queria avançar tanto assim ainda. Poderíamos continuar calmos e serenos com nossa relação até que ela tivesse uma boa estrutura para debatermos sobre aquilo. Respirei fundo e ele me olhou de maneira cansada, até parecia que ja sabia o que iria dizer. — Dylan — ele sorriu. — Acho que esse assunto está indo rápido demais. Vamos esperar mais um pouco, pois eu não quero me preciptar e depois acabar… — Sozinha. — interrompeu-me ele. O microondas apitou e ele apertou o botão para assar. — Eu entendo. — Quando tivermos certeza do quero e do que temos voltaremos a esta conversa. Tudo bem? — Você quem manda — ele falou. Sorri e lançei uma piscadela em sua direção. — Ótimo. Comemos a lasanha com calma depois daquele breve momento. Pude observar Dylan durante a comida e percebi que ele amava comer, mas detestava comida congelada. Ele mesmo repetiu isso milhares de vezes durante nossa conversa e eu só fiz rir todo minuto. Ele começava a falar e dava garfadas na comida reclamando dela em seguida. Meu estômago já estava doendo de tanto que eu o retorcia para tentar amenizar as gargalhadas. Era bom me distrair e esquecer o que Nathally havia me dito, pois naquilo me fazia voltar no tempo da escola me machucando. Logo eu tratava de expulsar o pensamento para me concentrar nas palhaçadas do professor. Eu queria saber mais sobre ele, poder entende-lo de todas as formas e vi um otimo momento para começar enquanto estavamos sentados a mesa. Seria um momento para falar de nós, para criar um laço de casal. — Então — ele me olhou assim que terminou de comer. — Me fala mais de você. Seus olhos ficaram catatônicos, parecia que eu era a primeira pessoa na terra que havia feito aquela pergunta. O moreno limpou a boca com o guardanapo antes de seguir. — O que quer saber? — Sei lá Dylan. Algo que nos aproxime. Comida favorita, cor, filme, música, passatempo. Qualquer coisa. — Bem… — Ele sorriu pensativo. Comida… Essa é difícil, pois eu gosto de tanta coisa, menos essa gororoba que acabamos de comer. — Ri das suas palavras enquanto o via fazer careta para a louça na pia. — Gosto de algo bom e feito a mão com um bom forno. Já à cor, eu gosto da que está nessa sua boca deliciosa. — Dylan! — minhas bochechas esquentaram e ele sorriu mordendo o lábio. — Qual foi a outra pergunta? Ah! Filme favorito… — Ele tentou encontrar à informação em sua mente, mas pareceu desistir quando não teve sucesso. — Qual o seu? — Perguntei primeiro e porquê quer saber o meu? — Vai que gostamos do mesmo filme. — Explicou-me ele dando de ombros. O que me fez estreitar os olhos. — Tudo bem mulher. Acho que gosto de filmes de ação. Na verdade, eu adoro ir ao cinema e mudo de filme favorito várias vezes, então por enquanto estou amando aqueles alguns de terror. Só até surgir outros. Mas agora me diz o seu. — Jogos Vorazes. — Revelei e pareceu não saber qual filme era. — Preciso assistir então. Vamos para as músicas favoritas. — Ele pensava na resposta batendo o indicador no lábio inferior. — Podemos pular essa pergunta e ir direto para uma que está latejando em minha cabeça? — Ele assentiu. Bocejei levando a mão à boca quando senti meu corpo começar a atender o chamado do sono, ainda assim relutei para ficar um pouco mais acordada. — Como é sua família? Nunca fala deles. Novamente Dylan foi inundado por uma expressão triste. A sombra escura que pousou em seus olhos esmeraldas, era grande e se fosse real seria pesada demais para carregar sozinho. Me arrependi da pergunta no momento que vi tudo aquilo, queria voltar dois minutos antes e ter deixado que ela falasse da música favorita. Ela respirou um pouco tensa e bufou. — Meu pai me odeia, minha mãe sente minha falta, meu irmão me culpa pelo divorcio de nossos pais e minha irmã é a única pessoa de todos que me entende ou pelo menos tenta. Meu peito doeu, pois o dele parecia doer também ao tocar naquele assunto. Pensei em seu caso e em como deveria ser h******l ter uma família tão distante. Com aquela conclusão eu percebi que me arrependi ainda mais de fazer aquela pergunta. — Desculpa, eu não devia ter perguntado. Não era da minha conta. Bocejei outra vez e Dylan se levantou, caminhando até o meu lado da mesa. Ele pegou em minha mão quando me coloquei de pé, me tomou em seus braços e me carregou pela casa tocando a pele de meu pescoço com seus lábios. Parecia querer finalizar aquela conversa me causando uma sensação maravilhosa que fazia meu peito palpitar. Eu estava realmente gostando daquilo. — Pode me perguntar o que quiser, quando quiser. Vou te contar tudo sobre minha vida, assim como quero saber tudo sobre a sua. E a cada dia vamos aprendermos mais um com o outro, até conseguirmos ter algo mais profundo. Envolvi meus braços em seu pescoço deixando que nossos lábios dançassem a melodia que eles mais gostavam. Ele me beijava tão quente, tão carinhoso e meigo que me fazia flutuar até as nuvens, mesmo que tivesse medo de me entregar completamente para outra pessoa novamente, eu me sentia segura em seus braços. Caminhamos até o meu quarto onde fui colocada na cama e Dylan me envolveu em seu abraço caloroso. Por mais que meu corpo gritasse para irmos longe, ele parecia tentar não passar dos limites comigo. Como se eu nunca tivesse sido tocada antes e isso foi outra coisa meiga que ele me fez. — Não quero ser precipitado. Por mais que esteja louco por você agora, quero que se entregue para mim quando achar que estamos prontos para isso. — Afirmei e voltei a beijá-lo. Tentei retribuir suas carícias da mesma forma que recebia, sempre acariciando sua nuca. Eu poderia ficar horas mexendo naqueles cabelos e sentindo aqueles lábios macios contra os meus, mas estava tarde e eu estava sendo abatida pelo sono. Dylan se enroscou em mim, nos deixando de conchinha na cama e eu achei aquele momento fofo demais. O sono veio forte em um instante que me pegou desprevenida e entre os carinhos de seus dedos finos e unhas grandes eu apaguei. O dia seguinte seguiu normalmente. Depois de ter acordado e acompanhado meu professor no café seguimos para o campus. Combinamos que na escola seríamos apenas, a aluna e o professor pelo menos até que as pessoas parassem de me apontar os dedos. A ideia foi de Dylan e eu concordei ao lembrar que a reitora estava com seus olhos abertos para indiciar qualquer um que se engraçasse com um aluno da sua instituição. Eu não queria que Dylan fosse mandado embora por algo que nós dois estávamos fazendo. Chegamos aos portões da escola e soltei aos poucos a mão do meu professor, quando os alunos começaram a surgir. Senti um vazio naquele momento e uma angústia, pois não poderia beijá-lo e aquilo havia se tornado um pequeno vício, eu já sentia saudade dos seus lábios com gosto de cacau. "Calma Camz, se controla" Disse para mim mesma e observei-o se afastar. Dylan usava calças jeans xadrez e uma regata branca que era coberta nas costas por seus longos cabelos castanhos. O que mais me chamava atenção era naquele cabelo. Eu precisava descobrir o que ele fazia para seus fios brilharem daquela forma quando tocados pelo sol. Despertei dos meus devaneios ao perceber que estava olhando demais naquela direção e comecei a caminhar para dentro do campus lutando contra todas as minhas forças para não girar meu pescoço. Senti um vento abafado, pois estava calor e meu cropped azul bebê mesmo que fino, me fazia suar como se eu usasse um casaco de pele em pleno sol. — Camz! — A voz de Joshua chegou até mim e percebi que o estava evitando desde o momento que ele me atacara em minha casa. Um tremor percorreu cada fibra do meu corpo fazendo-me apertar os passos para me afastar rapidamente do rapaz. No entanto, senti algo me puxar pelo cotovelo e ao olhar vagamente para quem fazia isso, vi Josh com o cenho franzido me impedindo de continuar meu caminho. — Camz, eu preciso falar com você. Pelo amor de Deus pode parar de me ignorar? Sacudi meu corpo até que ele me soltou ao perceber que aquilo não estava o ajudando. Virei-me para ele e pude notar seu olhar triste e envergonhado. Joshua vestia sua costumeira regata preta de academia com furinhos que mostrava o corpo por baixo do tecido e as calças largas tactel também pretas cobriam seus tênis cinzas. Provavelmente ele iria para aula de dança. — O que você quer? — Falei com a voz irritada. — Me desculpar. Eu não sei o que me deu naquele momento, não era para chegar tão longe. — Suas palavras me acertavam de maneira desesperada e isso tentou me dobrar de certo modo, mas eu não poderia dar o braço a torcer dessa maneira, não poderia deixar que ele saísse tão fácil de algo extremamente terrível que fez. Cruzei os braços e bufei para mostrar indiferença em qualquer coisa que viesse dele. Joshua arrumou o cabelo molhado e me olhou confuso. — Não vai me desculpar? — Olha Joshua, eu adoro você e devo admitir que você beija muito bem. — Ele sorriu desconcertado. — Mas não foi legal e mesmo assim eu não consigo ter raiva de você. Afinal é a única pessoa que fala comigo nesse lugar e é meu melhor amigo, eu preciso da sua fiel companhia. Contudo não me sinto segura no momento. Ele afirmou e me deu um sorriso singelo como sinal de amizade. — Eu prometo que vou conquistar sua confiança de novo e nunca mais vou quebrá-la — ele disse fazendo um juramento solene com os dedos cruzados em figas. Aquilo me tirou um sorriso, mesmo que eu tivesse tentado esconder. — Camila, pode começar. — disse senhor Harry começando a tocar o piano no ritmo de Love Me Harder - Ariana Grande. Dei início à música deixando que minha voz fizesse aquilo que mais gostava enquanto eu tentava me ouvir com o indicador afundado no ouvido esquerdo. Até o momento parecia que estava tudo correndo bem, pois Harry não parou minha parte até que chegasse o momento certo. — Meninas! — Cantarolou o professor para Nathally e suas duas subalternas do outro lado do piano. Logo elas começaram a cantar o refrão junto comigo e com o ritmo do piano. Algumas vezes à loira fez algumas caretas, mas não fomos interrompidas em nenhum momento. — Pety. — O professor Dylan falou para o rapaz que se encontrava do meu lado e ele continuou a cantar a segunda estrofe. — Juntos. — Os professores falaram em coro cantando conosco também em um misto de vozes espalhadas pela sala formando um grande coral que eu tinha certeza que percorreu os corredores do campus para dar o ar das nossas vozes. O piano tocou por dois segundos depois que acabamos à parte cantada até que parou. Harry me olhou admirado e Dylan apertou os meus ombros satisfeito. — Não tem como ser mais perfeita do que a voz dessa garota. — Falou o professor de roupas estranhas com seu sorriso largo no rosto. Nathally ao ouvir aquele elogio direcionado a mim. Ela bufou e me lançou seu olhar de raiva por ter perdido seu posto para a aluna nova. Eu peguei raiva dela após saber que tudo não passou de um ataque de ciúmes possessivo que a levou a tentar me fazer m*l. — Bom pessoal. Eu vou fazer uma seleção de músicas junto com meu grande companheiro de ensino. — Harry segurou a mão do amigo Dylan apertando levemente. Eu sempre achei a amizade dos dois mágica. — E quando estiver pronta começaremos os ensaios do grande show. Os alunos aplaudiram e festejaram com aquela novidade, pois faltavam quatro meses para aquele grande evento e meu estômago já se revirava dentro de mim. Afinal o tempo era curto, os ensaios seriam dobrados e era provável que não conseguiríamos fazer tudo certo. — Não esqueçam de se inscrever para ajudar a montar a decoração, o palco, o local… Enfim o show todo. — Dylan piscou para todos os alunos ao terminar a frase, na verdade a piscada fora apenas para mim, mas isso ficaria só entre nós. — Agora vamos prever o futuro de vocês? — Ele esperou um pouco à reação dos alunos e deu um sorriso. — Quando eu terminar esta frase todos irão para casa continuar ensaiando até caírem cansados na cama. O sinal tocou assim que ele parou de falar e os alunos olharam para o senhor Harry ligeiramente assustados. O homem ergueu seu pulso mostrando o relógio cinza que piscava uma luz verde. Rimos em coro ao ver que era o despertador dele e começamos a guardar nossas coisas. Eu iria entrar para meu turno na biblioteca em meia hora, então poderia me distrair um pouco antes do meu trabalho. Guardei minhas coisas o mais lento que pude, aguardando todos saírem da sala e Dylan fez o mesmo. Fiz questão de ler um pouco a partitura para poder enrolar ainda mais fingindo estar concentrada. Ouvi Harry perguntar se seu amigo ficaria mais um pouco e ela afirmou. O professor não fez outras perguntas, apenas saiu junto com os últimos alunos e eu coloquei a mochila nas costas indo na direção da porta. Dylan segurava o objeto amarelo aberto vendo os dois restantes rapazes saírem da sala . Ao notar minha aproximação da porta ele a fechou, trouxe seu olhar sedutor em minha direção e mordeu o lábio. Estávamos finalmente a sós. Encostei na parede e o corpo de Dylan prensou o meu. Ele colocou a mão na parede me impedindo de passar e apertou minha cintura com sua outra mão. — Onde vai, senhorita Chaves? — Ele sussurrou ao pé do meu ouvido. — Trabalhar, professor. — Seus lábios já tocavam a pele do meu pescoço me fazendo ferver. — Só depois. Eu fiquei cinco horas sem essa boca. Você vai trabalhar quando eu terminar de satisfazer meus desejos por ela. Tentei falar, mas o ar me faltou, pois Dylan já me beijava calorosamente começando a puxar meus lábios para tirar todo meu juízo. Deixei que o desejo se alastrasse por todo meu corpo com seu toque e enfiei os dedos em seus cabelos para tentar manter nosso rosto o mais colado possível. Quando larguei a mochila no chão, Dylan segurou minha cintura com as duas mãos me erguendo um pouco para que pudéssemos ficar do mesmo tamanho. Embalei-me ainda mais naquele beijo quente cheio de perdição enquanto sua língua invadia minha boca roçando na minha. Eu sentia meu corpo entrar em ebulição, pressionei os dedos no couro do meu professor conforme ia sentindo-me cada vez mais alta. Estávamos quentes, tão quentes que poderíamos derreter aquela escola e mesmo assim nada nos impedia de parar. Ouvimos o destranque da porta instante depois quando o beijo já estava durante muito e ao nos separarmos vimos Nathally encarar o casal na sala com toda sua raiva exposta. Havia um algo sombrio em seus olhos. No entanto, era claro que aquele sombrio não passava apenas de um olhar furioso e cheio de rancor. Tive medo naquele momento, mas me senti h******l quando vi as lágrimas surgirem no olhar da loira. O sentimento de raiva que eu havia suprindo por ela havia se tornado de pena. Ela correu quando não suportou mais nos encarar, deixando à porta se fechar. Olhei para Dylan para identificar sua reação e percebi que havia satisfação em seus orbes. Ele sorria e me olhava com ainda mais desejo. Quando ele tentou me abraçar, me desvencilhei. — O que foi? — Precisa falar com ela. — Peguei a mochila do chão e o encarei. — Ela tentou machucar seus sentimentos, Camila. — E agora eu machuquei os dela. — Retruquei. — Não importa o quão má ela seja, eu não sou. E você não vai ser também. Vai explicar para ela direito e tente deixá-la conformada. — Camila, eu… — ergui a mão fazendo-o parar de falar e seus olhos se reviraram. — Fale com ela imediatamente. Diga o que sente de verdade e o que quer de verdade, sem dar voltas. Se ela gosta de você, te deixará ser feliz. Mas ela precisa entender que você precisa escolher as coisas na sua vida e não que escolham por você. Dylan sorriu com compreensão, puxou-me para seu corpo apertando o meu e beijando novamente minha boca. — você é uma das pessoas mais sensatas que já conheci em toda minha vida, sabia? Creio que vá muito longe com isso. — Dei um sorriso sem graça para ele e senti meu nariz alisar no meu. — E quanto à nós? O que somos? — Bom… — olhei para o relógio em meu pulso e bufei. — Você é um professor de música cheio de provas para corrigir e eu uma estagiária atrasadíssima. Dylan gargalhou da minha forma de fugir daquele assunto enquanto eu corria para fora da sala, em direção ao meu trabalho antes que fosse demitida por falta de pontualidade.
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